O veganismo e os direitos fundamentais


O veganismo vai muito além de uma vida baseada no respeito e na preservação dos direitos animais. Também não é uma apologia aos vegetais, como algumas campanhas da PETA podem fazer parecer. É uma escolha pelo respeito aos direitos do outro: o veganismo nos fala, principalmente, dos direitos fundamentais de todos os seres vivos.

Matar é tirar o direito de viver. Comer carne é, portanto, tirar o bem mais fundamental dos animais: a vida. Vida: a única coisa que podemos afirmar que temos independente de qualquer coisa, porque já veio nossa. Como podemos, então, cometer o violento gesto de nos apropriarmos da vida de outro ser e definir a sua morte?
 
Você comercializaria sua própria vida, vendendo um pedaço do seu braço, seus músculos, ou, quem sabe, o seu corpo inteiro para ser abatido e temperado para consumo? Você assim o permitiria? Você aceitaria ter o seu corpo rasgado, e, quem sabe, os seus olhos costurados para que a “ciência” fizesse suas nobres descobertas? Você aceitaria ter parte de seu estômago arrancado ou raspado para virar queijo de pizza de mussarela? Você aceitaria ficar pulando em brasa quente, sob adestramento severo, e viver numa jaula pequeniníssima para servir de “diversão” para o grande público? Você gostaria de ser surpreendido por uma armadilha durante um passeio, tendo o seu corpo perfurado por ela, para depois sua pele servir de casaco para a atriz de novela?
 
Em outras palavras, você aceitaria colocar a sua vida nas mãos de um assassino?
 
Com certeza matematicamente assegurada (ao menos para a grande maioria): não. Porque mesmo que quisesse cometer suicídio, escolheria uma forma menos trágica para o episódio. E, ainda assim, exerceria o direito à escolha, que é um direito inerente a estar vivo. Ou deveria ser, não é mesmo?
 
Eu participei, recentemente, de uma manifestação contra a utilização de animais em circos. Pintei o meu rosto de um felino e caminhei pela avenida, o tempo todo com meu peito apertado: mesmo que por algumas horas, eu não era mais humana, era um animal condenado a viver enjaulado e maltratado. Troquei de pele e senti o que eles sentem. É como viver na escuridão: uma vida sem propósito.
 
Experimente, por instantes, a dor que os animais sentem por serem visceralmente explorados. Informe-se, busque saber a origem dos alimentos, dos cosméticos, de tudo o que consome.
 
Praticamos o direito de escolha quando expressamos o que queremos e o que não queremos. Os animais se expressam de uma forma diferente, mas também expressam o que sentem. O homem, ao comer carne, pratica o seu direito fundamental à escolha violando o direito fundamental à escolha dos animais. Mas então que direito é esse que viola o direito do outro? Ou será que somos especistas declarados e fazemos questão de afirmar a cada garfada que o direito à escolha e à vida é somente de nós, soberanos humanos?
 
Pare para pensar, mova-se em direção a uma vida consciente das outras vidas. Mude o rumo das coisas. Mas faça isso voluntariamente, porque a Igreja está preocupada em proibir o uso da camisinha, a imprensa em mostrar os estragos da enchente, os políticos em continuar engolindo dinheiro, e a sociedade em fazer de conta que está tudo bem com o planeta.


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