Verdades boas para trocar


Acordei nostálgica. Já é quase Natal e eu comecei a lembrar de todos os Natais, e até de quando eu era pequena: a família reunida, o preparo da comida, depois a ceia, o amigo secreto, as poesias rimadas da minha tia.

Para o Natal, tenho dois sentimentos. Por um lado, confesso que ainda me sensibilizo com o lado humano que acomete as pessoas, com a tolerância que se manifesta, com a complacência, com essa vontade de paz, mesmo que rasteira. Tudo isso me comove. Ver que as pessoas ainda no fundo da alma tenham coisas puras, lágrimas, saudades, verdades boas para trocar.

Mas o presente não mais me importa hoje como quando eu era criança. Ficava ansiosa para que tudo corresse logo para a hora do amigo secreto. Queria dar e ganhar presentes. Hoje não. Hoje eu abriria mão de tudo isso por uma poesia, por qualquer texto com rima, mas que viesse do coração. Trocaria todos os presentes por uma gota de verdade vinda da alma de cada um.

Hoje me importa que estejamos em paz, unidos como pessoas que se respeitam em suas escolhas e que trocam boas verdades.

Gostaria que todos os Natais fossem feitos disso: de uma alegria pacífica, respeitosa, e profunda. Que lembrássemos de Jesus, de sua amorosidade para com todos os seres, de sua lição de amar e respeitar todos os seres. Que lembrássemos, sempre, que ao servirmos nossos irmãos em nossas mesas, estamos ferindo seus ensinamentos de paz, porque não devemos matar nossos irmãos: nem humanos, nem não humanos.

Esse é o Natal de paz que eu concebo: um encontro de profunda paz e respeito começando pela mesa e vindo de nossos corações. Nossos irmãos animais, que tanto nos ensinam, estão sofrendo, estão sendo mortos para ocuparem uma travessa no centro da mesa. O que estamos comemorando, então?

Sejamos mais humanos, mais humildes, mais completos. Não façamos de nossos corpos depósitos de sofrimento. Toda vida é sagrada e o que entra por nossa boca determinará o que somos.

Se não formos honestos conosco, não seremos com mais ninguém. Olhemos para dentro: de onde vêm as palavras de paz que proferimos?

Feliz Natal!


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