Zooterapia ou TAA (terapia assistida por animais)


“Devemos praticar firmemente a paz, imaginando nossa mente como um lago sempre calmo, sem agitações, sem mesmo ondulações para perturbar sua tranquilidade e, aos poucos, desenvolver esse estado de paz até que nenhum acontecimento da vida, nenhuma circunstância, nenhuma outra personalidade seja capaz, sob qualquer condição, de encrespar a superfície do lago ou de despertar em nós sentimentos de irritabilidade, depressão ou dúvida.”
Edward Bach

Metodologia psicoeducativa com técnica de assistência animal, em que os bichos atuam como um poderoso estímulo. É uma terapia assistida por animais para tratar diversas patologias e problemas.

A zooterapia consiste em técnicas de reabilitação ou reeducação de alterações tanto físicas como psíquicas, sensoriais, sociais como de comportamento, em que são usados animais como assistentes. Por essa definição há três vertentes:

– Psicoterapia.

– Terapia de reabilitação física.

– Um combinado das duas anteriores.

Os animais podem ajudar em: problemas cardíacos, câncer, dor crônica, alergias, envelhecimento, artrite, depressão, transtorno do déficit de atenção/hiperatividade (TDAH), ressocialização de presidiários, esquizofrenia etc.

Em relação a esquizofrênicos, foi feita uma pesquisa no Instituto Technion de Israel, no começo de 2005. Durante 10 semanas um grupo participou de consultas com a presença de cães e outro só com o terapeuta. As pessoas que estiveram com os cachorros reagiram com maior satisfação aos estímulos durante as sessões. Os animais são receptivos, deixando os pacientes esquizofrênicos mais confortáveis e à vontade para expressarem-se.

Como não é possível que todos os animais surtam um efeito curativo sobre todas as pessoas, alguns programas oferecem diversas opções. Os cachorros constituem 80%. Mas a Pet Partners, nos Estados Unidos, considera todos os animais domesticados – no momento há cães, gatos, coelhos, galinhas, burros, lhamas, aves, porcos e cavalos.

O cavalo é muito utilizado no tratamento de distúrbios. A equoterapia é indicada, sobretudo, para crianças com síndrome de Down, paralisia cerebral e dislexia.

Os animais mostram-nos, pelo exemplo, não como controlar ou suprimir as emoções, mas como experimentá-las plenamente. A zooterapia é uma terapia de afirmação da vida. Porém, os animais devem ser protegidos das possíveis energias densas que encontram em seu trabalho. E quais são as consequências para os animais?

A zooterapia no Brasil:

“… A zooterapia, no Brasil, ainda é incipiente. Ainda há preconceito na medicina, quanto ao uso de animais em hospitais e a matéria depende de regulamentação para diferenciar terapia com animais de mediação com animais. Na mediação o trabalho não tem compromisso científico – não tem metodologia acadêmica, avaliação de resultados ou equipe clínica – embora possa ser de grande utilidade para os beneficiados. É o caso de voluntários que levam animais para fazer companhia a idosos em asilos, por exemplo…”

(Gabriela Garcia, in Revista Viver Mente & Cérebro)

Há muitos defensores dos direitos dos animais que condenam essa  prática, alegando que, mais uma vez, a espécie humana usa outras espécies para seu bem-estar, sem avaliar as consequências causadas nos bichos.  Esses defensores afirmam que o animal fica estressado, e esse tipo de  tratamento só auxilia o ser humano, prejudicando, muitas vezes, a saúde do próprio pet (agitação, língua de fora, estresse, desenvolvimento de patologias físicas etc.). Além do mais, é uma atividade do animal que é decidida pelo guardião. Creio que os animais não devem ser expostos dessa forma – percebe-se, claramente, em documentários televisivos, que os animais ficam muito alegres quando saem dos locais de “tratamento”. É mais uma forma de exploração que humanos fazem, usando os animais.

Você permitiria que seu animal participasse de um programa de tratamento para humanos? Eu não permitiria.

Florais de Edward Bach

Edward Bach, renomado médico patologista e bacteriologista, atuante por mais de vinte anos em Londres, abandonou sua prática em 1930 para dedicar-se integralmente à pesquisa de seu método de tratamento pelas flores. Desde cedo, em sua época de estudante, interessava-se mais pelos pacientes do que por suas doenças, pois sentia que se ocupar dos sintomas físicos não era o bastante. Todas as essências usadas em seu método de tratamento são preparadas a partir de flores, arbustos ou árvores silvestres. Não são prescritas diretamente segundo o mal-estar físico, mas sim de acordo com o estado mental do cliente.

Todo estado emocional negativo, como depressão, medo, agressividade etc., gera desequilíbrios.

Os remédios de Bach tratam os animais doentes e não as doenças. Os florais são preparados a partir da retirada da energia das plantas, das quais são feitos, pelo método solar ou de fervura, de onde é extraída a tintura mãe.

Os florais de Bach podem ser indicados para tratar animais que trabalham em zooterapia.


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