Mal-entendidos podem ajudar no abandono de animais


Siegmar Metzner
metzner@curitiba.goethe.org

Zoonoses. Alguns órgãos municipais e algumas ONGs, usam e abusam deste termo em suas campanhas contra maus-tratos e abandono. Especialmente em panfletos e durante apresentações de palestras em escolas. Cuido de animais abandonados há dez anos e posso afirmar que todas as pessoas que conheci e que me disseram terem se “livrado’’ de seu animal, especialmente cães, o fizeram por motivo de o animal estar doente, de não terem condições financeiras para tratá-lo e, acima de tudo,  medo das doenças que ele poderia transmitir.

Falei com várias pessoas, mas vou citar dez. Destas dez pessoas, apenas uma se “livrou’’ do animal o levando ao veterinário para ser sacrificado e uma me disse ter sido o marido que sacrificou o animal com um tiro. As outras oito simplesmente se livraram do animal, pedindo que alguém da família ou conhecido o abandonasse em um lugar longe de casa.

Sabemos que zoonoses existem, mas ao falarmos sobre esse assunto com crianças e pessoas pouco esclarecidas, criamos uma corrente de abandono sem fim, inclusive de animais saudáveis.

Diga a uma criança para ela cuidar bem do seu bichinho caso contrário ele poderá ficar doente e transmitir a ela essa doenças e o resultado é que a criança só irá se lembrar do lado negativo da frase, e com certeza ao chegar em casa, dirá a mãe, que alguém falou que seu ‘’amiguinho’’ pode transmitir doenças para ela e pronto, o pensamento de abandonar já terá começado a se fixar na mente dessa mãe.

O mesmo acontece com pessoas ignorantes e não esclarecidas. Vou explicar: de cada 20 pessoas com quem converso quando estou passeando com meus animais, 15 me perguntam se não tenho medo das doenças que eles podem transmitir. E mesmo lhes assegurando o contrário, saem de perto como se não acreditassem no que digo e entre elas, sempre encontro uma história de como o fulano ou vizinho se livrou do seu cachorro ou gato.


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