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CONTEÚDO ANDA

Mulher diz que cria “peças de arte” com corpos de animais atropelados

20 de fevereiro de 2016 às 6:40

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Kimberly Witham

Foto: Kimberly Witham

Recentemente, uma matéria publicada pela ANDA falou sobre uma mulher que está produzindo artigos de pele para vestuário usando corpos de animais mortos em rodovias.

A norte-americana Kimberly Witham afirma fazer parecido há sete anos. Em um trabalho bizarro e de mau gosto, ela recolhe restos de animais que morreram atropelados em estradas, taxidermiza os corpos e monta fotos ou esculturas que chama de “obra de arte”. As informações são da National Geographic.

Foto: Kimberly Witham

Foto: Kimberly Witham

Segundo a reportagem, o uso excêntrico de animais mortos para fabricar peças pseudo intituladas de “artísticas” não é algo novo. O taxidermista Walter Potter, da era vitoriana, criava maquetes com filhotes de gato em um casamento simulado, ou coelhos em uma escola, trabalhos que foram recentemente exaltados em um livro a seu respeito. Ele praticava a construção de animais “estranhos”, com partes de corpos de diversos animais diferentes, e suas peças estão hoje expostas em um museu.

Witham se diz fã do trabalho de Potter, porém ela cogita a origem dos animais que ele usava e sugere que ele os matava, pois certamente não era possível encontrar tão vasto número de animais mortos para criar as suas obras. Comparando o que ela faz com o que Potter fazia, ela considera-se uma “artista ética e preocupada com o bem-estar animal”, pelo fato de não matar os animais que usa para criar as suas peças.

Foto: Kimberly Witham

Foto: Kimberly Witham

Witham também afirma que há um “componente espiritual” no que ela faz com os restos mortais dos animais.

“Eu acho que, de alguma forma, estou pegando esses animais e retirando-os de um ponto onde eles tiveram a infelicidade de serem mortos – assim eles não irão continuar ali sendo pisoteados por outros carros, e eu tento dar a eles finalmente um fim respeitoso”, diz ela. “Então eu posso imortalizá-los em uma fotografia ou talvez sua pele na taxidermia, e enterro os outros restos de seus corpos na floresta. E eu gosto de pensar que esse é um fim melhor para eles”.

Nota da redação: Seja qual for a conotação que essa pseudoartista tente conferir ao seu trabalho, o fato é que isso não devolve a dignidade aos animais atropelados; antes disso, a diminui. Recolher seus corpos e enterrá-los seria um serviço digno a eles, porém mais digno ainda seria trabalhar de alguma forma para que esses atropelamentos parem de acontecer. Mas fazer “obras de arte” com seus corpos é tripudiar com eles, colocando uma lente de aumento sobre uma vida que terminou de forma trágica por conta de um gesto de estupidez humana de alguém que se utilizava de um automóvel, atropelou por descuido ou alta velocidade e não socorreu o animal.

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