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Síndrome 101 Dálmatas

“Marmaduke” traz Dogue Alemão como protagonista e pode gerar “boom” na procura pela raça

28 de maio de 2010 às 6:00

Por Marcela Couto (da Redação)

Com o lançamento do filme Marmaduke, protagonizado por um adorável cão da raça Dogue Alemão, surge novamente a preocupação com a “síndrome 101 Dálmatas”, que faz com que as pessoas comprem filhotes da raça por impulso e influência da mídia. Por isso, o American Kennel Club e o Clube do Dogue Alemão dos EUA estão aconselhando tutores a pesquisar muito antes de levar o grandalhão para casa.

Marmaduke, baseada em uma série de tirinhas populares nos EUA, traz o ator Owen Wilson dublando o desajeitado Dogue Alemão. O filme, que combina cenas reais com computação gráfica, mostra o cão se mudando com sua família e vivendo grandes aventuras ao se apaixonar por uma cadela de raça pura.

“Tudo fica maior quando você tutela um Dogue Alemão”, disse o presidente do Clube do Dogue Alemão dos EUA, Dave Miller. “Eles comem muito e ocupam muito espaço, recomendamos que as famílias conheçam muitos indivíduos adultos antes de levar um para casa.”

Recentemente, grupos de resgate e proteção animal têm lutado contra a ‘síndrome 101 Dálmatas’. Quando um filme popular mostra um adorável cachorro protagonista, as pessoas tendem a buscar um cão da mesma raça, e, assim que percebem que o animal não corresponde ao personagem, acabam o abandonando covardemente. Campanhas foram organizadas para evitar o problema logo após o filme Marley & Eu, que envolvia um labrador, e também G-Force, que mostrava porquinhos-da-índia.

Mesmo antes do lançamento do filme Marmaduke, os cães da raça Dogue Alemão já ocupavam o 21º lugar entre as raças mais desejadas.

Os problemas da produção são vários; além de incentivar a preferência por animais de raça em detrimento de outros cães que precisam de um lar, o filme ainda aumenta os lucros do comércio de filhotes, gera mais abandonos e reafirma a exploração animal no entretenimento humano. Ideal seria se os cães passassem bem longe das câmeras e pudessem ser apenas cães, em liberdade.

Com informações de Los Angeles Times

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