Interdição do comércio de atum no Atlântico revela intenções exploratórias


Por Fernanda Franco  (da Redação)

A escassez das populações de atum-rabilho no Atlântico e de atum-vermelho levou a Comissão Europeia a apoiar a proibição da sua pesca.

Bruxelas partilha das preocupações do Mónaco, país que pediu a inclusão desta espécie na Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES). Assim, a Comissão Europeia concorda que a UE pode, provisoriamente, apoiar esta proposta que será apreciada pelos Estados-membros a 21 de Setembro.

“Esta decisão representa um passo importante na proteção do atum-rabilho do Atlântico”, afirmou cinicamente um comissário europeu. “Os cientistas dizem que é necessário agir urgentemente para salvaguardar o futuro de uma das criaturas mais emblemáticas dos oceanos”.

“A ideia não é interditar definitivamente a pesca de atum-vermelho mas suspendê-la, por exemplo durante dois anos, para permitir a renovação da espécie”, sustentou a mesma fonte, acrescentando que “as compensações” aos pescadores seriam dadas durante o tempo em que não iriam ao mar.

A França, Alemanha, Reino Unido e Holanda já se manifestaram a favor da interdição do comércio de atum-vermelho.

Mas que a sociedade não se iluda: o que poderia ser uma boa notícia na verdade não possui uma motivação tão honesta. Os países não estão preocupados em preservar a vida dos peixes com essa medida: primeiro, porque é provisória. Segundo porque eles querem suspender a pesca apenas para que os peixes se reproduzam e que voltem a ser sinônimos de objetos consumíveis pelo paladar humano.

A ideia é poupar-lhes a vida agora para depois explorá-los mais. Porém, o que o planeta não cansa de nos lembrar é que, em vez de pensar cada vez mais em explorar os animais, deveríamos nos preocupar em preservar o meio ambiente e cuidar para que a fauna viva o seu caminho natural: a liberdade bem longe dos nossos pratos e jaulas e redes de pesca.

Com informações do Público


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