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Tortura e morte

Tráfico de animais é um problema grave em MG

22 de maio de 2011 às 10:09

O problema do tráfico de animais silvestres muitas vezes é destacado apenas em algumas regiões do país e de forma isolada. Mas em Uberaba essa realidade também se faz presente devivo a cidade estar em uma região estratégica entre grandes capitais.

De acordo com o professor do curso de Medicina Veterinária da Universidade de Uberaba (Uniube), Cláudio Yudi Kanayama, os animais que são utilizados no tráfico de Uberaba passam pelas estradas federais e estaduais, sendo comercializados na cidade ou transportados para outros municípios da região Sudeste.

“Os animais que mais são usados para tráfico são aves como pássaros trinca-ferro, cardeal e canário da terra. Os psitacídeos como papagaios, araras, periquitos, maracanãs e jandaias. Os mamíferos como macacos, onça parda, jaguatirica, tamanduá, tatu e os répteis como cobras, lagartos e tartarugas”, revela Yudi.

O professor esclarece que além de comercializar animais vivos, o couro e a carne também são comercializados nessas circunstâncias de tráfico. “Um dos grandes problemas do tráfico é a diminuição da biodiversidade da fauna nacional, prejudicando a conservação das espécies”.

Quando o animal é apreendido pela Polícia Ambiental, é preciso ter cuidado durante todo o procedimento de apreensão. “O animal encaminhado para atendimento está em precária situação de saúde, e a maioria das vezes ela vem a óbito, durante o pronto atendimento. Os que sobrevivem devem passar por reabilitação e necessitam de médicos veterinários e biólogos especializados para essa finalidade”.

Yudi ressalta ainda que no Brasil há uma carência de locais para receber e para fazer reabilitação de animais. “No Estado de Minas Gerais só há quatro centros especializados para tratamento e reabilitação”, conclui o professor.

Fonte: Jornal de Uberaba

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