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terça-feira, janeiro 28, 2020
Ulissescão - Ulisses Tavares

Um poema de dor e amor

Por que as fêmeas humanas Gostam tanto de usar peles De outras fêmeas não humanas Sabendo que elas são reles Capas de cadáveres extirpadas De forma desumana?
Ulissescão - Ulisses Tavares

Os mudadores, os conservadores e os indiferentes

Ninguém precisa ser sociólogo ou filósofo para entender o que se passa hoje no mundo ocidental em relação aos animais. Não incluo o mundo árabe, o mundo africano e o mundo asiático, porque são mundos, em sua maior parte, parados no tempo em que bicho era lixo. São planetas separados do planeta Terra, a anos luz do século vinte e um. Se bobear, se explodem e levam junto a Terra toda, em nome da religião ou da economia. Só gostam dos animais, de cachorros a escorpiões e macacos, quando estão temperadinhos no prato, para serem devorados.
Ulissescão - Ulisses Tavares

Meu velhinho, meu filho, meu amor

Tive de tirar os pés da cama, pois estava alta demais para ele ir em seu lugar predileto: a cama de meus pés. Na sala, foi mais fácil: coloquei almofadas para permitir sua subida nas poltronas. Embora, volta e meia, ele lata e pede que o ajude a subir. Dá uma força aqui, pai!
Ulissescão - Ulisses Tavares

Vídeo poema de Natal

Para maiores de 18 anos.
Ulissescão - Ulisses Tavares

Coitado do cachorrinho, coitados de nós

Quando um cachorrinho É torturado e morto Por alguém sem coração, Nem se pense que só ele sofreu E morreu.
Ulissescão - Ulisses Tavares

Latindo aos corações

Não só por ser budista, mas acho esta época de Natal um pé no saco. Esse frenesi de comprar, comer peru (coitado), posar de bonzinho, uma puzta hipocrisia que nem Freud explica, mas o sistema capitalista sim. Aprendi, porém, que chiar da arquibancada não resolve nada. Melhor é baixar a bola e chutar para o gol do jeito que puder. Eu, jogador perna de pau, mais para simples gandula catador de bolas foras que ronaldinho, aproveito o clima natalino para vender meu peixe.
Ulissescão - Ulisses Tavares

O biocombustível de sangue

Uma ótima notícia para quem anda preocupado sobre a escassez de petróleo no futuro próximo: não vai faltar combustível, não. Por um tempinho, continuaremos assim, preocupados com os preços para encher o tanque e especulando se os coitados dos milhões de pobres do mundo emergente terão o prazer de curtir seus fonfons como fizemos até aqui. Afinal, justo agora, dizem que essa multidão de neo classes médias vai exigir seu bife e seu carrinho. O problema é que não há estoque de bife suficiente nem combustível para eles, mesmo podendo pagar por isso a peso de ouro.
Ulissescão - Ulisses Tavares

Chega de o Bem justificar o Mal!

Podem reparar: O imbecil pega a arma e mata um monte de crianças numa escola. É o Mal, fazendo seu papel, agindo como sempre foi na história humana. Mas lá vai o Bem (meio esquecidinho que de boas intenções o inferno está cheio) tentando entender, explicar e até desculpar o “coitado” que foi vítima de bullying na mesma escola. O insano pega o carro e atropela ciclistas como bolas de boliche. É o Mal explícito, direto, arrogante. E o Bem (especialmente a imprensa) ouvindo psicólogos para saber suas motivações íntimas. Torturam cavalos e bois e touros nas arenas do Brasil, Colômbia e Espanha todos os dias. É o Mal se divertindo e impune. E o Bem (antropólogos, historiadores e xeretas em geral) dissertando sobre as raízes culturais do “country” e das touradas.
Ulissescão - Ulisses Tavares

Com sedém, até o Lula pula!

Tenho uma memória de elefante para assuntos perturbadores de minha luta, individual e coletiva, pelos direitos dos animais. Anos atrás, ao receber a comissão (no bom sentido) de divulgação da famosa Festa de Rodeio de Barretos, nosso rei da simpatia (no bom sentido), o presidente Lula, proferiu uma frase que só dói quando rimos (no mau sentido): “Separem um boizinho para eu domar!”. A imprensa (a chapa branca, preocupada em puxar o saco do poder, e a alternativa, ocupada com problemas sociais maiores), filmou mas não destacou. Só a meia dúzia de gatos pingados defensores dos animais, tipo nosotros, chiou inutilmente. Em um Brasil de tanta escrotidão, como o narcotráfico unindo otoridades e marginalia faturando alto, e de polêmicas candentes como a da maior bunda (será da Mulher Melancia ou da Mulher Filé?), defender os animais não é politicamente correto nem dá ibope. Literalmente.