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Em 1925, o grande cineasta Sergei Eisenstein disse em A Abordagem Materialista da Forma, “não precisamos de um ‘cinema-olho’, mas de um ‘cinema-punho’. O cinema soviético deve rachar cérebros, penetrar neles até a vitória final e, agora, diante da ameaça de contaminação da revolução pelo espírito pequeno burguês, rachar, mais do que nunca” [1].
Nós abolicionistas animalistas estamos diante da ameaça de contaminação da revolução chamada Direitos Animais. Sabemos que a teoria dos direitos animais e sua fundamentação prática, o modo de vida vegano é a mais revolucionária mudança econômica, política, social e cultural já pensada até o momento. Essa práxis revolucionária animalista está ameaçada por um inimigo antigo, o bem-estarismo.
O movimento bem-estarista já comemorou seu segundo centenário. Nesse tempo todo instituições ditas de proteção e defesa animal tornaram-se multinacionais, seus líderes tornaram-se celebridades, autoridades quando se trata de dizer as grandes indústrias de exploração animal qual é o melhor método de seqüestro, confinamento, tortura e assassinato de um outro indivíduo senciente. Quando se trata de direitos animais, abolicionismo animal e veganismo, o bem-estarismo é o ópio do povo.
O bem-estarismo é anestésico, é um subterfúgio, é o pior inimigo dos animais não-humanos, e deve ser combatido com tanta voracidade e firmeza quanto o especismo puro. Do especista assumido e declarado não esperamos nada de novo, pois ele é o que é, é honesto com sua posição e ideologia (exemplo, o corpo burocrático da unidade de ensino onde leciono que entendem por contraponto a legitimação do status de coisas, de propriedades dado secularmente aos outros animais comentado nas partes I e II) [2]. O bem-estarista não, esse é um canalha, em termos sartreanos é um sujo, só joga no time que está ganhando, sobe constantemente no muro para ver qual dos lados deve apoiar, ora está com este, ora com aquele.
O bem-estarista é como o pai ou padrasto que violenta a própria filha. A criança não espera daquele que é a figura de segurança e respeito em casa um ato tão torpe. Os animais não-humanos também não esperam que a mão que acaricia, também degole.
O discurso dos educadores veganos na escola “deve rachar cérebros, penetrar neles… rachar, mais do que nunca”. Nietzsche propôs uma filosofia a marteladas, esse é o momento para uma educação vegana formal a marretadas, e se os braços cansarem, que façamos uso de explosivos, mesmo correndo o risco de não rachá-la, mas dinamitá-la por completo. Os educadores veganos têm o dever moral de explicar, e repetir, repetir, e repetir para seus alunos e alunas que os bem-estaristas não falam em nome dos outros animais, mas de seus algozes.
Porém, poderíamos fazer dos bem-estaristas a imagem de demoníacos, pessoas más por natureza? A grande maioria delas não. Eles não são assim essencialmente, eles são como o tenente-coronel da SS, também conhecido como executor-chefe do Terceiro Reich, Adolf Eichmann,
“…nem pervertidos, nem sádicos, mas eram e ainda são terrível e assustadoramente normais. (…) essa normalidade era muito mais apavorante do que todas as atrocidades juntas, pois implicava que (…) esse era um tipo novo de criminoso (…) que comete seus crimes em circunstancias que tornam praticamente impossível para ele saber ou sentir que está agindo de modo errado” [3].
Para a pensadora política Hannah Arendt toda a ação banalizadora do mal é fundamentada na “ausência de pensamento”, na “superficialidade”, na “irreflexão”, ou seja, no “vazio de pensamento”. Ainda sobre Eichmann:
“Os atos eram monstruosos, mas o agente – ao menos aquele que estava agora em julgamento – era bastante comum, banal, e não demoníaco ou monstruoso. Nele não se encontrava sinal de firmes convicções ideológicas ou de motivações especificamente más, e a única característica notória que se podia perceber, tanto em seu comportamento anterior quanto durante o próprio julgamento e o sumario da culpa que o antecedeu, era algo de inteiramente negativo: não era estupidez, mas irreflexão” [4].
O que difere esse relato sobre a personalidade de Eichmann da grande maioria dos bem-estaristas? Nada. O que os leva a agir com tanta má-fé em relação aos outros animais é a “irreflexão”, o “vazio de pensamento”; como Eichmann são bons pais de família, vaidosos, exibicionistas, com um bom repertório de frases clichês, apegados à boa educação, sentem vergonha de algum deslize social que tenham cometido, tudo dentro da “normalidade” [5].
No entanto, temos uma minoria dentro do movimento bem-estarista, que são os seus ideólogos. Para esses não cabe a clássica e ingênua definição de ideologia marxiana d’O Capital: “disso eles não sabem, mas o fazem” ou como disse Arendt sobre o tenente-coronel da SS, “ele nunca compreendeu o que estava fazendo” [6]. Esses ideólogos do bem-estarismo se enquadram melhor na definição de Sloterdijk: “eles sabem muito bem o que estão fazendo, mas mesmo assim o fazem” [7].
A raiz do mal praticado todos os dias – nas mais variadas formas – as milhares de pessoas não-humanas, levando ao extermínio de bilhões anualmente, está na banalidade desse ato.
Acreditar que jaulas maiores, prisões aquáticas maiores, correntes maiores, anestésicos, pistolas pneumáticas, etc. são melhores que jaulas menores, prisões aquáticas menores, correntes curtas, marretadas, etc. é a mais pura demonstração de irreflexão, da ausência de pensamento, fortalecido pelo afastamento da realidade.
Educadores veganos de todo o pais, uni-vos. A ideologia bem-estarista está tomando força dentro do nosso, ainda, recém nascido movimento de direitos animais no Brasil. Sedes firmes!
Por isso somos a contraposição.
Por isso somos a contra-hegemonia.
Por isso nossa pedagogia é anti-especista, seja ela eletiva ou elitista.
É preciso contrapor com dureza o discurso banalizador do mal feito pelo bem-estarismo.
A educação vegana formal de base, crítica e autocrítica, radical e rigorosa deve estar em constante estado de vigília, vacinando-se ininterruptamente contra o mal do bem-estarismo, este representado pelos onívoros conscienciosos, ovolactistas, “abolicionistas” pragmáticos e “veganos” flexíveis.
Peço desculpas pela longa citação, mas o martelo nietzschiano precisa falar, e esse recado é para os educadores veganos.
“Por que tão duro!”, falou um dia ao diamante o carvão de cozinha; “então, não somos parentes próximos?”
Por que tão brandos? Isto, meus irmãos, eu pergunto a vós; então – não sois meus irmãos?
Por que tão brandos, tão dóceis e condescendentes? Por que há tanto negar e renegar em vosso coração? E tão pouco destino em vosso olhar?
E se não quisésseis ser destinos e inexoráveis, como poderíeis – vencer comigo?
E se a vossa dureza não quisesse fulgurar e cortar e retalhar, como poderíeis, algum dia – criar comigo?
Porque os criadores são duros. E deverá parecer-vos suprema ventura imprimir a vossa mão nos milênios, como em cera –
Suprema ventura, escrever na vontade dos milênios, como em bronze – mais duros do que o bronze, mais nobres do que o bronze. Duríssimo é somente o mais nobre.
Essa nova tábua, meus irmãos, suspendo por cima de vós:
TORNAI-VOS DUROS!” [8]
Notas
1. EINSENSTEIN, Sergei. O encouraçado Potemkin. São Paulo: Moderna, 2011, p.16 (col. Folha cine europeu; 13).
2. DENIS, Leon. Contraponto. Em: http://www.anda.jor.br/20/09/2010/contraponto
___________. Contraponto – parte II – A missão. Em: http://www.anda.jor.br/02/12/2011/contraponto-%E2%80%93-parte-ii-%E2%80%93-a-missao
3. ARENDT, Hannah. Eichmann em Jerusalém. Um relato sobre a banalidade do mal. São Paulo: Companhia das Letras, 1999, p. 299.
4. ____________. A Vida do Espírito: o pensar, o querer, o julgar. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008, p. 18.
5. DENIS, Leon. Direitos animais: um novo paradigma na educação. In: Silvana Andrade (org.). Visão Abolicionista: Ética e Direitos Animais. São Paulo: Ed. LibraTrês, 2010, v. 1, p.171-179.
6. ARENDT, Hannah. Eichmann em Jerusalém. Um relato sobre a banalidade do mal. São Paulo: Companhia das Letras, 1999, p. 310.
