Cresce número de animais feridos pela população


Cobras, jacarés, gaviões e corujas estão se tornando visitantes cada vez mais frequentes no Zoológico de Niterói. A cada ano, cerca de 1.500 animais silvestres são socorridos por bombeiros e levados para tratamento no zoo, que se tornou um refúgio contra a violência humana. “Aumentou muito o número de animais feridos pela população”, diz o veterinário André Maia. Uma das vítimas dos maus-tratos é o gavião da raça carijó, que ganhou apelido de Olímpico. Ele teve as pernas e uma das asas quebradas, a pedradas ou pauladas, em Olaria, subúrbio do Rio.

O gavião foi operado pelo veterinário André Maia e recebeu pinos nas partes quebradas. A recuperação demora até 1 ano. Neste período, Olímpico fará reabilitação em um viveiro de 17 metros, mas corre o risco de não voltar a voar. “Ele foi muito espancado e corre o risco de não voar mais”, revelou. Só esta semana, seis gaviões chegaram à enfermaria.

Foto: Alexandre Vieira/Agência O Dia
Foto: Alexandre Vieira/Agência O Dia

O veterinário explica que os gaviões se reproduzem nesta época e, com o seu habitat invadido pelo ser humano, acabam ocupando árvores próximas a residências. Dez corujas estão sendo atendidas no zoo. Como os gaviões, elas atacam para proteger seus ninhos e filhotes. “Eles só se defendem. As pessoas confundem isso com agressividade e atacam os animais a pedradas e até tiros”, diz.

Muitas aves são mutiladas pelo cerol das pipas que se enroscam nos galhos das árvores. Mesmo cobras não venenosas são queimadas e atacadas a machadadas. “Elas são úteis. Controlam roedores e evitam doenças”, ensina o veterinário.

Como evitar aproximação dos bichos

O ataque de gaviões pode ser evitado com um truque simples. De acordo com o veterinário André Maia, basta usar uma sombrinha ou guarda-chuva colorido. “Quando o animal for embora com os filhotes, chame a Fundação Parques e Jardins para que eles não voltem no próximo ano”, ensinou.

A dica para evitar a presença dos animais perto de casa é simples. Procure não acumular lixo. Os restos de comida atraem ratos, que, por sua vez, são iscas para cobras e gambás. A grama cortada e o quintal sempre limpo mantêm as cobras longe de casa. “Se o mato estiver baixo, os próprios predadores naturais das cobras, como gaviões e corujas, vão caçá-las”, explica o veterinário André Maia.

Além de não machucar os animais, quem quiser ajudar pode doar medicamentos e rações para o zoo, que é especializado na reabilitação da fauna selvagem. A instituição fica na Alameda São Boa Ventura 770, no Fonseca, em Niterói.

Fonte: O Dia


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