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Cuidados

Em Belém (PA), enfermeira adapta casa para que 26 gatos não sofram com fogos

30 de dezembro de 2015 às 9:00

Adria Menezes adotou 26 gatos que sofreram maus tratos. Ela utiliza recursos próprios para sustentar os bichos. (Foto: Reprodução/TV Liberal)

Adria Menezes adotou 26 gatos que sofreram maus-tratos. Ela utiliza recursos próprios para sustentar os bichos. (Foto: Reprodução/TV Liberal)

A enfermeira Adria Menezes cuida de 26 gatos e duas cadelas no quintal de sua casa, em Belém. E nessa época de fim de ano os cuidados com os animais, que antes de serem adotados sofreram maus-tratos, dobram para que eles não sofram com o barulho dos fogos do réveillon.

A paixão de Adria pelos animais começou quando criança e atualmente ela tem a ajuda da filha para criar os animais domésticos. As duas utilizam recursos próprios para sustentar os animais e lutam para que eles tenham direito a castração e atendimento médico gratuito.

Segundo a enfermeira, o barulho de fogos acaba estressando, agoniando e até deixando alguns animais agressivos. A estratégia para evitar a fuga dos 26 gatos foi adaptar a casa. Elas colocaram telas no espaço onde os animais ficam e criaram um esconderijo próximo ao teto.

“Eles ficam extremamente nervosos, agoniados, com risco até, de quando o animal é bem mais velho, ter um infarto. Eu sou terminantemente contra fogos. Você quer comemorar? Não precisa fazer barulho. Por que isso? Pra quê? Faça então com fogos de artifício, que é colorido, é bonito, não precisa fazer barulho”, afirma Adria.

Esconderijo ajuda gatos a enfrentarem o medo dos fogos de fim de ano. (Foto: Reprodução/TV Liberal)

Esconderijo ajuda gatos a enfrentarem o medo dos fogos de fim de ano (Foto: Reprodução/TV Liberal)

Já para suavizar o ruído dos fogos com as cadelas, mãe e filha costumam tapar os ouvidos delas. “A gente tenta acalmar eles, colocar algodão no ouvido, proporcionar pra elas as casinhas para ficarem escondidas, enfim, qualquer coisa que elas fiquem calmas. A gente se preocupa muito em não deixar que eles fujam”, explica a filha da enfermeira, Geiza Santos.

A preocupação da tutora é pertinente. Segundo veterinários, o ideal é manter os animais em lugares fechados e sem barulho. Dependendo do animal, o recomendado é usar medicamentos homeopáticos.

“Uma das coisas que [o barulho dos fogos] causa muito, em animais que são epiléticos, é a convulsão que pode causar até morte. Animais cardiopatas podem desencadear alguma descompensação. Eles ficam com muito medo, correm, querem fugir, é importante estar com a identificação na coleira caso desapareçam, para que o proprietário seja encontrado”, esclarece a veterinária Fernanda Santos.

Fonte: G1

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