7. ZIZEK, Slavoj. “Como Marx inventou o sintoma?” In: Um mapa da ideologia. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996. p. 297-331.
8. NIETZSCHE, Friedrich. Assim falou Zaratustra: um livro para todos e para ninguém. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995, p. 220-221. CF. O crepúsculo dos ídolos. Lisboa: Editorial Presença, 1973, p. 149.
O cinema soviético deve “rachar cérebros, penetrar neles até a vitória final e, agora, diante da ameaça de contaminação da revolução pelo espírito pequeno burguês, rachar, mais do que nunca”
Um pouco exagerado. Quero convencer as pessoas que o veganismo é o melhor caminho porque temos os melhores argumentos, os únicos lógicos, os únicos humanos. Não quero rachar o cérebro de ninguém, a exemplo dos comunistas mão-de-ferro, à exemplo de Stalin. Pelo contrário, quero que usem os cérebros.
Não acho que os bem-estaristas são sujos, canalhas, nojentos e tal. Acho que esse não é um posicionamento de um vegano e que respeita os outros. Os que são nojentos e canalhas são os que estão matando os animais, não os que estão lutando por melhorias, ainda que pareça pouco. Tem que diferenciar o objetivo. A adoção de uma medida bem-estarista visa reduzir o sofrimento enquanto se luta pelo abolicionismo, sensibilizando as pessoas e mostrando como os animais são criados? Ótimo! Os animais agradecem essas pessoas, embora pessoalmente eu prefira gastar meu tempo defendendo o abolicionismo direto.
Agora, se o objetivo é regulamentar o rodeio, adotando medidas idiotas como “sedém só de algodão” e outras falácias, com o objetivo de perpetuar o crime, esses sim são canalhas. Mas esses sequer são protetores dos animais, quem propõe medidas assim são os próprios organizadores de rodeio. Nunca vi uma entidade protetora propor algo assim ou nessa linha, embora nem todas sejam abolicionistas. Para mim, é simples ver qual é boa e qual é ruim.
Veja os efeitos para os animais e a intenção a médio prazo das pessoas. Se for positivo, as pessoas estão tentando fazer o certo, se for negativo, daí sim são canalhas.
Eu sou abolicionista, mas apóio medidas que podem ser consideradas bem-estaristas, por exemplo o projeto de lei em curitiba que propõe a venda e doação de cãezinhos e gatinhos a partir de 60 dias e apenas para maiores de 18 anos. Vai resolver a crueldade contra animais domésticos? NÃO, mantém a venda de animais. Mas vai ajudar um pouco? SIM. Então eu não sou contra essa medida, nem chamo as pessoas que lutaram por isso de canalhas, pois não são. São pessoas que, como nós abolicionistas, estão tentando proteger os animais, da maneira como podem. Temos que nos aproximar e não nos afastar.
Leon, não sei se compartilha do mesmo sentimento, mas somos como os taxados de “subversivos” em tempos de ditadura militar. Subversivos dos subversivos, pois nem colegas socialistas, no chão de escola, estão conosco. Contra a anestesia chamada bem estar animal, vale uma educação vegana formal, sim, mesmo que cada um no seu cotidiano escolar, solitário, mas eternamente subversivo e abolicionista. Abraços
Toda vez que você fala na exigência de contra-ponto fico pensando sobre o quanto é uma ideia ridícula. Quando se faz campanha nas escolas contra o uso de tabaco ou bebidas nenhum diretor exige contra-ponto! Imagine a cena! A cada mensagem de conscientização contra o fumo teria também uma palestra das empresas de cigarro para “colocar em perspectiva” os “supostos males” do hábito de fumar, e defender ardentemente a “liberdade do indivíduo”.
Salve professor,
Expresso meu apoio ao veganismo pela marreta…
E peço licença pra colocar uma marretada que adoro:
Quando alguem me pergunta ironicamente sobre o erro de comer carne, eu digo que comer bosta é mais ético que utilizar derivados, pois, a menos que sujeito sofra ou morra pra defecar, a bosta que estaria no prato não causou sofrimento.
Sobre o parágrafo que menciona a eploração por parte de quem deve cuidado, lembro que até na cadeia atos atrozes se diferenciam e por isso colocam seus autores sob risco de atque de outros presos. Do ponto de vista vegano, os teupradores, assassinos em serie e exploradores aniamais competem pra saber quem é mais cruel.
Obrigado pelo texto professor,
abraço vegano
Gianna,
Não sabe entender uma metafora? Estou de pleno acordo com o autor em tudo que disse no texto. Devemos respeitar jaulas maiores? Não. Os bem-estaristas também matam os animais, pois seu objetivo não é a abolição e sim a continuação da legalização da exploração dos não-humanos. Seguindo seu raciocinio, vamos criar uma lei que não pune tanto o estuprador que não mata, porque afinal ele diminuiu o sofrimento da vitima, e talvez pode ser um passo a abolição do estupro. Medidas bem-estaristas sensibilizam o que? Eles apenas deixam as pessoas mais acomodadas, achando que estão explorando com “menos crueldade” os animais não-humanos e estão fazendo muito. Sério que nunca viu nenhuma entidade assim? Têm uma bem famosa, acho que deve conhecer, a tal da PETA que mata animais não-humanos em sua própria organização.
Sobre a questão desse projeto de lei, vai ajudar em que? Eles ainda vão ser tidos como produtos. Deveria ler mais umas 3 vezes o texto para ver se você entende. De medidas como estas eu e muitas pessoas que realmente lutam pela abolição ficaremos bem longe.
Concordo com a Gianna, apesar de não ser vegano. Comparar a situação de melhorar o bem-estar dos animais ao estuprador que não mata é uma leviandade! É o mesmo que dizer que, como as medidas assistencialistas dos governos federal, estadual e municipal não solucionam nada, se deve cortar qualquer incentivo, que de maneira final ajuda a minorar o sofrimento das populações menos favorecidas.
Agora para incentivar o debate: muito se fala do especismo, mas onde entra o direito a vida dos vegetais, ou em última análise, onde entra o direito a vida de qualquer forma de vida?? Ou o que importa mesmo é só a vida dos animais? Essa visão é tão especista quanto um carnívoro, a diferença é apenas o reino em que o sujeito se encontra. Se sou animal, não é ser especista quando se trata de um vegetal… E aos que vierem com o argumento que apenas os animais sofrem, já recomendo de antemão a leitura do livro chamado “A vida secreta das Plantas”. Lá é possível ter uma ideia das complexas reações e respostas químicas que envolvem uma simples quebra de uma folha de uma árvore.
abraço a todos!
você considera o utilitarismo bem estarista?
Obrigado Andresa, Sarah e André.
Gianna, mesmo você não entendendo uma linha do que eu escrevi, obrigado pela leitura.
Fernando, eu só escrevi essa trilogia sobre o “contraponto”, por trabalhar em um ambiente (escola) onde toda vez que é discutido os direitos animais e veganismo, o corpo burocrático da escola nas reuniões pedagógicas , ou nas inúmeras vezes que sou convocado na sala da direção para dar explicações sobre o conteúdo das minhas aulas, vem com a ideia de que é necessário fazer uma contraposição (ao veganismo e os direitos animais, obviamente). Eu entendo essa atitude deles, em um mundo especista, qualquer coisa que vá contra, precisa se explicar constantemente, e quando esse anti-especismo é bem contundente, como é minha aula, eles defendem que os outros professores (ou algum convidado tipo nutricionista carnista) devem assumir essa função de fazer uma contraposição às minhas aulas.
Pelo contato com amigos educadores veganos em SP ou em outros Estados vejo que eles passam pelas mesmas oposições dentro das escolas que lecionam.
Roberto,
Sobre as plantas leia: http://www.anda.jor.br/06/11/2010/objecoes-frequentes-mas-e-as-plantas
P.S: Seres humanos não são carnívoros, mas sim onívoros, se fosse para comparar aos animais não-humanos deveriam usar carniceiros, esse vídeo explica: http://www.youtube.com/watch?v=3nCA4RhOPb4
“Por isso somos a contraposição.
Por isso somos a contra-hegemonia.
Por isso nossa pedagogia é anti-especista, seja ela eletiva ou elitista.”
Não é leviano, não, partindo do ponto de vista da ética biocêntrica. Vamos nos colocar na pele dos animais que agora estão nas filas de abatedouros, experimentações “científicas”, pet shops e tantos outros casos.
Agora, para isso é preciso partir do primeiro passo: o veganismo.
Eu acredito que nenhum vegano de fato, ativista e estudioso dos direitos animais é contrario ao bem estar dos animais não humanos, pelo pouco que sei somos opositores do bem-estarismo.
