Ave marinha percorre 71 mil quilômetros por ano em rota migratória


Gaivina do Antártico. (Foto: Público)
Gaivota do Ártico. (Foto: Público)

Durante décadas desconfiou-se que uma pequena ave marinha chamada gaivota-do-ártico (Sterna paradisaea) fosse a ave que fazia a mais longa rota migratória. Mas não se sabia quanto conseguia mesmo percorrer durante um ano. A resposta é 71 mil quilômetros.

Uma equipe do British Antartic Survey conseguiu seguir a rota migratória da ave por meio de um geolocalizador sensível à luz, que conseguia, pelas horas de luz, traçar as coordenadas geográficas dos locais pelos quais passava a gaivota-do-ártico.

Sabia-se que ela percorria a distância entre os polos norte e sul na sua rota, começando na Groenlândia e acabando no mar de Wedell, no Oceano Antártico. Mas não se sabia por onde passava nem onde parava pelo caminho.

A equipe revela agora, nas páginas da revista Proceedings of the National Academy of Sciences, a PNAS, que a gaivina passa ainda quase um mês no Oceano Atlântico norte, a mil quilômetros dos Açores, em Portugal. É lá que se alimenta para mais uma longa etapa da viagem, escassa em alimento.

Depois, ao chegar à costa africana, parte delas opta por cruzar o continente africano e outra parte escolhe uma alternativa contornando a costa sul-americana. E passam o inverno em vários pontos da Antártida.

Já de regresso não fazem o caminho mais curto. Traçam antes um enorme “S” de regresso ao norte pelo Atlântico, fazendo ainda mais uns milhares de quilômetros por causa deste capricho.

Fonte: Público


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