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Comportamento

Especialista desmistifica fama de mau de cães de grande porte

20 de janeiro de 2016 às 21:20

Aina Bosch defende que todos os animais podem ser dóceis, se bem treinados Foto: Carol Albuquerque/divulgação

Aina Bosch defende que todos os animais podem ser dóceis, se bem treinados
Foto: Carol Albuquerque/divulgação

Dois casos violentos, somente nesta semana, envolvendo ataques cães com fama de agressivos fizeram reacender o debate em torno de determinadas raças. Pit bull e rottweiler, por exemplo, são os animais mais temidos por quem acredita que os traços genéticos se sobressaem à educação dada aos animais.

Para a treinadora e veterinária comportamental, Aina Bosch, não é correto responsabilizar os cães, independente da raça, por acidentes como os que vitimaram um bebê de 11 meses, no Recife, e um adolescente de 14 anos, em Olinda. “Nas duas situações é possível identificar que o problema está na socialização do animal. No caso do pit bull, ele estava amarrado com uma corrente, e o dos rottweilers dá para entender que são cães de aluguel”, pontuou a especialista que ainda ressaltou: “As questões genéticas existem e são importantes, mas não são relevantes se bem treinados.”

Ela alerta também que qualquer animal pode se tornar agressivo ou dócil de acordo com treinamento que lhe é dado. E o que poucos sabem é que a maioria dos tutores criam os animais da forma errada. “Parte da socialização correta de um animal envolve apresentar ele ao maior número possível de pessoas, animais, cheiros e sons diferentes para que ele possa se acostumar com diversas situações”, explicou Aina que trabalha com comportamento animal há cerca de dez anos.

A especialista relaciona o preconceito contra algumas raças ao tamanho e peso desses animais, mas revela que numa única ninhada haverá animais com diversos temperamentos diferentes. Por exemplo, mesmo entre os labradores – cães famosos pela docilidade – alguns poderão ser indicados para viver com idosos, crianças, ou terão um comportamento menos calmo. É só lembrar do filme ‘Marley e eu’.

O que Aina Bosch ensina também é que, na hora de adotar um cão, conhecer o histórico familiar também pode evitar incidentes. Segundo ela, descendentes de animais treinados para serem “malvados” tendem a apresentar sinais de agressividade que precisam se combatidos com treinamentos. A orientação, no entanto, não vale para o famosos SRDs. Esse animais, por serem historicamente errantes, se adaptam melhor ao convívio com os seres humanos. “Os cães sem raça definida tendem a ser mais dóceis e companheiros por causa de uma carga genética baseada em pais que viveram nas ruas, sobrevivendo a uma seleção natural”, comentou a veterinária comportamental.

Para evitar casos de agressividade dos animais domésticos, independente da raça, a principal orientação é dar carinho e atender as necessidades básicas do animal, entre elas: passear! “Poucos são os tutores que saem para passear com os cães. Independente do tamanho, todos precisam passear. Alguns mais do que os outros, mas todos precisam gastar a energia. Tem cão que precisa se exercitar por 40 minutos duas vezes ao dia, por exemplo.”

Pit bull acabou com medo de cachorro

O empresário Hugo Torres, 25 anos, era criança quando foi atacado pelo poodle de um amigo e desenvolveu medo de cães. Em outra ocasião, no entanto, foi à fazenda de um outro colega quando foi recepcionado por um pit bull. “Ele veio correndo em nossa direção e logo pensei que ia levar outra mordida, mas ao invés disso ele só estava com saudade do tutor e os dois ficaram brincando enquanto o cachorro só fazia lamber meu amigo”, relembrou ele. De acordo com Hugo, esse foi um momento decisivo para que vencesse seu medo de animais e buscasse mais informações sobre uma das raças mais temidas.

Hoje, Hugo Torres divide seu apartamento com a pit bull Lara, de 7 anos. Os dois são companheiros de passeios e corridas que ajudam a gastar todo energia que a cadela tem. “Lara passeia duas vezes por dia, até porque ela mora num lugar pequeno. Ela é muito dócil, meu amigos e vizinhos adoram brincar com ela. Na rua as pessoas que não têm medo passam a mão. Muito tranquila mesmo”, contou ele que culpa as pessoas por usarem a força do pit bull para o mal.

“O pit bull é uma raça que sofre muito com um estigma. É um absurdo com o que conseguem fazer com ele. São as pessoas que conseguem fazer com que se tornem agressivos. Mas isso pode acontecer com qualquer cachorro, assim como o poodle que me mordeu quando criança”, finalizou.

Fonte: Notícias Ne 10

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