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Entenda porque a atenção à saúde dos animais deve ser redobrada no inverno

20 de junho de 2015
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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Assim como os humanos, os animais também sofrem com as doenças típicas dos meses de outono e inverno. A gripe, por exemplo, pode atingir cães e gatos: se o animal estiver mais quietinho, amuado e apresentando sintomas como tosse e espirros, uma visita ao veterinário é recomendada.
Nos cães, a gripe é causada por uma bactéria chamada Bordetella bronchispetica, conhecida como traqueobronquite infecciosa canina. O contágio ocorre no contato com outro cão doente. O sintoma mais comum da gripe canina é a presença de tosse alta e seca, como se fosse um engasgo, além de febre, apatia e falta de apetite.
— Em alguns casos, a doença incomoda tanto que nem o animal nem o dono conseguem dormir. A procura por um especialista, nesta situação, é recomendada — explica a veterinária Ana Paula Sarraff Lopes.
Apesar da preocupação natural dos tutores, não há com o que se alarmar: a gripe costuma desaparecer em 15 dias. Por isso, normalmente, não é receitado medicamento. Se o tutor estiver muito preocupado, pode procurar um veterinário, que irá medir a temperatura e diagnosticar se trata-se mesmo de uma gripe ou outra doença do sistema respiratório. A vacina, esclarece Ana Paula, não é necessária todos os anos – a não ser que o cão esteja predisposto a doenças respiratórias ou se for entrar em contato com outros animais dos quais não se sabe a procedência. A especialista também afirma que não há possibilidade de a gripe do animal contaminar o tutor, ou vice-versa.
Já nos bichanos, os vírus são responsáveis por causar duas doenças conhecidas como “gripe do gato”: a rinotraqueíte e a calicivirose. Por terem os sintomas comuns de um resfriado humano – espirros, secreção nasal, ocular e tosse -, são chamadas de doenças do complexo respiratório viral felino e se agravam com o frio do inverno. A melhor forma de prevenção é a vacina tríplice felina, aplicada em duas doses num intervalo de 30 dias quando o gato ainda é filhote e depois por meio de um reforço anual.
Para prevenir
Alguns cuidados sempre ajudam – confira seis dicas para aquecer seu bichinho neste inverno:
Banho: Tanto em casa quanto na pet shop, é importante usar água em temperatura morna e lembrar de secar o animalzinho corretamente, para protegê-lo do frio e da umidade.
Passeios: Ao passear com os cães em dias frios, opte por horários mais quentes, principalmente pela manhã e ao meio dia. Para saber se eles estão com frio, é possível notar a patinha mais gelada. Evite sair à noite.
Proteção: Os animais devem ficar em locais protegidos de vento e chuva. Para cães de pouca pelagem, pode ser o caso de investir em agasalhos (roupinhas).
Vacinas: É importante manter sempre a carteira de vacinação dos animais em dia. Doenças que lembram a gripe dos humanos por alguns sintomas semelhantes, como a tosse canis (em cães) e a rinotraqueite (gripe dos gatos), podem ser graves.
Umidade: Quando está baixa, os cães e gatos podem apresentar sintomas parecidos com os dos humanos, como coceiras nos olhos, boca seca, dificuldade para respirar e desidratação. Alguns animais de focinho curto, como Shi-Tzu, Pug e Bulldog, já têm dificuldade para respirar e podem ter o problema agravado.
Comida: Assim como os demais membros da família, os bichos também comem mais no inverno, apesar de muitas vezes se exercitarem de menos devido ao frio. Converse com o veterinário sobre a possibilidade de adotar uma ração menos calórica, nem que seja misturada à ração comum.
Fonte: Revista Donna

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