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Negligência matou animais

Cachorros morrem dentro de carro de petshop em Belém (PA)

22 de agosto de 2012 às 18:00

Yorkshire marrom, Spiner, de nove anos, e shih-tzu branco, Blan, de três anos morreram sob cuidados de petshop de Belém (Foto: Reprodução/TV Liberal)

A tutora de dois cachorros que morreram sob os cuidados de uma loja de petshop em Belém, vai processar os donos do negócio. Na última sexta-feira (17), os cães foram esquecidos dentro de um carro da loja e morreram de insolação. A empresa diz que lamenta o ocorrido e que já demitiu o funcionário responsável pelo descuido.

“Eu liguei e quem me atendeu foi o pai do proprietário [do petshop] e ele disse: aconteceu que seus cães faleceram. Morreram de calor dentro do carro da empresa, dentro de uma casinha de cachorro”, lembra Luzilda Gonçalves, tutora do yorkshire marrom, Spiner, de nove anos, e do shih-tzu branco, Blan, de três anos.

O advogado do petshop diz que a empresa lamenta, já demitiu o funcionário que seria o responsável pelo ocorrido e pretende doar novos cachorros à tutora dos animais. “Vamos oferecer à família dois cachorros com as mesmas características, com pedigree e ainda, como forma de minimizar os efeitos da situação, um ano de ração, atendimento veterinários e vacinas grátis”, garante Luciann Lennon Aleixo.

Para o especialista em direitos do consumidor, Dennis Verbicário, a proposta da empresa pode não ser suficiente. “Independente de quem foi o causador, perante o consumidor que contratou o serviço, vai responder a empresa. Para muitas pessoas o animal doméstico é considerado membro da família e, neste caso, o juiz vai considerar a dor e o sofrimento causado para arbitrar um valor indenizatório”, explica.

A tutora dos animais registrou boletim de ocorrência denunciando o caso e pretende mover ação contra a empresa. “Só quem sabe, quem tem animal, quem ama, é que sabe a dimensão da nossa dor”, revela a advogada, que diz que desde que os seus cães morreram, não consegue voltar para casa.

Fonte: G1

Nota da Redação: O pet-shop ainda tem a desfaçatez de tentar substituir os cães falecidos por outros “com as mesmas características”, como se fossem mercadorias substituíveis com garantia e não seres vivos sencientes que tinham emoções e personalidades únicas e vidas que jamais poderão ser substituídas, o que mostra a falta de respeito e consideração da empresa pela vida animal, que é tão sagrada quanto a humana. A tutora pode acionar, além da Justiça, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Pará, para que o petshop em questão seja devidamente penalizado pelo crime cometido.

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