Pensar globalmente e agir localmente
Gabriel Bitencourt é professor, com pós-graduação em Educação Ambiental. Iniciou seu ativismo socioambiental no início da década de 1980 e foi eleito vereador, em 1992, no município de Sorocaba, onde reside. É autor de dezenas de leis cunho socioambiental, além de outras na área da Cultura, Saúde e Urbanismo, por exemplo. Reelegeu-se por mais duas vezes sendo que, na última delas, teve a maior votação da história do parlamento municipal até então. Gosta de citar que foi autor da, talvez, primeira lei que proibiu animais em circos no Brasil. Isto há mais de dez anos. Hoje em dia, muitos municípios e Estados inteiros também proíbem, por força de lei, este tipo de abuso contra os animais. Gabriel foi secretário de meio ambiente de Porto Feliz, SP. Recentemente, coordenou o vitorioso “Movimento Sorocaba sem Rodeio”. A vitória do movimento fortaleceu os laços entre ativistas e ONGs de Sorocaba e região, que acabaram por gerar uma organização chamada Movimento em Defesa dos Direitos dos Animais, o MDDA. Com pouco tempo de vida, o MDDA, acumula lutas bem sucedidas e tem promovido muitas campanhas educativas.
ANDA – Você tem uma vasta experiência na questão ambiental. Como e porque vem especificando seu trabalho na questão dos Direitos dos Animais?
Gabriel Bitencourt – O espectro de atuação socioambiental é vasto, tanto no ativismo, como na academia ou no campo profissional. Meu foco de atuação sempre foi urbano. Seguindo a máxima ambientalista de “Pensar Globalmente e Agir Localmente”, minha percepção política levou-me a atuar nas várias frentes em que percebia a necessidade de algum tipo de intervenção, como a luta pela recuperação do Rio Sorocaba, pela arborização urbana, pela coleta seletiva de lixo, entre outras. Num momento mais recente, o abandono e os maus-tratos de animais aliados à falta de políticas públicas eficazes para a situação, começaram a chamar cada vez mais minha atenção. Acabei, sem abandonar as outras vertentes da militância ambientalista, voltando minha atenção e minha energia para contribuir na elaboração de políticas públicas voltadas aos direitos dos animais.
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