Ativistas fazem campanha pelo fim do sacrifício em massa de animais no Nepal


Por Lobo Pasolini (da Redação)

Durante os dias 24 e 25 de novembro, a pequena aldeia de Bariyapur, perto da fronteira do Nepal com a Índia, é banhada de sangue quando milhares de devotos hindus se dirigem ao templo para participar do que os organizadores acreditam ser o maior abate ritual do mundo com centenas de milhares de animais sacrificados . O festival tem se realizado há três séculos.

 Poster da campanha Worship Without Cruelty (Adoração Sem Crueldade)
Poster da campanha Worship Without Cruelty (Adoração sem Crueldade)

Mas, este ano, um grupo de ativistas de direitos dos animais está fazendo uma campanha para cessar o que eles chamam de crueldade contra criaturas inocentes – opondo-se contra os devotos hindus nesta nação profundamente religiosa.

“Nós lançamos a nossa campanha para pôr fim à horrível matança de animais em nome de Deus”, disse Pramada Shah, diretor de campanhas do grupo Animal Nepal, que lançou uma petição online exigindo que a festa seja cancelada.

“Mesmo no século 21, animais inocentes estão sendo vítimas de um tratamento cruel, devido à superstição do povo.”

A campanha recebeu um impulso local quando ela ganhou o apoio de Ram Bahadur Bomjam, um jovem nepalês que seguidores acreditam ser uma reencarnação de Buda depois que eles disseram que ele poderia sobreviver sem água, comida ou sono.

Bomjam, apelidado de “Buddha Boy” pela imprensa nepalesa, passou o ano passado meditando na floresta perto de Bariyapur, mas na semana passada quebrou o silêncio para condenar o festival.

“Os seres humanos tornaram-se brutais, oferecendo sacrifícios de animais para a deusa. Essa prática deve ser interrompida imediatamente”, ele teria dito à imprensa local.

Os seguidores de Bomjam organizaram a sua própria campanha para pôr fim à festa, distribuindo panfletos na área e em cidades indianas na fronteira, incitando as pessoas a não participar.

Uma razão para a enorme popularidade do evento é sua proximidade com a Índia, onde alguns estados já proibiram o abate sacrificial.

“Na Índia hoje existe maior consciência sobre o sacrifício e o sofrimento dos animais, por isso as pessoas e ativistas de direitos são contra isso”, disse N. G. JayasiMha, gerente de campanha do grupo Pessoas para o Tratamento Ético dos Animais (PETA), na Índia.

“Alguns estados proibiram o abate de animais, mesmo para fins religiosos, incluindo Karnataka, Gujarat e Madhya Pradesh. Então, todos esses fatores contribuem para o grande número de pessoas indo para o Nepal.”

Mas os ativistas de direitos dos animais enfrentam uma grande batalha no Nepal, onde os hindus representam 80% da população e o sacrifício ritual é parte do dia a dia.

As autoridades locais disseram que iriam aumentar a segurança em torno do festival, que começa com o sacrifício de dois ratos selvagens, um galo, um porco, uma cabra e um cordeiro perante a estátua do templo de Gadhimai.

Os devotos podem, então, levar seus animais ao templo para a purificação ritual antes de encaminhá-los para o terreno onde eles terão as gargantas cortadas. A carne é distribuída e comida.

O governo do Nepal já prometeu 4,5 milhões de rúpias (60.000 dólares) de fundos para o festival, e as autoridades dizem não ter poder para impedi-lo de ir adiante.

O sacerdote chefe do templo, Mangal Chaudhary Tharu, disse à AFP que 800.000 pessoas assistiram ao festival em 2004, quando cerca de 400.000 sacrifícios foram feitos, e ele disse que espera que mais pessoas venham este ano.

“A situação de segurança do Nepal melhorou e estamos esperando um comparecimento maior neste ano”, disse Tharu, que representa a quarta geração de uma família que oferece seus serviços como sacerdotes para o festival, cujas origens nunca foram documentadas.

Fonte: AFP


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