O mal nunca é necessário

05/12/2008


Nem sempre refletimos sobre as conseqüências de nossos atos. Ao optarmos por comer um prato com carne, em geral não associamos essa escolha à morte de um animal, condenado por nós.

Ao pagarmos para que outros executem sua morte, nem sempre lembramos que assim sustentamos uma indústria que lucra com a prática da violência.
Mas a violência começa bem antes da morte, e muito sofrimento está incluído naquela nossa decisão.

Se o modo como vivem e morrem os animais “de criação intensiva” fosse revelado ao grande público, certamente muitos ficariam indignados e enojados ao perceberem que eles próprios estão promovendo tanto sofrimento.

Os porcos, por exemplo, são originalmente animais alegres, companheiros, brincalhões e inteligentes. Quando em liberdade, formam grupos sociais estáveis, constroem ninhos comunitários, defecam em áreas apropriadas – bem longe dos ninhos, e são ativos, passando a maior parte do dia fuçando nas proximidades da mata. Quando as porcas estão prestes a parir, saem do ninho comunitário e escolhem local para construir o ninho, onde cavam buraco e o forram com grama e galhos. Ali parem e vivem por cerca de nove dias, até que elas e os leitõezinhos voltam a se reunir ao grupo.

Confinados pela “indústria do porco”, as porcas reprodutoras pesando mais de 100 quilos ficam confinadas em baias com pouco mais de 60 cm de largura, com piso de cimento, cercadas de barras metálicas, durante até 4 anos, em sucessivas gestações. Mal conseguem se mover. Assim que parem, seus filhotes são retirados delas. Frustradas, deprimidas, impotentes, fora do alcance de ajuda, esquecidas pelo mundo, a não ser pela sua carne.

Ao optarmos por participar dessas crueldades, estamos praticando violência tão nefasta quanto a que criticamos e repudiamos nos noticiários.

Lembrando que o mal nunca é necessário, entre ter compaixão ou provocar dor, o que você escolhe?


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