Polícia flagra rinha de galo e indicia 11 pessoas


A Polícia Militar Ambiental de Sorocaba deteve 23 pessoas – 11 foram indiciadas por crime ambiental e maus-tratos – em rinha de galo em Itu, na tarde deste sábado (11). O ringue estava montado em um galpão localizado na Estrada da Glória R. Chilon, 21.650, no bairro da Glória. De acordo com o capitão Glauco, da Polícia Ambiental, essa prática tem ocorrido quase todas as semanas em Sorocaba, Itu e Porto Feliz. Na frente do galpão, estavam estacionados vários carros com placas de Sorocaba, Apiaí, Itapeva, Porto Feliz, Itu, Jundiaí, Cabreúva, Tatuí e Itapetininga, indicando que a prática da rinha de galo é regionalizada.

O flagrante aconteceu por volta do meio-dia. Quem estava assistindo à briga de galo foi multado. As multas variam de R$ 500 a R$ 5 mil. A localização do ringue partiu de denúncias e da fiscalização feita pela Polícia Ambiental. O capitão solicita que quem tiver informações sobre outras rinhas de galo, bem como outras denúncias sobre crimes ambientais, que façam a queixa pelo telefone 0800-113560 (ligação 24 horas e gratuita).

O oficial informou que ninguém foi preso. A prática da rinha de galos por aquelas pessoas fazia parte da rotina delas praticamente todas as semanas. Levavam tão a sério a prática ilegal que até uma lousa, em uma sala, servia para os participantes registrarem os pontos que cada galo obtinha nas brigas. Estavam todos à vontade quando os policiais chegaram. Eles se preparavam para a realização de mais uma batalha, logo depois do almoço, que já estava pronto para ser servido. Um dos participantes confirmou a prática da rinha de galos, mas afirmou que as aves eram bem tratadas.

Conhecidas como galos da Índia, por serem maiores que os comuns que vivem em galinheiros, as aves foram colocadas em viveiros e levadas para a base da Polícia Ambiental de Sorocaba, que deverá encaminhá-las, nesta semana, para a Zoonoses de Itu, de Sorocaba ou para alguma sociedade de proteção dos animais. As pessoas indiciadas por crime ambiental responderão ao processo em liberdade e, caso sejam condenadas, poderão cumprir pena de detenção de três meses a um ano. O Ministério Público será oficiado para que outros viveiros sejam identificados naquela região.

Três rinhas (duas de madeira e uma de alvenaria) eram utilizadas para as brigas entre os galos. Esporas e bicos de aço, diversos medicamentos, linhas para suturas também foram apreendidos. Um veterinário esteve no galpão e examinou os galos. Entre os três feridos, um deles estava cego. Todos foram medicados. Há dez anos no Brasil, a lei que define os crimes ambientais proíbe a rinha de galos, por considerar uma forma de violência humana contra animais. Na contramão desta lei, apenas o Tribunal de Justiça do Mato Grosso autoriza essa prática. Em Cuiabá (MT), por exemplo, a rinha de galo é praticada por uma associação avícola, conhecida entre os frequentadores como Sangue. Ela promove brigas todas as semanas. A polícia já tentou fechar o local, mas, por conta daquela decisão judicial, a atividade continua.


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