Uma das diferenças entre o abolicionismo e o bem-estarismo é que o primeiro vê a questão a partir da compreensão dos animais como seres que nascem livres e iguais e não podem ser usados como meios para satisfazer propósitos ou suprir quaisquer carências humanas.
O bem-estarismo, por outro lado, vê o animal como uma espécie de projeção de reflexos humanos, e trata dele por esse vies: dá banho, comida, carinho, e mantém confinado na própria residência, por exemplo, achando que isso é “tudo de bom” que uma mente animal pode desejar.
Outros, apenas esticam um pouco a coleira, quando o cão corre no passeio, ou aumentam o tamanho das gaiolas, e baias, nas instalações onde galinhas são meras ” excretoras” de ovos, e vacas meras “máquinas mamíferas”, respectivamente, e acham que estão sendo uns anjos para “seus” bichos. Os bichos continuam sendo “deles”, como propriedade!
Então, no bem-estarismo, verdade seja dita, os animais continuam a ocupar o mesmíssimo lugar que ocupam há milênios no imaginário humano: o de “objetos” que, de um modo ou de outro, interessam muito aos humanos. Mas, da liberdade deles não se fala. Da abolição de todas as formas de confinamento e restrições ao pleno desenvolvimento de seu corpo e de sua mente, menos ainda.
Entender distinções como essas é sofrer uma bela “marretada”, não é mesmo Leon? Assim entendi teu texto, ainda que pessoalmente ache anacrônicas certas expressões ou “metáforas”, conforme diz Andresa, que foste usando.
Sarah que falou de metáforas, Sônia.
Gente, vocês estão perdendo a cabeça. Por que chamar nossos irmãos humanos que estão procurando proteger os animais de canalhas, de sujos??? Isso não é metáfora, isso é agressão! Qual é o objetivo?
Por que tanta arrogância? Por que dizer que eu não entendi uma linha do que escreveu? Você se acha tão superior do que eu?
Vocês não percebem que falando e agindo dessa forma só afastam os outros, só ofendem? O que os animais ganham com isso? Vocês tem medo de discutir os pontos que eu educadamente coloquei? Eu achei que aqui é um espaço para conversar e trocar idéias com pessoas amorosas e conscientes, que reconhecem o valor da vida onde esta estiver, seja em um pequenino inseto, seja em uma flor, seja em mim, seja em outros que querem ajudar os animais.
Mas parece que vocês querem é xingar e agredir as pessoas que não são tão perfeitas como vocês. Ao invés de procurar debater e convencer com civilidade, vocês preferem partir do princípio que pessoas como eu são burras demais para entender. Foda-se eu e todos os outros, é assim? Ainda que eu seja vegana e abolicionista e tenha trabalhado incansavelmente para salvar animais, até onde eu sei tanto como você?
Olha, Gianna. Não sei se você já participou de embates em ambientes de decisão política, tipo Grupos de Trabalho CONAMA, Comissões, Conselhos, Conferências Estaduais e Nacionais de Meio Ambiente, de Saúde, etc. O que eu trago de experiência dessa trabalheira toda, é uma disputa ferrenha por parte de grupos exploradores de animais, associações de pecuaristas, pesquisadores vivissectores, criadores de animais domésticos e silvestres, associações de zoológicos, de rodeios, de circos, enfim, uma turma grande e poderosa. Sabe qual é a arma que eles utilizam para desmoralizar as iniciativas abolicionistas? O bem estar animal. Nunca me posicionei de forma agressiva com eles nem com ninguém, mas abordagem abolicionista precisa ser radical, no sentido da palavra. Na minha atuação como educadora vegana, racho mentes mesmo, no sentido de argumentar e mostrar aos meus queridos educandos o quanto estamos imersos nessa hipocrisia social. Esses dias passei um clip com a música “Free me”, tão batida por nós, veganos, e um aluno disse assim: “de novo isso, não quero ver, só quero comer”. Começamos um ótimo diálogo, e eles mesmo chegaram à conclusão que eles (a maioria de nós, humanos) quer comer mas não matar, então como fazemos? Pagamos para alguém matar. Adivinha qual é a argumentação que aparece a torto e direito para defender essa manutenção? O discurso bem estarista, travestido como de Direitos Animais. Existem lideranças e interesses por detrás deste discurso, Tom Regan introduz essa reflexão. Por essas e outras, Gianna, por pressões destes setores em espaços deliberativos que você não faz ideia, de eu ter que segurar firme na plenária para depois desabafar sozinha no banheiro, de tanta pressão, racho mentes. Quem sabe a metáfora seja mal compreendida, mas estou no embate, e em 10 anos de militância, estudando e propondo políticas públicas, escrevendo artigos e atuando como educadora, racho mentes. De forma tranquila mas firme. Abraços
Desculpe, Andresa, li os comentários na sequência e confundi a autoria.
Gianna, acho que o Denis quis colocar uma questão que não tem nada a ver com ofender você, ou outras pessoas. Mas, os termos em que ele elaborou o texto foram bem marcantes, também para mim, que estou há quase quarenta anos acostumada com a linguagem marxista. Por isso, no meu comentário, escrevi que achei algo anacrônicos os termos nos quais as teses de Leon foram apresentadas. Pessoalmente, não gosto das metáforas de marretadas na cabeça, e coisas do gênero. Mas, interpretei não como uma ofensa a todos nós, mas como uma forma de dizer que o que você e todos nós fazemos acaba por ser visto assim mesmo, como se as pessoas fossem golpeadas na cabeça com tanta proposta que mexe com a raiz de suas crenças mais profundas.
Gostei que você se manifestou. Há quem se retire e não debata mais. Também me ofendo muito com certas coisas que ando lendo nos comentários. Mas, não me retiro do debate, vou pontuando e não deixando passar. Você fez algo assim. Gostei da sua atitude.
Gianna,
Em relação ao texto acho que a Sônia já deu uma explicada. Em meu comentário eu discuti os pontos que você colocou, o bem-estarismo não ajuda os animais não humanos. Desculpe se não escrevi o que você queria ler, por isso você entendeu como uma ofensa, num debate nem tudo são rosas e flores, devemos saber aceitar as criticas. Não digo que você seja “burra”, mas apenas que não soube entender o texto. E não, não queremos que você se foda, pois se fosse assim não estariamos aqui argumentando para tentar mostrar que o bem-estarismo não leva a nada.
Gianna, não perdi a cabeça, aproveitando a referencia da Sônia a minha linguagem marxista, Marx disse certa vez em um debate com os socialistas utópicos que existem homens que ele não queria como irmãos; eu não sou cristão, logo não vejo todos os humanos como irmãos. No meu conceito de irmão, que não é cristão, algumas pessoas não se encaixam. No caso especifico você chama de irmãos os bem-estaristas que “estão procurando proteger os animais”, e que eu chamei de canalhas e sujos. “Sujo” (salaud em francês) é um conceito do pensador existencialista Jean-Paul Sartre, eu disse no meu texto “em termos sartreanos é um sujo”. É necessário dizer mais alguma coisa? Eu poderia ter usado o conceito de “espírito de seriedade” do mesmo autor, é menos impactante que “sujo”. Ou “filisteus da cultura” e “anti-vida” do Nietzsche.
Quando você diz que os bem-estaristas “procuram proteger os animais”, eu realmente não sei se você conhece bem essa problemática. Mas sobre isso acredito que a Andresa já falou o suficiente com sua experiência; que eu e a Sônia também já passamos. O discurso bem-estaristas é o mesmo a dois séculos, e a cada dia os animais são mais massacrados.
Eu não sou superior a você, mas acredito que por essa interpretação você continua sem entender o que eu escrevi. No final do primeiro comentário da Sônia ela diz: “Entender distinções como essas é sofrer uma bela “marretada”, não é mesmo Leon? Assim entendi teu texto”. Ela se referia as distinções do que é abolicionismo e bem-estarismo. Vou lhe contar uma coisa sobre a metáfora “martelada”, “marretada” ou coisa do gênero. Todo inicio de ano quando introduzo a temática animalista, o primeiro choque (marretada) que meus alunos e alunas tomam é saber que nós somos animais também. Parece absurdo, mas é verdade, e eu preciso repetir o ano inteiro que nós somos animais também. Os conceitos que fundamentam os direitos animais quando recebidos abertamente, são como marteladas em nossa cabeça mal acostumada a reflexão.
