Beleza sem crueldade – Christiane Buarque

A “química” da vida

Num dado momento da nossa história, começamos a importar hábitos. Passamos a usar farinha mais branca, pães mais macios, desviamos o olhar para vegetais maiores… Essas atitudes conferiam certo status…

Tudo isso trouxe também a necessidade de melhorar a performance do solo, e uma grande quantidade de veneno passou a ser utilizada. A oferta aumentou, mas a aparente beleza e tamanho, passaram, em muitos casos, a esconder uma qualidade inferior. Uma grande parte dos venenos utilizados ficam nos frutos e folhas.

Sem saudosismo, parece que antes era menos complicado comer. Não lembro de haver tanta preocupação.

Hoje podemos pensar:

– Como é possível zerar a incidência da entrada de aditivos químicos no nosso organismo?

Fatores como preço, filosofia de vida, consciência ambiental, consciência fisiológica permeiam as nossas escolhas.

Podemos fazer algumas ações como consumir alimentos da estação (pois terão menor uso de defensivos agrícolas), lavar frutas, legumes e verduras, deixando por 15 minutos de molho – água sanitária); em seguida lavar em água filtrada. Podemos também consumir produtos orgânicos, em que o alimento está envolvido num cultivo especial, onde o solo é estimulado naturalmente e aguarda-se até que esteja pronto para o plantio…

Consumir produtos nacionais em lugar de importados, uma vez que, para percorrerem grandes distâncias, é necessário que recebam mais conservantes, assim poderão ficar armazenados até seu destino.

Mas é importante lembrar que a absorção química não vem apenas dos produtos agrícolas. Está no ar, na água, em roupas que usamos, produtos de limpeza, podem estar em cosméticos, plásticos etc.

Convivemos com o “risco químico” várias vezes ao dia.

A nossa cultura ainda é muito ligada ao visual. Colorida de alimentos que parecem irresistíveis, cosméticos coloridos e incrivelmente perfumados, produtos de limpeza etc. Uma verdadeira “festa” de:

·     Corantes

·     Aromatizantes

·     Conservantes

·     Antioxidantes

·     Estabilizantes

·     Acidulantes  (ácido cítrico, tartárico, acético, fosfórico – que dão sabor ácido aos alimentos que podem seduzir-nos e decidir nosso consumo.

 

É preciso esclarecer que os aditivos são substâncias acrescentadas com a finalidade de  conservar, aromatizar, amaciar, dar cor e/ou espessar os alimentos, sem agregar ou diminuir seu valor nutritivo. Isso pode ser feito durante a fabricação ou estar presente como resíduos de produtos agrícolas. Vale ficar atento sempre.

 

Nosso paladar e a facilidade do processo industrial foi criando uma variedade de alimentos processados para o consumo, e com isso aditivos naturais também foram pouco a pouco deixados de lado.

 

Para “garantir” a segurança na ingestão, infelizmente a maioria dos aditivos ainda é testada em animais, portanto mais um importante motivo para evitá-los.

 

Maçãs que brilham muito, por exemplo, recebem uma cera especial, como conservante e que é rica em fungicidas, assim duram mais. Nesses casos é até melhor que tiremos a casca.

O uso exagerado de aditivos nos leva a problemas como intolerância a alguns alimentos, alergias, entre outros males. Ácido benzoico e benzoatos são encontrados em muitos alimentos e até em frutas, e muitas pessoas têm reações a esses componentes.

Os alimentos, principalmente frutas e vegetais, é que nos dão as condições de defesa antioxidante, no combate aos radicais livres (moléculas instáveis) no nosso organismo, que se formam inclusive pela absorção desses produtos químicos. E no caso dos vegetais, não trazem energia de morte e sofrimento.

Faz-se necessária uma maior consciência no consumo. A ação consciente começa em nós mesmos. Definitivamente, quando você muda, o mundo muda!

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