Febre amarela

Morte de bugios deixa autoridades em estado de alerta em SC

Os focos de febre amarela no Rio Grande do Sul colocaram em alerta as regiões de divisa em Santa Catarina.

No Meio-Oeste, a Vigilância Epidemiológica intensificou o monitoramento aos macacos. No Oeste, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) presta orientações aos turistas e caminhoneiros.

Em Joaçaba, os bugios são constantemente monitorados. O acompanhamento é intensificado em Campos Novos, em função da abundância de macacos no município. A morte de um primata já foi registrada, mas o animal não foi analisado.

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– Não conseguimos analisar porque as vísceras do macaco já estavam em decomposição. Por isso, é importante que os produtores rurais, ao encontrarem algum animal doente ou morto, nos avisem para que possamos recolhê-lo, isolá-lo e fazer a análise. O monitoramento dos animais serve para garantir que o Estado se mantenha longe da doença e não significa que estejamos em área de risco ou transição – disse Cleci Lucini, responsável técnica da Vigilância Epidemiológica.

As mortes de bugios nas matas são um alerta de que há uma proliferação dos mosquitos que transmitem a doença na zona rural. Só os mosquitos infectados com o sangue de animais doentes é que transmitem a doença.

Governo diz que analisa material

O governo do Estado faz coletas de sangue e envia o material para a análise de laboratórios especializados para confirmar se é a febre amarela que matou o animal.

O alerta de monitorar a presença de macacos serve também para moradores de Adbon Batista, Capinzal, Celso Ramos, Erval Velho, Herval D’Oeste, Vargem e Zortea.

Em Dionísio Cerqueira, a Anvisa realiza projetos educativos de prevenção à doença. O foco são caminhoneiros e turistas que circulam pelas áreas de risco. Fôlderes, palestras e estímulos à vacinação fazem parte das atividades de prevenção.

A pessoa não deve incomodar e nem matar os bugios ao encontrá-los. Quem encontrar algum animal, morto ou doente, não deve retirá-lo da mata.

Fique por dentro

O QUE É A DOENÇA?

A febre amarela é uma doença infecciosa, causada por um vírus que ataca o fígado, os rins e o sangue. Os sintomas são febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia e hemorragias, normalmente de três a seis dias depois da picada. No começo, é semelhante a uma gripe.

O QUE CAUSA?

O vírus pode atacar fígado e rins, e o portador passa a ter crises de vômitos e
diarreia. Com o agravamento do quadro, pode haver diminuição ou ausência de
urina, sangramentos e confusão mental.

A DOENÇA PASSA DE PESSOA PARA PESSOA?

Não. Ela é sempre transmitida por um mosquito.

Fonte: Diário Catarinense

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