E nós animalistas abolicionistas não temos medo de discutir os pontos e contrapontos que aparecerem, estudamos muito para fundamentar o que propomos. Já participei de muitos embates com bem-estaristas de renome como disse a Andresa, penso que a Sônia deve ter mais experiência nesses debates que eu a Andresa juntos. Não há o que temer se está bem fundamentado.
Não consegui encontrar no meu comentário onde xinguei ou agredi você. Dizer que não entendeu meu texto é xingar? É lhe chamar de burra? Como você não me conhece, vou lhe explicar outra coisa, eu passo o ano intero corrigindo meus alunos que chamam os outros de burros na sala de aula. A Sarah que deixou seu comentário aqui pode confirmar isso. Você como vegana e abolicionista deveria saber que a desanimalização da nossa biografia deve passar também pela linguagem. Os veganos têm o dever de cortar expressões pejorativas como “seu burro, veado, sua vaca, galinha, piranha, macaco, sua cobra”, etc. do vocabulário.
Gianna, vcê se intitula vegana e abolicionista, eu – particularmente – não considero pessoas que fazem a defesa da postura bem-estarista, veganas e abolicionistas de fato. O que me leva a dizer isso, tudo que li, muito pouco perto dos grandes teóricos da causa, sobre o que é veganismo e o que são direitos animais levam para a mesma conclusão, que é, o bem-estarismo é antagônico aos direitos animais e ao modo de vida vegano. Você defende a venda de cães e gatos, isso passa longe do veganismo e do abolicionismo. Vou repetir, eu, Leon Denis, (não estou falando em nome dos outros teóricos e ativistas) não considero vegano ou vegana uma pessoa que defende medidas de exploração “humanitária”, jaulas maiores ao fim das jaulas, etc. E é sobre isso que escrevi no texto, que os educadores veganos não podem, simplesmente não podem fazer o discurso bem-estarista na sala de aula. Esse discurso já é comum aos alunos, é palatável, por isso o bem-estarismo faz sucesso, é mais fácil de engolir. O Abolicionismo é uma marretada que nos tira da zona de conforto.
Quanto ao seu primeiro comentário, não consegui descobrir como você tirou da frase do Eisenstein uma similaridade como que o Stalin fez na URSS, que foi um mão-de-ferro sim, mas não tinha nada de comunismo. Cuidado com a definição de comunismo dado pela Globo e revista Veja.
Oi Thassio,
Tanto o utilitarismo clássico, do Bentham e dos Mills, quanto o preferencial do Singer (herança de R. M. Hare) além de outras ramificações são bem-estaristas. Isso não quer dizer que o resgate do critério da senciência que o Singer (junto com o grupo de Oxford) fez do Bentham na década de 1970 não tem sua importância.
Oi, Leon, não estou aqui defendendo uma inclinação pessoal, mas dizer que o utilitarismo preferencial do singer é bem-estarista é curto demais, é um rótulo enganador. É verdade que singer não enxerga a abolição animal como uma posição de princípio, mas ele chega teoricamente à abolição animal através da imposição de condições em contextos concretos. Na prática, essas condições simplesmente não são satisfeitas por nenhum de nós, e tornar-se vegano é uma obrigação ética para todos, se quisermos ser coerentes de um ponto de vista utilitarista. Então eu diria que pessoas como singer e francione tem muito em comum quanto aos objetivos, e a divergência quanto aos meios não é apenas questão de divergência teórica, é tbm uma divergência político-pedagógica ou sociológica: francione acredita ter boas razões para pensar que o incremento bem-estarista é contraproducente pro objetivo abolicionista, singer pensa que não. Acredito que se o bem-estarismo tivesse logrado avanços reais nas ultimas décadas, se o bem-estarismo funcionasse de fato como degrau, ao invés de distração e manutenção do status quo, nem francione se oporia.
Oi Vitor,
Pode ser que minhas leituras das obras do Singer tenham sido superficiais, que eu esteja com falta de B12, mas…
Vitor, sou um admirador da produção teórica do Singer, acho ele um tremendo pensador, mas, uma pessoa que tem o conhecimento que ele tem sobre ética animal, defender o “onivorismo consciencioso”, dizer que os veganos são radicais no sentido pejorativo, não no latino; defender um “flexible veganism” (um queijinho de vez em quando não faz mal a ninguém), é simplesmente triste. Não duvido que pessoalmente Singer queira a abolição da escravidão animal, não desmereço seu ‘principio da igual consideração de interesses semelhantes’ por ser fundamental para revermos nossa conduta moral, mas só isso não leva a abolição.
E no embate abolição x bem-estarismo, não é só uma questão de divergência político-pedagógica, o bem-estarismo nunca levou a abolição, nem se quer aproximou da abolição isso é fato histórico, não é só o Francione que pensa assim, são todos os teóricos da causa animal que não têm o rabo preso com alguma forma de exploração animal. Agora a questão se o bem-estarismo tivesse contribuído para a abolição, o Francione apoiaria, não só ele mas todos nós que sabemos que o bem-estarismo só contribui para uma exploração mais fofinha, mais confortável para massa consumidora.
Abraço abolicionista,
Leon, você não entendeu uma linha do que eu escrevi, mas tudo bem.
Sarah, você já ouviu falar em metáfora?
Vê, responder assim, minimizando o conhecimento dos outros é fácil. Difícil é trocar idéias com respeito.
Eu não fiquei chateada porque vocês colocaram uma opinião diferente da minha. Fiquei chateada sim porque vocês simplesmente se recusaram inicialmente sequer a analisar os pontos que eu coloquei, sob o rótulo “você não entende e ponto final”, o que não passa de uma falácia, desmerecer a pessoa ao invés de contra-argumentar suas idéias. Será que vocês sabem diferenciar uma pessoa que entendeu o que o autor quis dizer, mas não concorda totalmente e coloca algumas questões para reflexão, de uma pessoa que não teve alcance? Vocês estão tão absolutamente corretos na cabeça de vocês que não cabe sequer discutir ou refletir, ou ao menos explicar porque descordam de mim; considerando todo mundo que tem opinião diferente como incapaz ou algo assim? Especialmente por serem professores, acho que cabe uma postura diferente, se me permitem uma sugestão. Os animais só podem ser ajudados se as pessoas mudarem os hábitos. Para as pessoas mudarem os hábitos, é preciso que elas se convençam a agir de outra forma. Chamar de sujo e canalha não me parece a melhor abordagem para convencer esses canalhas a mudarem de opinião.
Eu coloquei dois pontos: um, que acredito que rachar cérebros não é uma boa metáfora na minha opinião, porque acho que temos que exercitar os nossos e estimular os demais para que os usem, de forma urgente. Já quando os “rachamos”, me parece que não queremos que eles pensem por si, e sim que aceitem a nossa verdade sem raciocinar. Obviamente eu sei que é uma metáfora, caso contrário acharia que o Prof. Leon sai por aí com um martelo ensanguentado. Eu entendi, mas quis colocar minha opinião, ué. A Prof. Sônia e Andressa me mostraram outro ângulo de ler “rachar” cérebros, como mundaça radical, mas ainda assim concordo com a Sônia, não é uma metáfora que eu escolheria a princípio, embora agora a enxergue sob um ângulo mais interessante.
A outra questão que eu coloquei foi em relação aos termos pesados como sujos e canalhas. Eu citei que tem uma diferença ENORME entre organizadores de rodeio que falam em bem-estar (não são protetores e só atrapalham) e pessoas que querem o bem, por exemplo a PETA, a ONG Chicote Nunca Mais, a Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba que entrou com ação contra o Superbull, o Juiz Anderson Furlan que come peixe mas mobilizou pessoas como o Deputado Marcelo Rangel e Flávio Arns para intervir contra a utilização de beagles na UEM, etc. Aí se encaixam também as pessoas que trabalharam a favor da lei que restringe a venda de animais em Curitiba, que eu citei. Eu não acho que chamando pessoas assim de sujas e canalhas irá ajudar os animais. Bom, o Prof. Leon explicou o que considera como “sujo”. Infelizmente, creio que grande parte das pessoas que está lendo o texto entende sujo como pejorativo simplesmente e não com todas as nuances que foram explicadas. Já canalha eu gostaria de saber o que significa, no seu entendimento. Especialmente porque entendi que é contra a utilização de nomes relativos a animais com intenção negativa. Acontece que “canalha” vem de cão, até onde eu sei.
