Governo dos EUA luta para salvar da extinção o segundo animal mais veloz do mundo


Por Marcela Couto (da Redação)

Os oficiais da vida selvagem dos EUA planejam mover populações da ameaçada antilocapra para o Refúgio da Vida Selvagem Kofa, no Arizona, no próximo inverno. A iniciativa é uma esperança para a preservação destes raros animais.

Foto: Pat Shannahan / Associated Press

As antilocapras são famosos por estarem em segundo lugar no ranking das criaturas terrestres mais velozes do mundo, alcançando até 100 km/h em uma corrida.

Estima-se que apenas cerca de 70 a 90 animais estejam vivendo na selva americana, e mais 40 em cativeiro.

O plano de ação, publicado na semana passada, propõe a introdução de aproximadamente uma dúzia de antilocapras criadas em cativeiro no refúgio Kofa, e mais 20 indivíduos no próximo ano.

As antilocapras costumavam correr livremente pela fronteira do México em busca de comida e água, mas a pressão constante pela construção de ranchos e o rápido desenvolvimento acabaram com sua rota de migração. A informação é de Jim Atkinson, um biólogo federal que trabalha no programa de recuperação desses animais.

A população dos animais chegou a apenas 21 indivíduos em 2002. “Nós estávamos a cerca de três semanas da extinção total da espécie, mas por sorte as chuvas chegaram a tempo”, disse Atkinson, referindo-se à seca devastadora da época.

Desde então, os biólogos passaram a desenvolver programas especiais para auxiliar os indivíduos selvagens, incluindo lagos artificiais e um plano de suplementação de alfafa no caso de outra grande seca.

Atkinson informou que a tentativa de oferecer alfafa às antilocapras selvagens na última seca falhou porque eles não reconheciam o vegetal como alimento, mas os indivíduos criados em cativeiro reconhecem e deverão ensinar aos outros no refúgio.

Mesmo que a proposta seja aprovada, os animais que vivem nos habitats comuns da espécie continuarão sofrendo as consequências da dominação humana. O maior problema atualmente são os contrabandistas, imigrantes ilegais e guardas patrulheiros da fronteira, que caçam impiedosamente as antilocapras.

Com informações de Los Angeles Times


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