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CONTEÚDO ANDA

Novo dispositivo poderá substituir os testes em animais‏

20 de março de 2016 às 11:30

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Universidade de Toronto

Foto: Universidade de Toronto

Encontrar uma alternativa viável para a experimentação em animais é um dos esforços mais importantes em curso no mundo da medicina. Não só porque já foi provado que os testes em animais não são eficazes, como também por serem considerados antiéticos. Agora, pesquisadores da Universidade de Toronto (EUA) parecem ter alcançado um grande avanço ao criarem uma nova plataforma chamada AngioChip, que fornece uma estrutura tridimensional complexa na qual pode ser cultivado um tecido que imita as funções do corpo humano.

A ideia central do dispositivo foi apelidada de “organ-on-a-chip” (“órgão em um chip”) e certamente não é nova – algo similar até mesmo levou ao prêmio Design of the Year no ano passado – mas o AngioChip parece representar uma evolução significativa ao conceito. Considerando que as tentativas anteriores esbarraram na limitação de prover uma única camada de células, o novo sistema permite uma abordagem tridimensional.

Construído a partir de um polímero chamado “POMaC”, que é tanto biodegradável quanto biocompatível, o dispositivo é constituído por finas camadas empilhadas uma sobre a outra para criar uma estrutura em 3D. Cada camada é estampada com um padrão de canais, cada um medindo apenas 50 a 100 micrômetros de largura e auxiliadas por uma luz ultravioleta.

Uma vez que a construção está completa, o chip é banhado em um líquido contendo células vivas que aderem ao dispositivo e começam a crescer como se estivessem dentro de um organismo.

Usando esse método, os pesquisadores foram capazes de construir modelos de tecidos de fígado e coração que funcionam exatamente como os reais. Quando o chip recebeu células cardíacas, o polímero até mesmo gerou contrações que simulavam uma batida regular. A reprodução do tecido do fígado foi igualmente impressionante, produzindo ureia e substâncias metabólicas. Surpreendentemente, os tecidos diferentes também puderam ser ligados por simulações de corrente sanguínea, permitindo que os cientistas observassem interações entre eles.

Apesar de estar ainda em seus primeiros dias, o AngioChip poderá perfeitamente ser o próximo passo em uma tecnologia “organ-on-a-chip”, com o potencial de substituir os testes em animais no futuro.

A complexidade da plataforma poderá permitir que sejam testados efeitos colaterais de medicamentos, trabalhando não só com modelos de órgãos individuais como também com sistemas inteiros, provendo uma melhor visão dos impactos sobre todo o corpo.

Os pesquisadores acreditam que tal tecido cultivado em laboratório poderá um dia ser implantado em organismos para reparar órgãos danificados.

Segundo a reportagem, irá levar algum tempo para o uso da novidade em larga escala, pois o AngioChip é atualmente feito à mão. Futuramente, a equipe espera ter conseguido criar meios de produção em massa dos chips, possibilitando o uso disseminado.

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