Bom, eu reli meu comentário algumas vezes mas não consegui identificar como você concluiu que eu sou a favor da venda de animais (!), por isso não sou abolicionista. Já ajudei vários cães resgatados e tenho 5 em casa, todos adotados das ruas e de CCZs. Sou radicalmente contra a venda de qualquer animal e à favor de qualquer medida que dificulte ou atrapalhe essa venda. Por vias das dúvidas, aceitarei seu conselho e a partir de hoje não mais me considerarei vegana (acho que é impossível ser 100% vegano, atualmente) e nem abolicionista, para não correr o risco que me confundam com pessoas que possuem visões que não compartilho. Rótulos demais atrapalham. É mais fácil dizer que faço todo o possível para ajudar os animais.
Acho que a questão chave, que gostaria de discutir amigavelmente com vocês, inclusive estando totalmente aberta a mudar de opinião frente a um argumento convincente, é que algumas medidas restritivas sensibilizam as pessoas, ajudam os animais AGORA e podem ser uma etapa para chegar ao abolicionismo.
Hum, respondendo a Sarah…
“Seguindo seu raciocinio, vamos criar uma lei que não pune tanto o estuprador que não mata, porque afinal ele diminuiu o sofrimento da vitima”. Sarah, talvez você não saiba, mas não precisamos criar uma lei assim porque já existe. Se o estuprador mata a vítima, a pena é maior. Já ouviu falar de homicídio simples, qualificado, duplamente qualificado e triplamente qualificado? Pois é, já existe tudo isso, são sim gradações de crueldade. Isso quer dizer que pode matar à vontade, se for bem feito??? NÃO!!! Mas quer dizer a Lei atualmente faz diferenciações. Ou será que para você um pai que dá um tapa forte em uma criança é tão criminoso quanto aqueles que jogaram uma garotinha pela janela? Ambos estão errados! Mas tem graus diferentes. Podemos até discutir isso, claro, mas o ponto é que a lei que você achou tão estranha a partir do meu comentário já existe.
“Sério que nunca viu nenhuma entidade assim? Têm uma bem famosa, acho que deve conhecer, a tal da PETA que mata animais não-humanos em sua própria organização.”
Claro, conheço a PETA. Alguns membros desse grupo realmente mataram cachorros excedentes de abrigos, o que é um absurdo sob qualquer ângulo. Mas é inegável que faz muitas coisas boas, muitas pessoas se tornaram veganas por causa deles, fazem campanhas a favor do veganismo, contra o uso de peles, contra rodeio, caça às baleias, venda de animais, etc… Vamos criticar o que está errado, para que a PETA corrija a sua postura, mas desconsiderar tudo de bom que uma pessoa ou entidade faz é errado. Você com certeza já utilizou um medicamento testado em animais ou sentou em uma cadeira de couro. Isso faz de você uma canalha e desmerece tudo o resto que você já fez pelos animais? Eu acho que não. Podemos criticar as coisas ruins e elogiar as boas sem demonizar pessoas e entidades. Temos que convencê-las a mudar para melhor, mas com agressão iremos afastá-los e eles não irão nos ouvir. E se eles não ouvirem e não mudarem, os animais continuarão sofrendo.
“Sobre a questão desse projeto de lei, vai ajudar em que? Eles ainda vão ser tidos como produtos. Deveria ler mais umas 3 vezes o texto para ver se você entende.”
Como eu já falei, li sim várias vezes o texto, que por sinal é bem interessante e complexo, e acho que entendi a proposta, mas descordo pontualmente em algumas questões. Pra você não faz diferença vender um cachorrinho com 30 dias e separar da mãezinha dele enquanto ainda está mamando? Para você não faz diferença alguma que esse animalzinho estará castrado e microchipado, portanto não será abandonado e nem será usado para criação de fundo de quintal? Para você não faz diferença que crianças sozinhas de 12 anos não vão mais comprar peixes e hamsters sem supervisão de pelo menos um adulto? Para você não faz diferença que o tempo máximo de exposição será de 6h, portanto os animais não ficarão mais em gaiolas minúsculas dias e semanas inteiros sem poder correr e brincar, às vezes debaixo do sol? Se for assim, considero você uma pessoa cruel. Ou talvez nunca tenha visto o olhar de um cachorrinho abandonado, o desespero de uma mãe que tem os filhotinhos lactentes afastados bruscamente?
Essa medida faz com que as pessoas pensem um pouco. Vão perguntar algo como “por que precisa microchipar?” e daí nós responderemos que compram cachorrinhos por impulso, que os abandonam depois ou dão para pessoas sem condições, que eles sofrem, que o melhor é adotar e provavelmente a própria idéia de animais de estimação já é exploração, mas pelo menos assim irá diminuir um pouco o sofrimento. Sem contar que os cachorrinhos irão ficar mais caros, só serão vendidos castrados, vacinados, vermifugados, microchipados… Isso melhora a situação deles HOJE e dificulta em muito a venda. Isso não é bom??? A longo prazo isso facilita o abolicionismo porque já identificamos que há crueldade envolvida com a venda de animais e as pessoas passarão a saber disso. Enquanto a lei entra em vigor e é fiscalizada, devemos sim continuar com todas as forças com manifestações, palestras, educando crianças e adultos sobre o por que animais não devem ser vendidos, que eles são sujeitos-de-uma-vida e não objetos, bens semoventes e etc…
Hum, queria deixar claro que estou colocando minha opinião de modo amigável. Meu objetivo não é criar polêmica ou ser grossa. A internet, por não transmitir entonação, olhares e sorrisos, pode dar a impressão errada. Eu quero aprender com vocês e ver a melhor forma de ajudar os animais, a última coisa que quero é brigar com pessoas tão importantes como vocês que tem o mesmo objetivo qu eu de ajudar os animais.
Oi Gianna,
Vou ficar apenas com o final do seu comentário 23: “Acho que a questão chave, que gostaria de discutir amigavelmente com vocês, inclusive estando totalmente aberta a mudar de opinião frente a um argumento convincente.”
E com o do 24: “Eu quero aprender com vocês e ver a melhor forma de ajudar os animais, a última coisa que quero é brigar com pessoas tão importantes como vocês que tem o mesmo objetivo qu eu de ajudar os animais.”
Partindo desses dois parágrafos eu lhe indico esse ensaio do amigo Luciano Carlos Cunha: “Está tão na cara que é difícil de enxergar”.
http://www.pensataanimal.net/index.php?option=com_content&view=category&id=41:lucianocunha&Itemid=1&layout=default
Esse ensaio está dividido em oito partes, vale muito a pena ler, me ajudou muito e ainda me ajuda nas aulas. Acredito que vá aprender muito com eles.
Outra indicação que faço são os textos da Sônia na ANDA, porém eu leria em ordem cronológica, pois nos primeiros a Sônia versa sobre os principais conceitos da ética animal.
Deixo meu email: leondenisf@yahoo.com.br para continuarmos essa conversa, tirar duvidas caso tenha, ou se preferir com o próprio Luciano, aí depois passo o contato dele.
abraço abolicionista,
Oi, Leon, que eu saiba, singer não “defende” o onivorismo consciencioso: não é uma posição coerente com sua visão global do utilitarismo. Singer “conversa” sobre isso: ele conversa sobre o onivorismo consciencioso mesmo reconhecendo que não é uma posição inteiramente consistente com sua ética, e ele o faz partindo do pressuposto de que não tem o poder de transformar as atitudes de certas pessoas na posição que sua ética prescreve. Ou seja, ele conversa sobre onivorismo consciencioso na esperança de mudar a direção de suas atitudes, já que não pode sempre transformá-las por inteiro. Podemos criticar essa sua APOSTA, mas não dizer que ele defende o onivorismo consciencioso como uma atitude ética consistente.
E nunca li nem ouvi o singer se referir ao veganismo de forma pejorativa, onde vc viu isso?!? Eu já o vi chamar alguns abolicionistas de inconsequentes, ignorantes etc, mas isto é compatível com o que dizemos a respeito das suas esperanças bem-estaristas: inconsequentes, ignorantes etc rs
Abç abolicionista ; )
Olha Dar créditos a xingamentos como “canalha e sujo”, não te autoriza a redirecioná-los e menos ainda torna o xingamentos mais aceitável só porque alguém escreveu isso num livro.
enfim, Mas eu vim comentar esse “veganismo francionista”.
Como bem lembrou o Vitor. Colocar Singer e todos utilitarismos nesse dualismo vegano de bem-estaristas x abolicionista é assinar embaixo um atestado de que não leu Singer ou faltou boa vontade em entender ideias(não só finalistica, mas os meios de se chegar a essas idéias também porque várias teorias podem levar a um mesmo fim porém de forma diferente) diferentes daquelas que nós temos como verdade. O que isso desemboca em dogmatismo.
