Cágados são vítimas de violência em Porto Alegre, RS


Pelo menos três cágados morreram, um se encontra em estado grave no Hospital Veterinário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e outros 10 sofreram ferimentos no Parcão e na Redenção, em Porto Alegre, desde a última semana de setembro. Os animais passam por um período de reprodução até dezembro, e todo ano, neste período, são sistematicamente caçados por pessoas que não conhecem as características do animal.

“Tem gente que acredita que eles têm veneno. Muitas pessoas não sabem que o cágado é inofensivo, não tem veneno e não vai sair correndo atrás de ninguém. Quando ameaçado, tudo o que ele faz é se encolher dentro do casco”, afirmou o coordenador do Projeto Chelonia-RS, do Departamento de Zoologia da UFRGS, Clóvis Souza Bujes.

A crueldade dos ataques contra os quelônios surpreende os pesquisadores. Um cágado foi visto sem mandíbula no lago da Redenção. O que está gravemente ferido no Hospital Veterinário teve o casco quebrado e sofreu infecção. A única arma contra essa violência é a informação, conforme Bujes: “Temos que priorizar a instrução. Conseguimos o apoio de uma empresa para fazer painéis para sensibilizar as pessoas que agridem”.

Em janeiro deste ano, os cágados do Parcão foram notícia em ZH, após o fotógrafo Ronaldo Bernardi ter flagrado uma espécie de cágado caçando uma pomba na beira do lago do Parcão, devido à escassez de alimento. Com agilidade surpreendente, as imagens mostram o réptil capturando sua presa e, em seguida, arrastando a ave para o fundo do lago, onde é devorada por diversos cágados. Segundo Bujes, o comportamento do animal é considerado normal, dado o ambiente em que se encontra.

Fonte: Zero Hora


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