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Juíza recebe ação contra veterinário suspeito de estelionato e maus-tratos em Goiás

24 de fevereiro de 2016 às 23:20

Pit bull deveria ter sido operada, mas cirurgia não foi feita (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Pit bull deveria ter sido operada, mas cirurgia não foi feita (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

A juíza Bianca de Melo Cintra, da 5ª Vara Criminal de Goiânia, recebeu denúncia do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) contra o médico veterinário Valdivino Lopes da Silva Júnior. Dono de um pet shop em Goiânia, ele é acusado de maltratar e até mutilar animais de oito clientes, sendo que seis deles morreram.

Além disso, na mesma ação, o veterinário também responde por estelionato, uma vez que, segundo a denúncia, cobrava para realizar alguns procedimentos que não eram feitos.

Na ação, o promotor de Justiça Roberto Corrêa explica que o estabelecimento não tinha alvará para funcionar como clínica veterinária nem contava com equipamentos especializados. Mesmo assim, ele realizava cirurgias nos animais. Segundo o documento, seis dos oito animais morreram vítimas dos procedimentos.

O veterinário, conforme a denúncia, também recebeu R$ 8 mil de forma indevida por inventar intervenções não necessárias e até simulá-las com o objetivo de receber pelo suposto trabalho.

A partir de agora, a juíza irá marcar audiências para ouvir o denunciado, testemunhas e vítimas. Não há um prazo para o andamento do processo.

Se for condenado, Valdivino pode pegar até oito anos de prisão.

Vítimas

Uma das vítimas do veterinário foi a comerciante Regineia Vieira Santos, 40 anos. Ela deixou a cadela Meg, da raça pinscher, na clínica localizada no Setor Leste Universitário, após o veterinário responsável afirmar que o animal tinha que passar por um procedimento cirúrgico com urgência.

Após ligar na clínica e não encontrar o veterinário, ela recebeu uma visita dele em sua casa afirmando que o estabelecimento havia sido assaltado e a cadela, sumido. Porém, analisando câmeras de segurança de locais próximos contatou-se que não houve assalto na clínica.

Regineia só localizou Meg após uma campanha nas redes sociais. Nesse período, recebeu mensagens de outros tutores de animais que se diziam vítimas da mesma clínica. “As pessoas falavam que tinha acontecido o mesmo com elas, ou casos em que o cachorro até morreu”, conta.

Já a designer de interiores Krishna Borges teve problemas com dois animais que levou para tratamento no local. Segundo ela, sua pit bull deveria ter passado por uma castração, mas após o procedimento o estado de saúde da cadela se agravou.

Krishna conta que ao levar o animal a outra clínica, descobriu que, apesar do corte, o procedimento não havia sido realizado. “Ele fez uma coisa tão mal acabada, tão desconhecida lá que infeccionou tudo, grudou uma coisa na outra. Eu acho que ele agiu de má fé”, diz.
A cadela da funcionária pública Maria de Fátima Souza de Faria foi atendida na mesma clínica, no início do mês, e acabou morrendo. “Ele jogou o corpo dela, pôs no saco e jogou no lixo”, acredita.

Fonte: G1

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