Não sou deusa!


Às vezes recebo, de algumas pessoas, manifestações contendo um certo endeusamento.  Em geral isso acontece com aqueles que não me conhecem muito bem (rs..).

Não sou deusa.  Tenho, como todo mundo, muitos defeitos de fabricação.  Sou apenas uma boa pessoa, como muitos, porém com a clareza de que isso não basta!

O que tenho feito, ao longo de minha já longa vida, é estudar o meu ser, o mais imparcialmente possível.  Encarar de frente tudo aquilo que aspiro transmutar, e me trabalhar para concretizar esse objetivo.  Esse trabalho inclui muita fé, muita oração, muita intuição, ajudas terapêuticas , muitas indagações, muita leitura, algumas revelações, muitos erros,  várias des-ilusões , alguns desânimos passageiros,  muita vontade, e gratidão.

O amor tem que fazer parte. O próprio e o pelo outro. No meu caso, o que me inspira é o amor pelos animais.

O perdão é imprescindível, a começar por si próprio.  A falta dele pode comprometer todo o processo. Mas não indulgência, certo? Também jamais aceitar o papel de vítima, quando se trata do palco de sua própria vida. Melhor construir um roteiro recheado de coragem de fazer o bem, de alegria, fé no Universo e em si próprio, de realizações internas e externas… daquilo que sua alma almeja.

O que sua alma almeja, você sabe?

A minha, nesta etapa, está me pedindo menos voluntarismo, mais humildade. Menos ansiedade, mais paciência.  Menos vida exterior, mais interior.  Menos justificativas. Mais alegria. Tornar a vida mais simples.

Falar é fácil! Praticar tem sido um grande desafio.  Porém o que seria a vida sem grandes desafios?  Águas paradas não movem moinho.

Concluo este depoimento citando um trecho do livro Bondade Originária de Eknath Easwaran:

(…) Francisco de Assis apagou todo traço de ego de sua personalidade; entretanto ninguém jamais foi mais humano, e Francisco portou-se através da vida com a segurança orgulhosa que, nas palavras de São Paulo, “não eu, mas Cristo vive em mim”.

Mahatma Gandhi tinha a mesma combinação de humildade e inabalável auto-segurança. Quando lhe perguntaram se era desprovido de ambição, respondeu, “Oh, não! Sou o homem mais ambicioso do mundo. Quero reduzir-me a zero”. Eu costumava recordar-me disso quando comecei minha meditação e meus amigos e parentes diziam, “Você tem tanto futuro; por que quer jogar tudo fora. Não tem nenhuma ambição?” Queria dizer-lhes que minha ambição estava só começando. Antes eu queria ser professor e um grande escritor, talvez ganhar o Prêmio Nobel de literatura: agora eu queria tornar-me zero, como Gandhi. (…)


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