Cresce o número de pessoas interessadas em adotar cães e gatos


O último domingo (4) foi dedicado a São Francisco de Assis, patrono dos animais e do meio ambiente. Por esse motivo, foi comemorado pelo nono ano consecutivo o Dia Nacional de Adotar um Animal.

Muitos animais são abandonados pelos seus tutores e os motivos para essa atitude são os mais diversos possíveis. O objetivo primordial deste dia é incentivar a conscientização das pessoas, mostrar que os problemas que envolvem animais abandonados têm solução. O que precisa mesmo é mudar a maneira como os seres humanos os veem dentro da sociedade.

 Não é porque aquele cão que você adorou na feira no final de semana era um cachorro de rua que não pode levá-lo para casa.

Hoje em dia, graças ao trabalho de ONGs, Centros de Zoonozes, entre outros, esses animais são acolhidos e muito bem tratados até encontrarem aquele que deseja adotá-los. E o número de cães disponíveis para adoção é alto.

Segundo Eliana Collucci, chefe da divisão no Centro de Controle de Zoonoses, de Ribeirão Preto, eles recebem de 20 a 30 animais toda semana. No momento estão disponíveis para adoção 32 animais entre cães, gatos e filhotes que já desmamaram.

Os filhotes que ainda estão mamando não são colocados para adoção. É preciso que o animal cresça e, a partir do momento em que ele começar a comer por conta própria, é disponibilizado.

Encontramos hoje no Centro de Zoonoses cinco gatas que estão amamentando e uma cadela que amamenta sete filhotes. Ou seja, a quantidade de animais para adoção tende a crescer daqui alguns dias.

Para Collucci, o número de pessoas interessadas em adotar um animal de estimação aumentou, principalmente depois que as ONGs e o Centro de Zoonoses investiram na divulgação das feiras que realizam em parceria no último final de semana de todo mês.

No mês de setembro, foram adotados cerca de 7 animais por semana. São encontrados para adoção animais de diversas raças, entre pit bulls mestiços, vira-latas etc.

Mas, para levar um cão para casa, é preciso seguir alguns procedimentos para que os responsáveis pelos órgãos tenham certeza de que o novo tutor vai cuidar do seu mais novo amigo.

De acordo com Collucci, quando o animal é de grande porte, é realizada uma avaliação feita por meio de um questionário que deve ser preenchido pelo futuro tutor do animal para saber quais as circunstâncias que envolvem essa adoção.

Além disso, os agentes do Centro de Zoonoses visitam o local onde o cão vai morar, para fiscalizar as condições em que o animal vai viver preservando a sua saúde, tudo de acordo com a legislação. Quem optar por filhotes, terá de apresentar uma cópia do documento de identidade e do comprovante de residência.

O futuro tutor deve assinar um termo de guarda e compromisso e o filhote é entregue vermifugado. Após esses procedimentos, é marcada uma data para que o cachorro seja castrado. Já os animais adultos são entregues vacinados e castrados.

Mesmo com todo esse trabalho realizado pelo Centro de Zoonoses em parceria com as ONGs da cidade, muitos animais são vítimas do abandono. “Boa parte dos animais, cerca de 70%, são vítimas de abandono. O volume é muito grande, principalmente se tratando de filhotes”, relata Eliane Collucci.

A orientação que o Centro de Zoonoses de Ribeirão Preto passa para os moradores da cidade é que liguem avisando sobre as condições do animal para que os agentes possam fazer uma vistoria no local onde ele foi encontrado e para saber se ele é realmente um invasor ou se o tutor está tentando se desfazer do animal.

As pessoas que se interessarem em adotar um cachorro podem visitar o Centro de Controle de Zoonoses da cidade, localizado na Av. Eduardo Andréa Matarazzo, 4255 de segunda a sexta, das 7h às 17h ou aguardar a próxima feira, que será realizada no dia 24/10 na Av. Nove de Julho com a Independência.

Fonte: Ribeirão Preto Online


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