Tubarão merece respeito


Cartaz do filme Tubarão

Eu tinha 22 anos quando assisti Tubarão pela primeira vez no cinema. Fiquei doido. Como um sujeito com algumas câmeras conseguia manipular tanto as emoções de uma plateia? Como conseguia calcular exatamente o segundo em que eu e cada uma das pessoas ao meu redor iria dar um pulo de susto na cadeira? Steven Spielberg surgia como o maior manipulador de emoções do planeta. E seu reinado duraria muito tempo.

Fiquei tão fissurado com Jaws que li o romance no qual foi inspirado, escrito por Peter Benchley. Depois li um diário dos bastidores da adaptação escrito pelo roteirista Carl Gottlieb. Quando o filme saiu em DVD, veio com um documentário sobre a complicada produção do filme. Passei a admirar Spielberg ainda mais como diretor e ainda tenho profundo respeito por toda sua obra.

Do ponto de vista humano, Steven Spielberg ficou devendo. Seu filme – justamente por ser tão bem feito – transformou o tubarão num monstro repulsivo e sádico. O sucesso mundial de Jaws em 1975 deu uma espécie de direito universal ao homem para exterminar a espécie sem qualquer problema de consciência. O escritor Peter Benchley percebeu a catástrofe que tinha ajudado a criar e dedicou o resto de sua vida a defender a vida marinha em geral e os tubarões em particular. Spielberg nunca tomou nenhuma iniciativa nesse sentido.

A situação dos tubarões no mundo inteiro hoje é terrível. Eles são mortos por diversão. Ou sofrem a crueldade do finning – tubarões têm suas barbatanas dorsais amputadas em vida e são abandonados para uma longa agonia sem defesa no oceano.

É um massacre sem fim à vista. Tubarões continuam sendo vistos como monstros. “Tubarão” é o tradicional apelido de exploradores, políticos corruptos e banqueiros gananciosos. Defender golfinhos e ursos pandas é bem mais fácil.

PS – para se informar melhor sobre tubarões e lutar pelos seus direitos, conheça o site do PROTUBA: http://www.institutoaqualung.com.br/protuba.html


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