“Vitor, sou um admirador da produção teórica do Singer, acho ele um tremendo pensador, mas, uma pessoa que tem o conhecimento que ele tem sobre ética animal, defender o “onivorismo consciencioso”,”
O problema está justamente nos “dogmas veganos” ao simplificar tudo em “dieta” e “reino animal”. Além de “onivorismo consciencioso” é absolutamente um nada a ver com o mínimo das idéias de Singer. E devemos estar bem informados para não passar pra frente o “ouvi falar que” e com isso acabar provocando mitos por aí como esse espalhado pelo Francione de que Singer é bem-estarista, genocida, come com carinho etc.
“[...]dizer que os veganos são radicais no sentido pejorativo, não no latino; defender um “flexible veganism””
veganos são extremistas e radicais mesmo no sentido pejorativo da questão. Até hoje não fizeram absolutamente nada em prol a libertação animal, se não, piorou. Apesar de dar-se os créditos pelas migalhas abolicinistas que temos hoje.
“(um queijinho de vez em quando não faz mal a ninguém), é simplesmente triste.”
ãh????
Obrigada pelas dicas e pela cortesia, Prof. Leon, pode deixar que irei ler integralmente os textos indicados assim que possível e, já que você deu abertura e disponibilizou o e-mail, entrar em contato para continuarmos a troca de idéias.
Pedro Gabriel, eu NAO assino embaixo do que vc escreveu: eu não penso que o problema seja um suposto dogmatismo vegano, nem que veganos sejam fundamentalistas. Alias, Singer é provavelmente o mais conhecido vegano do planeta, depois de Alicia Silverstone… brincadeira rs
Singer não “defende” onívoros conscienciosos, como tentei explicar no post anterior.
Pela primeira vez vejo nos comentários um debate lúcido, firme e útil. Obrigada, Gianna, Pedro, Andresa, Vitor, Sarah R. e Leon, por propiciar-me essa alegria, depois de vinte anos investindo na construção de uma teoria séria em defesa dos animais.
O que tinha escrito aqui ficou tão grande, que tomo a liberdade de transformar em coluna.
Tenho outro texto que já enviei à Silvana, na semana passada, sobre a Giselle B. dizendo que impõe suas mãos sobre os nacos de carne no prato para abençoá-los…
Mas vou enviar o texto que produzi agora, assim mais pessoas podem ler.
Em resumo, entendo que temos, de fato, necessidade de uma terceira categoria, para designar as pessoas que não são bem-estaristas mas abolicionistas, as que não são abolicionistas, mas socorrem animais em situação de risco: crio, então, mais um termo: socorristas animalistas.
Temos três tipos de atuação no movimento animal: os bem-estaristas, que defendem o sistemão que está posto, sem tirar dele nada, apenas aumentando a gaiola, os abolicionistas, que defendem a extinção desse sistema, e os socorristas, que cuidam dos estragos feitos pelos outros, nos animais que estão no seu entorno natural ou social.
Se entendemos assim, não investimos emoções de raiva nas pessoas que estão fazendo o que julgam melhor para os animais, e damos um leque de abertura para as que cuidam dos animais feridos ou abandonados não se sentirem criticadas quando falamos contra os bem-estaristas. Repíto: bem-estarista é alguém que defende a manutenção do sistema, com algumas reformas, apenas para fingir que se preocupam com os animais. As socorristas, quando já se tornaram veganas, não podem mais ser consideradas bem-estaristas, pois, embora atuem na defesa de indivíduos particulares, já compreenderam que o mal sofrido pelos animais resulta da mesma mentalidade bem-estarista vigente.
Bem-estaristas= apoiam o sistema de exploração animal.
Abolicionistas= defendem a abolição desse sistema.
Socorristas= prestam serviço aos animais feridos ou abandonados pelo resto da sociedade, visivelmente bem-estarista, naquele sentido.
Olá, Sônia, essa distinção vem demais a calhar, e me parece importante falar em “socorrista” como substantivo E adjetivo: “A” pode se reconhecer socorrista, mas atitudes socorristas acontecem o tempo inteiro e são uma parcela importante das nossas ações e reações, independentemente da nossa posição de princípio no quadro geral do debate.
É importante, se possível, ver e ouvir Singer e outros em debates vivos, reagindo a muitas dessas questões que conversamos aqui. Claramente, para mim, singer NAO é a figura quimérica (mistura assustadora de eticista brilhante e retrógrado bem-estarista) que o Leon sugeriu. E, por falar em nazismo, ele deixou escapar, num debate com Peter Hare (filho de Richard Hare), que o holocausto foi uma forte motivação existencial para ele ter se tornado filósofo.
Vcs estão muito intelectuais, não consigo acompanhá-los, me desculpem.
Mas, do alto de minha personalidade intuitiva e sensitiva, digo uma coisa:
Os animais vencerão.
Não pq os humanos sejam bons e passem a sentir compaixão ou solidariedade por eles, e sim pq uma revolução maior q todas está em curso e revolução, não adianta, acabar por vencer.
Eu digo maior q todas pq as outras revoluções foram a nível intra-espécie, e essa ultrapassará a barreira humana e se estenderá a todas outras espécies.
Então, Renascentismo, Iluminismo, Revolução Francesa, Revolução Comunista, etc, etc, todas não deixam de ser importantes, mas ficarão menores em relação à maior de todas – a libertação dos animais do jugo humano.
Analu, sua esperança é a minha esperança!
Gianna,
A comparação que faço é a mesma que o Luciano Cunha faz na parte 8 do texto dele, espero que leia o texto é muito bom. Em relação a PETA creio que deva ler as obras do autor estadunidense Gary L. Francione, tem algumas nesse site: http://pensataanimal.net/index.php?option=com_content&view=category&id=37:garyfrancione&Itemid=1&layout=default E creio que o Leon possa te indicar mais coisas do que eu referente a esse assunto.
E desculpe, mas pelo que sei a PETA promove campanhas de abate humanitário e suas campanhas de um tema só são extremamente sexistas, como podemos ajudar os não-humanos tornando objeto as mulheres? Todos nós sabemos que especismo e sexismo estão bastante relacionados. As campanhas da PETA não dizem “seja vegano, é o mínimo que você pode fazer”, isso é promover o veganismo, não o que ela faz que é pegar o tema que mais lhe convém no momento, além de incentivar a carne feliz, o abate “humanitário” e elogiar grandes empresas de exploração animal como Mc Donald’s. Como podemos elogiar uma empresa assim? Pessoas que se tornam veganas a partir de organizações extremamente contraditórias como ela, são considerados verdadeiros heróis. Os mais relutantes quando pegarmos o que ela “têm de bom”, com certeza vão pesquisar sobre ela e saber de suas contradições e usar ela contra nós. Se nem defendendo o veganismo por completo não consigo acabar com um remédio testado em animais e sentar num banco de couro, quando adotando medidas bem-estaristas que já está por aí a 200 anos iremos conseguir acabar? O que acontece com a PETA é que ela é um tiro no pé do movimento, ela têm muito mais coisas ruins do que boas, ela não faz o mínimo que se pode fazer que é defender em todas as campanhas o veganismo e ir contra as grandes empresas de exploração animal, ao invés de elogia-las por matar “humanitáriamente”. A PETA já recebeu várias críticas para mudar sua postura e até agora não mudou e os não-humanos continuam sofrendo e morrendo pelas suas próprias garras ou pelas de outros que ela elogia.
Essas medidas apenas regulamentam a exploração, o filhotinho ainda vai ser separado de sua mãe, para a maioria das pessoas elas vão usar o argumento de “mas eu comprei ele castrado e microchipado, então eu compra-lo não foi errado”, quando você dizer à ela de que eles não devem ser comprados, será que eles realmente vão perguntar por que é preciso isso? A maioria das pessoas não, elas vão se sentir aliviadas por terem comprado um assim, quem ainda vê eles como produtos vai pagar o preço que for para ter um “bichinho” do jeito que ela quer. Crianças compram peixinhos e hamsters porque seus pais criaram-nas dizendo que se é para interesse do ser humano, então pode comprar, não importa o que elas façam com eles, elas os veem como brinquedos e o que mudará os pais indo com elas, se para eles também foi passado isso. Sou cruel por querer jaulas vazias e não maiores? Por não apoiar uma lei que ainda iria continuar a explora-los e tê-los como objetos? Não me importo de ser considerada cruel por você se for assim. É o meu olhar encontrando o de um cachorrinho abandonado e saber que a mamãe cadela vai ter seus filhotes lactantes ou não separados dela é que me motiva a pular uma medida dessa que para mim é uma imensa perda de tempo e não muda o estado de coisas dos não-humanos e ir direto a defender “com todas as forças com manifestações, palestras, educando crianças e adultos sobre o por que animais não devem ser vendidos, que eles são sujeitos-de-uma-vida e não objetos, bens semoventes e etc.”. E me desculpe em achar otimista de mais de você achar que realmente haveria fiscalização; quantas leis bem-estaristas como está temos e ninguém fiscaliza nada? Ou os responsáveis em fazer isso geralmente recebem propina para deixar as coisas do jeito que elas estão. Enquanto não mudarmos as pessoas, as leis não funcionam.
