Pesca


É impossível calcular os bilhões de peixes e outros animais marinhos que são mortos pela atividade pesqueira – não existe uma estatística que dê conta desses números.

A pesca é outra atividade importante da exploração animal, mas que não recebe uma atenção compatível com esta importância. Inclusive, muitas pessoas que se dizem vegetarianas consomem peixe, ignorantes das implicações éticas dessa opção alimentar.

Um mito muito difundido é aquele de que o peixe não sente dor. Só porque a dor do peixe não se manifesta da mesma forma que nos mamíferos ou nas aves, não quer dizer que ela não exista. Os peixes são animais com sistema nervoso central e, portanto, sencientes e capazes de sentir dor. Existem diversos estudos que já demonstram inequivocamente a senciência dos peixes. Sabe-se que a região da boca, pela qual alguns peixes são fisgados, é tão sensível quanto a região genital, nos seres humanos. Fisgados ou capturados em redes, os peixes morrem por asfixia, um tipo de morte lento e doloroso.

Além disso, a pesca dificilmente vitimiza apenas peixes e, dentre eles, as espécies visadas para o consumo. Especialmente na pesca industrial, é comum que outros animais, como mamíferos marinhos ou tartarugas, morram presos nas redes, asfixiados.

A pesca também provoca um impacto ambiental considerável, devido à redução das populações de animais marinhos, levando alguns à beira da extinção, provocando perda de biodiversidade e gerando desequilíbrio ecológico. Hoje em dia já existe também a criação de peixes em cativeiro. Esta solução também cria problemas ambientais, como a poluição causada pelos dejetos, e também seus próprios problemas éticos. Lembrando que o animal de consumo é uma mercadoria, quanto mais deles o produtor puder acumular, melhor. Peixes criados em tanques, portanto, vivem como bois, porcos ou galinhas criados confinados, aos montes e em espaços exíguos. Além disso, tal forma de criação é inaceitável para defensores dos direitos animais, pois estes se opõem por princípio à criação de animais em cativeiro, reduzidos à condição de objeto.


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