Canil municipal de São Leopoldo (RS) ainda enfrenta problemas


O Centro Municipal de Proteção Animal (Cempa) de São Leopoldo (RS) está sob a responsabilidade da Prefeitura há seis meses, desde que um problema entre integrantes da diretoria da Associação Leopoldense de Proteção aos Animais (Alpa) acabou por prejudicar o serviço, mas a situação parece ser a mesma de quando o governo assumiu. Um atraso no repasse de R$ 11 mil fez com que faltassem ração, materiais cirúrgicos e medicamentos. Segundo Ibanês Mariano, secretário de Comunicação, R$ 5 mil foram repassados e o restante o será nos próximos dias.

Conforme Mariano, o motivo do atraso foi a crise econômica. “A Prefeitura passou por problemas financeiros, mas pagaremos nos próximos dias. Ressalto que a ajuda de voluntários é fundamental’’, afirma.

Para o veterinário responsável pelo canil, Fábio Almeida, somente o repasse da Prefeitura não é suficiente para suprir a falta de estrutura, de medicamentos, de materiais cirúrgicos e principalmente de alimentação.  Ele diz que, com o pagamento de parte da dívida, cerca de 500 quilos de ração devem ser liberados. “Essa quantidade só vai dar para quatro dias’’, afirma Almeida, que conta ainda que a verba repassada não atinge todos os gastos mensais. “Recebemos cerca de R$ 6 mil, sendo que só de ração gastamos R$ 7 mil. A Prefeitura não tinha condições de assumir o canil’’, afirma.

Superlotação prejudica qualidade do serviço

A área no Arroio da Manteiga tem espaço para 200 animais e atualmente está com quase 400 cães e gatos, todos sobrevivendo com doações e com a ajuda de voluntários como Joice Jaeger, 25. “Consegui enviar 250 quilos de ração, por meio de rifas, que dá para dois dias, mas só para os adultos. Também recebi uma doação de R$ 200”, conta.

Medicamentos também são doados mas, de acordo com Almeida, 90% dos remédios e materiais cirúrgicos saem do Hospital Centenário. São antibióticos, antialérgicos e anestésicos que não podem ser reutilizados em humanos e que são repassados para os animais. Mesmo assim, faltam materiais básicos, como gaze. “Fizemos uma lista de algumas coisas que precisamos e estamos esperando o resultado da licitação para saber que empresa vai fazer o fornecimento. Enquanto isso, utilizamos algodão no lugar da gaze e também lavamos e esterelizamos os panos usados para conter sangramento’’, explica.

Nas cirurgias estão sendo usadas linhas de pesca para fazer os pontos. “É mais barato, além disso é o mesmo fio de náilon usado na sutura. Mil metros custam apenas três reais.’’

Fonte: Diário de Canoas

Nota da Redação: Espera-se que a Prefeitura cumpra com o seu papel e repasse o valor necessário para a manutenção do canil municipal e dos animais, pois a atual situação é um descaso e falta de respeito à vida.


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