A história de Gypsy, um pitbull que “lutou” para viver


Van Maia
mortal.lips@terra.com.br

Muitos já devem ter visto esta imagem circular na internet:

Gypsy 1

Uma foto de ferir o coração. Uma vítima de RINHA de cães! Mas, afinal, o que aconteceu com este pobre e sofrido cão? Ele se recuperou? Ele morreu?

Conheçam a história de Gypsy, um Pitbull vítima de rinha. Vejam as fotos de sua incrível e feliz recuperação graças ao apoio de pessoas que não deram as costas para o problema, não o viram como lixo, mas como um ser em agonia e sofrimento que precisava de ajuda.

Gypsy 2

Gypsy 3
"Não gosta do que você vê?"

Gypsy 4

Gypsy 5

 

CARTA DE GYPSY

Eu fui usado como cão-de-briga para um esporte dos humanos, despedaçado por lutar contra outros cães e então jogado à beira de uma estrada, deixado para morrer como se fosse uma pilha de lixo. Uma velhinha me encontrou e, quando ela olhou para mim, vi o horror estampado em seu rosto. Eu vi o puro amor nos olhos dela e, embora eu estivesse à beira da morte, senti quando ela me pegou no colo e me colocou no carro. Eu estava tão doente de infecções, febre, necrose e ferimentos… por que ela se importaria?

Ela me levou a uma clínica veterinária e ligações foram feitas para uma certa Joann para saber se ela poderia cuidar de mim. Eu ouvi quando a dra. Lowery disse: “Sim, eu posso tentar”. Então vieram cobertores quentes, agulhas anti-sépticas, vozes sussurradas. Havia anjos ali. Alguém estava rezando. Uma pessoa chamada Cindy pousava sua mão sobre mim e me pedia para ficar. Eu não podia comer. A infecção estava por toda parte, meu rosto estava se decompondo. Então eles tiveram que tirar minha perna. O dr. McLean parecia tão triste. Então Myra veio e ficou comigo. Quando ela tentou sair, eu chorei. Eu não queria ser deixado sozinho. Eu não queria morrer sozinho.

Joann e Doug vieram e me abraçaram. Eu não sabia o que era um abraço até então. Eu não entendia o que era o amor ou o que era ter alguém se importando com você. Eu fiz muitas cirurgias desde então. Uma viagem de carro do Tenessee até uma outra clínica. Meus lábios tinham caído, assim como parte do meu nariz. Um outro médico consertou meu rosto. Ernie me chamava carinhosamente de “Frankencão”. Pessoas de todo o mundo mandaram dinheiro, rezaram e falaram sobre cães-de-briga e pessoas crueis. Falaram sobre abuso.

Obrigado a todos por me amarem. Agora eu tenho um propósito.

Com amor,
Gypsy

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