Ativistas da Sea Shepherd são acusados de jogar ácido em baleeiros japoneses


Três tripulantes de um navio baleeiro japonês alegam terem se ferido por ácido corrosivo lançado por ecologistas que protestam contra suas atividades em águas da Antártida, informaram hoje fontes japonesas.

Os marinheiros dizem ter sofrido lesões em seus olhos e rostos por conta da agressão, segundo Glenn Inwood, porta-voz do Instituto Japonês de Investigação de Cetáceos, que assinalou que os ativistas estavam em um barco da organização conservacionista Sea Shepherd.

Os ecologistas confirmaram que atiraram ácido em direção ao pesqueiro, mas garantiram que não era tóxico. O fato ocorreu nesta quinta-feira (11), durante um confronto entre quatro embarcações japonesas e dois navios de ativistas ambientais nas águas do continente gelado.

Integrante (à esquerda) do grupo ecologista Sea Sheperd aponta o lançador de ácido para o baleeiro (Imagem: AP/Estadão)

Os ativistas primeiro tentaram bloquear o pesqueiro para danificar o motor, depois apontaram um laser cegante em direção aos tripulantes e por fim lançaram bombas de mau cheiro e o ácido corrosivo, segundo denunciaram os baleeiros.

Há dois anos os ecologistas perseguem os pesqueiros japoneses para sabotar suas atividades na Antártida, onde estão autorizados a caçar uma cota anual de baleias para estudá-las com “fins científicos”, segundo o Governo japonês.

Austrália e Japão estiveram a ponto de uma crise diplomática em 2009, quando um juiz australiano decidiu que era ilegal capturar cetáceos na reserva marinha declarada por Canberra no continente, cuja soberania não é reconhecida por Tóquio.

Pouco depois, um navio do Departamento de Alfândegas australiano vigiou e filmou durante semanas as atividades dos baleeiros japoneses, que foram atacados em várias ocasiões por ecologistas da Austrália e Nova Zelândia.

A Comissão Baleeira Internacional condena a atividade dos pesqueiros japoneses, mas Tóquio ignora os protestos e exige que seja cancelada a moratória vigente para permitir capturas de cetáceos em pequena escala.

Fonte: Estadão


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