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Uberlândia (MG) teve 14 casos de maus-tratos a animais domésticos em 2015

30 de dezembro de 2015 às 14:30

Égua foi achada morta em uma avenida no Distrito Industrial (Foto: Polícia de Meio Ambiente/Divulgação)

Égua foi achada morta em uma avenida no Distrito Industrial (Foto: Polícia de Meio Ambiente/Divulgação)

Pelo menos 14 ocorrências de maus-tratos a animais domésticos foram registradas pela Polícia Militar de Meio Ambiente em Uberlândia neste ano. O número fornecido pela corporação é menor do que o verificado em 2014, quando 18 casos chegaram ao conhecimento da PM, mas ainda é preocupante, segundo os militares. Os casos mais recentes ocorreram nesta segunda (28) e terça-feira (29), nos bairros Chácaras Panorama, zona oeste, e no Distrito Industrial, zona norte, quando uma cadela e uma égua, respectivamente, morreram depois de terem sido deixadas sem comida.

Na noite de segunda-feira (28), a tutora da cachorra foi presa em sua casa, depois de denúncia anônima. A cachorra foi colocada em uma construção inacabada por dois dias, sem comida e morreu por asfixia, com a coleira entrelaçada no pescoço e em uma das patas.

Já a égua foi encontrada em uma avenida no Distrito Industrial. De acordo com a PM, o animal aparentava subnutrição e tinha sinais de maus-tratos, como feridas. O responsável não foi localizado e, por causa do porte e dos sinais visíveis de maus-tratos, a égua não foi encaminhada para necropsia.

Os animais mortos serão recolhidos e descartados no aterro sanitário. A penalidade para quem maltrata animais é de detenção de de três meses a um ano e meio de prisão, além de multa.

Animais sofrem maus tratos diariamente

Além dos registros da Polícia Militar de Meio Ambiente, cerca de 100 animais domésticos sofrem maus-tratos diariamente, segundo estimativa do coordenador da Associação de Proteção Animal (APA), Elson Torres. Ele afirma também que pelo menos 200 animais, entre cães e gatos, sejam abandonados mensalmente na cidade e esse número aumenta 60% entre dezembro e janeiro, meses de férias e viagens. “A maioria das justificativas que ouvimos é de que abandonam porque o animal começa a incomodar, cresce ou porque se mudam de casas para apartamentos, mas as pessoas têm que entender que estão lidando com vidas, precisam cuidar quando se propõem a adotar”, afirmou.

Segundo ele, dos 460 animais que a APA abriga atualmente, 80% são vítimas de abandonos e a maioria sofreu maus-tratos. “Infelizmente, não temos estrutura física para pegar novos animais, já que nossa capacidade é de 150 animais, mas incentivamos adoção em nossas redes sociais e pelas feiras que promovemos”, disse.

Fonte: Correio de Uberlândia

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