Doença que está matando cavalos e mulas no Pará e Tocantins ainda é um mistério


Uma doença ainda não identificada matou mais de cem cavalos e mulas nos últimos meses no norte do Tocantins. No estado do Pará, desde 2001 até agora já foram mais de três mil animais mortos.  Exames estão sendo feitos para encontrar a causa do problema.

Numa fazenda mais de 20 animais ficaram doentes. Oito morreram. “Esses animais foram medicados com sedativos. Aqueles que foram, onde foi possível, nós caminhamos com eles, fizemos os animais levantarem e não se movimentarem para poder ver se aliviava aqueles sintomas de gases presos. Em alguns aliviou, mas em outros não aliviaram. E foram a óbito no dia seguinte”, contou seu Epaminondas.

Assim que os primeiros sintomas começaram a aparecer nos animais, como o abdômen inchado e cólicas, a principal suspeita recaiu sobre alguns tipos de capim que alimentavam equinos e muares, como maçai, o mombaça e tanzânia. Outra constatação foi de que a maioria das mortes aconteceu, principalmente, durante o período chuvoso.

Até então os únicos casos parecidos que se tinha notícia pela região ocorreram no Pará. Os órgãos de saúde animal ainda não sabem qual a causa da morte dos cavalos.

Na Universidade Federal do Tocantins, uma junta de professores e alunos analisa amostras de dez animais. Boa parte deles morreu 36 horas depois do aparecimento dos sintomas.

Amostras de órgãos também foram recolhidas para uma pesquisa em conjunto com a Universidade Federal do Pará. A principal dúvida é relacionar as lesões internas com o agente causador nas pastagens.

“A hipótese mais concreta é a de que esteja relacionada com o capim da espécie pânico, o mombaça, o maçai e o tanzânia. Agora, qual a correlação da pastagem com o agente causador ou se é a própria pastagem retirando algo do solo ainda não se sabe concretamente”, falou Marcos Giannoccar, professor da Universidade Federal do Tocantins.

O laboratório do ministério da agricultura de Minas Gerais, para onde foi enviado o material para exame, informou que vai precisar de mais amostras para emitir um parecer conclusivo.

 *Com informações do Globo Rural


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