Secretaria de Meio Ambiente reabilita sagui vítima de confinamento e alerta contra o tráfico


A Secretaria de Meio Ambiente (Semma) está reabilitando mais um animal silvestre. Trata-se de um sagui-de-tufo-branco, originário das regiões norte e nordeste do Brasil. O sagui, que está sendo tratado numa clínica veterinária, desde o início desta semana, está cego e com a garganta inflamada.

Foto: Kaná Manhães
Foto: Kaná Manhães

O biólogo do setor de proteção à fauna e controle de pragas da Semma conta que o animalzinho, de apenas 15 centímetros, foi encontrado por moradores no Barreto, em frente à sede do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), antigo Ibama, muito debilitado.

“Estamos tentando melhorar as condições físicas do animal para que o Ibama, órgão responsável pela nossa fauna, possa vir buscá-lo. Esta é uma espécie invasora que não pode ser solta em nosso ecossistema porque compete com o mico-leão-dourado. Além disso, está cego e incapacitado de viver sozinho pelo fato de ter ficado muito tempo em cativeiro. Por ser uma espécie invasora na região sudeste não deve ser solta, pois poderá acarretar inúmeros desequilíbrios na biota local – afirmou o biólogo.

Características do sagui-de-tufo-branco: o sagui se distingue pelos tufos brancos em volta das orelhas o que é inconfundível e em geral são os menores macacos que existem no tamanho adulto chegam a medir de 14-18 cm e possuem uma cauda com tamanho bem expressivo. Não adotaram características bípedes como alguns macacos, mas, são excelentes nos saltos. Vivem em grupos, mas não têm problemas de viverem sozinhos e com animais de espécies diferentes. Dormem de 12-14 horas por dia e adoram brincar. São onívoros se alimentando de flores, frutas, néctar, além de insetos, aranhas, anfíbios e outros pequenos invertebrados.

De acordo com o secretário Maxwell Vaz, a prefeitura está fazendo a sua parte, mas todos têm que cuidar da fauna para que haja equilíbrio ambiental. Ele alertou que e o animal silvestre, exótico ou nativo, deve ser preservado.

– A probabilidade é que esse animal tenha sido trazido para a nossa região por alguém que o manteve em cativeiro. Não devemos comprar ou manter em cativeiro um animal silvestre, pois quando se retira um animal da natureza, é como se quebrássemos ou enfraquecêssemos o elo de uma corrente. É lógico que somente um animal não faria falta, mas, não apenas um e sim, centenas, milhares de animais, são retirados por ano de nossas matas – comentou, esclarecendo que atualmente milhares de brasileiros exercem uma imensa pressão sobre os habitats naturais dos animais silvestres.

Tráfico

Calcula-se que o tráfico de animais silvestres retire, anualmente, cerca de 12 milhões de animais das matas. Existem outras estatísticas estimando que o número real esteja em torno de 38 milhões. Um animal silvestre capturado fará falta ao ambiente, mas, também, os descendentes que ele deixará de ter. Assim, pode-se perceber o tamanho do impacto que a retirada de animais causa ao meio ambiente.

Outro detalhe explicado pelo secretário é que o impacto não se restringe à extinção da espécie capturada.

“Na natureza as espécies estão interligadas. Se eu retiro do ambiente uma espécie que dispersa a semente de determinada árvore pode ser que esta árvore não mais conseguirá se reproduzir e, se suas folhas servem de alimento para determinado tipo de inseto, dentro de alguns anos este também poderá se extinguir.”

Legislação

No Brasil, duas leis e um decreto constituem os principais instrumentos legais de combate ao tráfico de animais silvestres. São elas: Lei nº 5.197/67, Lei nº 9.605/98 e o decreto nº 3.179/99. Segundo o artigo 29, da lei federal nº 9.605, matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécies da fauna silvestre nativa ou em rota migratória sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida, penaliza com detenção, de seis meses a um ano de reclusão e multa.

Fonte: Prefeitura Municipal de Macaé


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