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Dona de pet shop fechado já havia sido processada em 2008

1 de janeiro de 2010
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Rossana Pereira, 49 anos, proprietária do pet shop Conexão Animal, fechado no dia 31 pela manhã pelo CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), na Vila Ieda, em Campo Grande (MS), já foi processada no ano passado por maus-tratos praticados contra animais.

No dia 9 de maio, policiais da Decat (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista) e agentes do CCZ resgataram 12 cães que sofriam maus-tratos num pet shop desativado, o Griff Dog, mantido por Rossana no bairro Paulo Coelho Machado, segundo informações da presidente da ONG Abrigo dos Bichos, Maria Lúcia Metelo.

A médica veterinária conta que Rossana usava cães para procriação e venda de filhotes. No local havia cachorros de variadas raças, como: poodle, lhasa apso e chow chow.

Após o resgate, os cães foram acolhidos por voluntários do Abrigo dos Bichos.

Maria Lúcia conta que os vizinhos do extinto pet shop foram os primeiros a perceber que havia algo errado com o local. Quando o CCZ e a Decat fizeram vistoria no local, constataram as péssimas condições sanitárias em que os animais eram mantidos.

Muitos estavam sem alimentação adequada, sem água e por conta disso matavam a sede com água de esgoto e dormiam em meio a fezes e urina. Os cães sofriam constantes ataques de ratos e até de urubus, de acordo com a presidente da ONG.

Ainda segundo Maria Lúcia Metelo, ela mesma fez uma vistoria dias antes no lugar, contando com o auxílio do filho de Rossana, que não sabia que ela era presidente da ONG. Como a fiscalização foi feita no fim da tarde e não tinha luz no local, a veterinária teve de buscar uma lanterna no carro; ela contou 30 animais na ocasião.

“O que me deixa mais estarrecida é que essa mulher não parou de cometer crimes de maus-tratos a animais. Sem contar que ela contou com amparo de alguns veterinários. Isso dá nojo”, repudia Maria Lúcia Metelo.

Durante vistoria realizada ontem no pet shop Conexão Animal, apenas uma funcionária se encontrava no estabelecimento. Ela alegou que Rossana havia viajado para Rio Verde de Mato Grosso, cidade distante 210 quilômetros de Campo Grande.

Fonte: Campo Grande News

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