Na sala de aula muitos são adeptos do bem-estarismo e até hoje isso só lhes serviu como um consolo para continuar a explorar os não-humanos, o que leva eles a se tornarem veganos talvez daqui a alguns anos (pois até o momento, no período da manhã eu sou a única aluna vegana) é o professor “martelando”, ou “enchendo o saco” todas as aulas que medidas bem-estaristas não estão certas porque mesmo assim, eles estão explorando os não-humanos e não ameniza o mal causado. Imagine se ele defendesse, nem que seja algumas medidas bem-estaristas na sala de aula, se alguém se tornaria vegano! Ele apenas estaria incentivando eles a continuar dentro da caverna, não a sair dela, pois tudo o que uma pessoa carnista, ovolacto (a longo prazo) quer é ouvir que de alguma forma, pelo menos num pontinho, ela não está causando tanto mal, que se ela adotar medida x ou y ela vai estar ajudando os não-humanos nem que seja um pouquinho.
Como você disse que seu objetivo é ajudar os não-humanos da melhor forma, acredito que se afinal ainda não concordar comigo o Leon irá te explicar melhor e indicar uma boa bibliografia como fez (faz) comigo.
Abraços veganos abolicionistas.
Sônia,
Então agora somos veganos abolicionistas socorristas? ;-D
Sarah, eu achei esclarecedor, muito melhor do que repetir a cada vez: “Defendo cães e gatos de rua, mas não só, me explico …………… …………. ……….. ………….. ………….. ………….. ……………. ….. ………. …….. ……….. ……….. ………….. ………….. ….. ………. ……………………………. …………… …………….. ……………. ………. ……… ….. ……………………… ……….. ………… …………………………….. ……….. …………… ………………… ………… ………. ………… ………. …………. ………………….. ……… ………….. ………. …………. …….. …………… …………………… …………………… ……………. …….. ……. não me entenda mal…………………” ; ))
Obrigado Sônia pela contribuição conceitual e, não menos prática.
Acho que há veganos abolicionistas socorristas, e esses não perdem o fio nunca, há os socorristas não veganos nem abolicionistas, e há os socorristas bem-estaristas, que, seguindo a lógica própria dos bem-estaristas, agarram-se a tudo o que é animal maltratado “pelos outros”, ampliando, assim, seu ponto moral de cegueira, para não se deparar com a própria imagem ao espelho.
Por isso escrevi: ninguém, em sã consciência, pode criticar os socorristas por darem socorro a um animal, humano ou não-humano, em sofrimento.
Mas, disso não conclua que salvar esses animais já é o bastante, e deixar o sistemão intacto é tudo de bom; ou, que, salvar esses animais (geralmente só cães ou gatos), é muito virtuoso, já que porcos, galinhas, vacas, vitelos, gansos, coelhos, bois são cortados com a faca no prato todo dia.
Enfim, há socorrista de todo calibre. Mas, para o animal (quero dizer, o indivíduo socorrido) o tipo de socorrista que o atende não importa.
Agora, para todos os outros que estão com a senha na mão, no corredor da morte, à espera do tiro da pistola e do sabre que lhe cortará a garganta, no sistema bem-estarista, não acrescenta nada os outros (os cães e gatos) serem socorridos, porque isso apenas indica a predileção que os humanos têm por cães e gatos, e não por eles.
Analu,
agora que tá ficando mais ético viver nesse mundo, com toda essa (ainda que pouca) gente enxergando que não se pode fazer com os animais o que não se quer que lhe seja feito, você vem com essa profecia! Ah! Deixa um tempinho para a gente não ser destruído antes de ter aprendido!
Quanto ao texto ser muito intelectual, é normal, quando se tem muita, mas muita quilometragem de leitura. Vai lendo que daqui a quarenta anos você não estranhará tudo.
Sua intuição é muito boa, mas pára de me assustar com esse fim do mundo…rs.
eu li a coluna e os comentários outro dia e não entendi quem está certo. só acho que a gianna começou uma discussão desnecessária. se a pessoa não podem usar uma expressão feito rachar cérebro onde isso vai parar? e me desculpe, não entendo da discussão de vocês, mas sei do tempo enorme que se perde pra escrever uma linha, e que a maioria das pessoas ainda tem conexão lenta. e por isso, como podem insistir em continuar uma dicussão que ja tinha sido dita em outra coluna? a gianna disse que os negros, mulheres passaram por um processo de bem estarismo, foram conquistas aos poucos. mas a situação dos negros so nao mudou porque a mao de obra italiana era mais barata do que comprar escravos? nada teve a ver com se preocupar com os escravos. mostrou isso na novela da ana paula arosio que ela era dona de fabrica. as mulheres sao inferiorizadas ate hoje, digam o que disserem. vai uma mulher se exaltar que logo se ouve aquela frase que é falta de um tanque ou coisa pior. nao existe respeito aos negros realmente. a pobreza falta de dinheiro é que acabou igualando brancos e negros, que foram obrigados a conviver. e so pra se dizer que nao existe racismo se voce falar algo que soe errado, voce vai preso. não tem nada a ver misturar a evolução de negros e mulheres com bem estarismo dos animais, simplesmente porque nem negros nem mulhres passaram por processos de bem estarismo. acho a giana muito inteligente e vi que ela disse que faz faculdade de Direito. só não entendo porque o prof leon ja explicou que nesse “é todo um processo” ja esta durando 200 anos e até agora nada mudou. fora iniciar uma discussão por causa de um termo que não remete a nada de ruim. talvez canalha tenha passado desapercebido, mas como a gianna acrescentou e esclareceu, é relativo a cão, pronto, não se usa mais. mas nao quero me intrometer. como diz o índio: voces que são brancos que se entendam!
Mateus,
Eu sinceramente não sei como tirar “canalha” de cão.
Cão vem de “kino” no grego clássico, o que dá origem ao “kinismos” (cinismo), no grego moderno manteve para cínico essa grafia, mas para cão, usam “o skilos ou skilí”.
Por isso que os especialistas em cães estudam cinologia.
Eu não sei italiano, alguém poderia nos dizer a origem etimológica de “canaglia”?
Leon, ainda bem que você foi conferir a etimologia do termo canalha, eu acreditei na Gianna e já ia abolir o uso da palavra, baseada na falsa informação que está no comentário dela. Valeu!
Mateus, obrigada pelo elogio quanto à minha suposta inteligência! hehe A meu ver, não estamos criando discussões desnecessárias, acho importantíssimo que as pessoas que lutam pelos animais conversem e discutam livremente, desde que de forma educada e respeitosa, como está ocorrendo. Sempre há alguns pontos que são mais acalorados, mas não é briga, afinal, estamos todos do mesmo lado. Essa questão se a adoção de medidas que restringem o uso de animais mas não ocorre proibição do uso, como estratégia para o abolicionismo a médio prazo funciona ou não, é um ponto polêmico, a princípio eu acho que em alguns casos ajuda, mas não vou falar nada antes de ler os textos sugeridos pelo Prof. Leon e pela Sarah. Gostei do termo Socorrista da Prof. Sônia, mas preciso de tempo para refletir sobre isso antes de postar uma opinião. Ah, eu não sou estudante de direito, sou médica veterinária. Outra coisa, Mateus, gosto muito dos seus posts, inclusive em outros artigos e reportagens que eu li. Não deixe de colocar sua opinião pois é muito importante. Ainda que você não tenha lido tantos livros ou tenha curso superior, etc, isso não tem importância nenhuma para os animais, para eles o que importa é o que você faz, e sua opinião tem tanto valor quanto o de qualquer outra pessoa aqui. Em uma troca de idéias, o que importa são os argumentos, e não a pessoa que os coloca.
