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DIREITOS DOS GRANDES PRIMATAS - PEDRO A. YNTERIAN

O tráfico “legal” de grandes primatas

27 de fevereiro de 2013 às 21:00

Foto: site Bioparc Valencia

Zoológicos da Europa insistem no tráfico “legal” de grandes primatas a outros zoológicos da América Latina e outras localidades. O Zoológico de Portugal intercambia chimpanzés com zoológicos brasileiros, zoológicos alemães traficam orangotangos com zoológicos brasileiros, zoológicos ingleses traficam gorilas jovens com zoológicos brasileiros e agora a última informação: um zoológico espanhol está prestes a enviar um orangotango de 19 anos a um zoológico chileno, onde não existem grandes primatas dessa espécie.

Por que isso acontece? Simplesmente zoológicos europeus estão ávidos por espécies exóticas de outros países e por um lado intercambiam aqueles primatas por outras espécies. Em segundo lugar, aparecem na imprensa e na televisão, pousando de “preservadores” das espécies traficadas.

O caso recente de dois gorilas fêmeas jovens, enviadas irresponsavelmente pelos zoológicos da Fundação John Aspinal, britânica, ao zoológico de Belo Horizonte, no Brasil, onde um macho debilitado e doente terminou morrendo, mostra a falta de respeito com esta espécie que tanto britânicos como brasileiros praticaram.

Este “projeto absurdo” permitiu que britânicos e brasileiros fizessem turismo, com dinheiro público para ambos os países, com a justificativa de preparar o terreno para a transferência, que terminou tragicamente.

O caso chileno é mais absurdo ainda. O orangotango Peek nasceu em 1993 no Zoológico de Rotterdam, na Holanda, e foi parar no Zoológico Bioparc Fuengirola, da Espanha. Numa transação que não se sabe o que está no meio, o zoológico espanhol está planejando enviá-lo, em maio, ao zoológico Buin, no Chile, onde nunca tiveram um orangotango, e possivelmente não tem ideia de como mantê-lo.

Qual é o fim deste tráfico “legal” de grandes primatas? Antes de mais nada, promover os zoológicos envolvidos, gerar público e arrecadação de recursos, ganhar visibilidade de propaganda e promover viagens e publicidade para os humanos, de ambas as instituições envolvidas na operação. O orangotango é um mero objeto nas mãos de pessoas que não têm o mínimo compromisso com a preservação desta extraordinária espécie, que não existe para ser submetida ao assédio do público em exibição num zoológico.

Esperamos que o CITES, que foi assim criado para preservar as espécies, pare de autorizar este tráfico “legal” de espécies ameaçadas, que nada contribui para perpetuar sua existência.

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