Veganos ganham cada dia mais espaço na Argentina
“Vegan, é uma straight-edge”. É a frase que decora as paredes do centro de Buenos Aires, que amanhacem pintadas com essa declaração bélica, depois de um “exército” estampar seus stencils e aerosóis com a frase. Procuram instalar-se na república do bife: se dizem soldados do veganismo, uma filosofia de vida baseada no respeito aos animais e declaram guerra ao matadouro.
São vegetarianos estritos, ou seja, não usam roupas de couro ou pele de animal, lutam para defender todos os seres vivos. Ali, onde um mito do Rock retalhou franguinhos no palco durante o show, outro gênero musical jovem, munido de argumentos para salva-los do pisoteio, surge: o hardcore. “Aos 16 anos, escutava bandas como Sudarshana e Nueva Etica e, enquanto comia uma ‘carne ao forno’, que minha mãe havia preparado e ouvia as letras, me senti mal: sentia tanto nojo que não pude continuar”, lembra Jonathan Bielous, 23 anos, sobre a epifania dequele meio-dia, quando converteu-se em militante vegano.
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