EXPERIMENTO CRUEL

Cientistas exploram macacos e colocam genes humanos nos animais

No estudo, macacos fêmea foram abertas e fertilizadas artificialmente, segundo a ONG PETA.

Macacos da espécie rhesus foram explorados por cientistas (FOTO: WIKIPEDIA COMMONS)

Macacos foram explorados e submetidos a experimentos cruéis por cientistas chineses do Instituto de Zoologia de Kunming, que injetaram genes humanos nos cérebros desses animais com a intenção de torná-los mais inteligentes. O estudo foi publicado no jornal National Science Review.

Macacos da espécie rhesus foram explorados por cientistas (FOTO: WIKIPEDIA COMMONS)

Onze macacos da espécie rhesus (Macaca mulatta) foram vítimas do experimento. Eles receberam em seus cérebros o gene MCPH1, que é considerado importante para o desenvolvimento cerebral humano. A revista MIT Technology Review afirmou que os embriões dos macacos foram expostos a um vírus que carregava o gene.

Os macacos que receberam os genes apresentaram um desempenho melhor em testes de memória a curto prazo e tempos de reação mais curtos, se comparados aos macacos normais. Além disso, seguindo um padrão de aprendizado semelhante ao humano, os cérebros dos animais modificados demoraram mais para se desenvolver, segundo informações da Revista Galileu.

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De acordo com os cientistas, pela primeira vez um experimento foi utilizado para explicar a base genética da origem do cérebro humano. A pesquisa, no entanto, foi fortemente criticada, devido à crueldade presente nela.

Uma das pessoas que contestou o estudo, criticando a falta de ética dos pesquisadores ao explorar macacos em um experimento, foi a bioeticista Jacqueline Glover, da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos. “Humanizar macacos é causar danos. Onde eles viveriam e o que eles fariam? Não crie um ser que não pode tem uma vida significativa, seja qual for o contexto”, disse Glover, em entrevista ao jornal britânico The Independent.

O grupo internacional de defesa dos direitos animais People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) também se posicionou contra a pesquisa. “Macacos-rhesus são primatas muito inteligentes que formam relações sociais complexas, experimentam cada emoção que os humanos também sentem e podem sofrer como nós. Nesse estudo, macacos fêmea foram abertas e fertilizadas artificialmente – e muitas gravidezes foram interrompidas”, criticou a pesquisadora do PETA, Anna Van Der Zalm, ao jornal The Sun.

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