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Animais silvestres correm perigo em estradas movimentadas

24 de agosto de 2009
2 min. de leitura
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Tornar possível a convivência entre homens e animais selvagens nas nossas estradas é um desafio. Por enquanto, os animais estão perdendo feio. O crescimento desordenado das cidades tira o espaço que deveria ser dos bichos. Os bichos, que não entendem a lógica humana, acabam atropelados, machucados, aprisionados. Só mesmo a ação do homem para proteger quem não tem como se defender.

O policial rodoviário alerta os motoristas: há vidas em risco. Em uma das ocasiões, precisou escoltar uma família de patos selvagens que decidiu atravessar a pista. Mas eles voltaram para a estrada e, por sorte, tiveram ajuda de um funcionário da concessionária que se arrisca para salvar as aves. Elas escapam por pouco.

A situação foi registrada pelas câmeras de monitoramento de uma das rodovias mais movimentadas do país: a Anhanguera, que liga a capital paulista ao estado de Minas Gerais. O funcionário da concessionária que aparece nas imagens é José Rodrigues de Oliveira, que trabalha há mais de 10 anos como inspetor de tráfego.

Esse dia, José nunca vai esquecer: “Naquele momento a gente se sente o salvador da pátria. É uma emoção grande. São animais que estão praticamente em extinção. É muito gfratificante”.

A ONG Mata Ciliar, em Jundiaí, interior de São Paulo, recebe várias espécies de animais silvestres atropelados nas rodovias da região. Os funcionários da entidade tratam de todos com muito carinho. Macaquinhos, uma jaguatirica que foi criada na jaula e não pode mais ser devolvida à natureza, um filhote de gato-do-mato … Todos órfãos, perderam as mães, atropeladas e mortas na rodovia. O mesmo aconteceu com onças-pardas, que já estão na sede da ONG há oito anos. O número de atendimentos não para de aumentar.

Em 2007, 581 animais foram encaminhados à entidade. Em 2008 o número quase dobrou, 1074. Só nos primeiros seis meses deste ano foram 449: 10% deles não sobrevivem. Mas a maioria se recupera e é devolvida para a Mata Atlântica.

Alguns animais chegam tão machucados que não têm condições de voltar para a natureza. É o caso do jabuti. Foi atropelado por um caminhão e quase morreu. O casco teve que ser costurado com fios de aço e depois coberto com resina de dentista.

Um terço das espécies trazidas para a entidade passa a viver em cativeiro. Um problema que preocupa os ambientalistas. A sede da ONG se transformou em uma espécie de zoológico de animais mutilados. Já são mais de 200 nos viveiros e gaiolas.

“O motivo é o desmatamento. A ocupação desordenada, há cada vez mais estradas atravessando florestas, cada vez mais condomínios fechados, desmatamento para crescimento urbano. Os animais não têm saída. É uma travessia que fariam normalmente, mas encontram estradas no meio”, alerta a veterinária Karen Cristine Bueno.

Para evitar um acidente com animais em estradas, diminua a velocidade quando atravessar parques e reservas ou quando passar próximo de áreas verdes ou rios. Cuidado especialmente ao anoitecer. Esse é o horário em que os animais costumam estar mais ativos.

Fonte: Portalms.com.br

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