Sobre canalha, pesquisei no google e achei esse texto: “A filosofia e os seus cães: dos cínicos à canalha”. Esse trecho explica: “Ora, a raiz etimológica de canaille e de cínico é a mesma: o cão.” Outro link fala: “Canalha, do italiano canaglia, da raça dos cães, indica o que é vil, infame.”
Desejo um feliz natal a todos!
bom dia. prof Leon, sua pergunta foi retórica, uma pergunta que não exige resposta quase uma pergunta irônica? como acho que não, tentei procurar. parece que não se sabe a verdadeira origem da palavra cão. http://verd.in/6lfv (para encurtar url que ficam muito grandes, pode-se usar esse site http://verd.in/ que diz que planta árvores). porém desde que se pegou o bonde andando, o que se sabe é que cattus era pra cão e gato http://verd.in/t9wr . a cão foi depois acrescentado o “orro” virando cachorro, mas que queria designar qualquer filhote de qualquer raça, e não apenas de cão. http://verd.in/xhzm canalha é bando de cães http://verd.in/tbob porém diz que hoje não se usa mais como bando de cães, e sim como patife (em ingles rascal, outcast = pária). cínico porem apesar de hoje ser usado como pessoa falsa, discimulada, era usado pra (os cinicos) apregoar(em) uma vida simples como a dos caes. http://verd.in/1v86 como canalha não designa mais matilha, bando de caes, abandonou o sentido original, e não se tem mais como referente a cão. mas é como dizem nos scarps do facebook nenhum xingamento tira uma mulher do serio tanto quanto gorda. garanto que a ingrid da peta, bem estarista (os cabalhas como diz o texto) não se importaria em ser chamada de canalha, mas se chamar de gorda…
Gianna, bom dia. eu vi um comentario seu dizendo que esteve numa palestra da OAB no seu estado e por isso fiz esse comentario errado. mas se você é médica, parabéns, é dificil ver um médico se importar com cães que não sejam de marca cara. eu tambem achei o termo socorrista melhor que protetor ou defensor, pois isso significaria dar total assistencia aos caes e bichos sempre que preciso, ou mesmo se tornar uma obrigação permanente. no caso da pobre Laninha se esse termo fosse mais divulgado, aquele ser que filmou lembraria da omissão de socorro, de socorrer. mas é dog rescuer pra ca, dogster, cachorreiro quanto os ativistas querem se desentender com os protetores pra la, e um termo claro que incentivaria o pronto socorro evitando mortes, fica esquecido. parabens por seus 5 au-aus, que vivam muito felizes e fofinhos! vou torcer pra que chova, molhe todos os fogos e nao tenha queima de fogos que tanta estressa os bichos. um ótimo ano novo pra você, sua família, seus au-aus e os amiguinhos deles!
Olha, segundo o houaiss, que é um excelente dicionário, “canalha” deriva etimologicamente do italiano “canaglia” (conjunto de pessoas desprezíveis), derivado de “cane” (cão) + sufixo coletivo e depreciativo “aglia”.
Abs!
Oi, Leon, eu não sei como “salaud” é normalmente traduzido dos textos sartreanos, mas é uma expressão muito comum e minha sensibilidade pra xingamentos (rs) diz que significa justamente “canalha” ou “bastardo”. Digo isto, porque tem outros xingamentos comuns que usam exatamente “sujo”, como “sale arabe” e “sale nègre” = ////
Mas eu não conheço o conceito sartreano de salaud.
Abs!
desculpa por favor faltou só dizer uma coisa. Gianna. eu achei otimo sim essa lei de criança não poder comprar animal sozinha. assim como nos eua tem lugares onde o limite é tres horas na corrente. eu leigamente acho que cães e gatos que são domesticados não tem como voltar ao estado selvagem, seria o mesmo que dizer que intelectuais deveriam voltar ao estado selvagem ou pelo menos não serem mais escritores, ativistas etc. quando voces que são do meio falam de bem estarismo eu leio “bem estarismo dos animais feito bois, porcos, galinhas e peixes”. os abolicionistas falam em cães vadios como se isso fosse possivel. no voce é o reporter tem o post de uma mulher que cuida dos cães doentes de sarna na aldeia indigena. os caes e gatos nao tem condições de viver sozinhos. suas caracteristicas de caça devem ser preservadas, mas sempre cuidados por uma família. em relação a isso acho que voce esta certa sim. eu so me intrometi a dizer que eu acho que nao teve bem estarismo pra negros e mulheres, pois por exemplo na guerra do paraguai onde o brasil massacrou 98% dos homens e deu uma usina como cala-boca as mulheres foram forçadas a ir trabalhar. porque de resto ate parece que em outros seculos eram melhor consideradas como vemos nos filmes. devo estar errado e meu comentario nao tem importancia, so queria dizer que concordo que essa criançada precisa de supervisão de pais pra ter bichinho, ter alias o rigor da adoção de uma criança, e por isso sou contra feiras. ninguem adota criança em feira. se quer adotar, tem que ir no abrigo, passar por avaliação etc.
Vitor e Mateus, ainda bem que vocês foram conferir a etimologia do termo canalha, eu acreditei na Sônia T. Felipe e já ia incluir o uso da palavra, baseada na falsa informação que está no comentário dela. Valeu!
gianna, olá, bom dia. eu não me expressei bem. canalha é bando de cão, e ter incluido essa palavra pra xingamentos “é um canalha”já ficou errado. seria mais certo por exemplo se quiser substituir quadrilha por canalha, pois se refere a um coletivo. e no dicionário de etimologia online que não significa que esteja correto, está escrito assim: “canalha
Vem do latim “canalia”, que significa “bando de cães”. Hoje, “canalha” nada mais tem a ver com cães. E as pessoas já não fazem a associação canalha: cães. Melhor para eles, os cães! ” http://www.dicionarioetimologico.com.br/searchController.do?hidArtigo=CF57C2ACAE7BE4F0500A620687914456
do mesmo jeito, hoje as pessoas mesmo as que não se importam com expressões animalescas fazem questão de separar veado de viado. viado é uma pessoa sem carater. por exemplo miles do filme a estranha perfeita com hale barry. acho muito importante acabar com o uso dessas expressões que degradam os animais. conclusão ainda que tenha abandonado o sentido original assim como capeta é uma capa pequena e passou ser o demonio por ele usar uma capa, capeta abandonou o sentido original de capinha, sendo usado só pra demonio. mas essa coisa de abandonar o sentido original pode sempre voltar, ou não? portanto, apesar do dicionario dizer que abandonou o referente a cão, é melhor não usar as expressões animais depreciativas. não quero corrigir ninguem, mas a mim mesmo pois não escrevo bem. mas realmente não quero mais me meter a escrever comentarios em colunas na verdade voces deviam discutir em grupos fechados, vista a intolerância dos mestres, e num momento oprimir uma pessoa (obvio que nao falo de mim e sim de uma pessoa qualificada, do meio) que inicia um trabalho ainda que longe do primor, mas que estava sendo desenvolvido sobre um determinado cuidados animal (cão, gato, agora nao importa) pra no momento seguinte após a retirada em definitivo dessa pessoa — que sucumbiu as criticas ignorantes de alguem que jamais cuidou de um bicho e quer ditar regra — da comunidade, lançar-se a dizer ser aceitavel sim tal questão. mas na classificação dela nas palavras dela, nos moldes dela, sempre colocando os abolicionistas no topo da cadeia, quando na verdade aquele tema não está na mesma categoria, nem no mesmo reino, ramo, classe, ordem nada do abolicionismo. sao temas que nao são subitem do abolicionismo ou bem estarismo. isso pra mim foi o fim. é uma feira de vaidades. é o proprio verde lagarto amarelo do livrinho antes do baile verde que todos leem no tempo da escola. nao precisa de ensino superior. mas não vou citar nomes nem insinuar. se ninguem se deu conta disso, eu é que não vou falar nada. o jornal da anda desde sempre jamais confundiu tais temas. vai ver a pessoa não percebeu. bom deixa pra la. a conclusão é que não sei responder se canalha é mesmo relativo a cão, mas na duvida, melhor não usar. eu acho. bom ano novo a todos e a anda.
Gianna. ola. eu nao cheguei a conclusão nenhuma sobre o termo canalha. e também não acho que o Vitor tenha chegado. acho que esse termo ainda está em aberto pra alguém esclarecer. eu não devia ter postado nenhum comentário. não tenho conhecimento ou interesse mais em ler as colunas pois é muita critica e teoricidade de pessoas que pra mim não tem niveis aceitaveis de vegabilidade. dizer que um abolicionista que ajuda animal está no topo da cadeia coberto com um manto de santidade e quem ajuda animal é um relés ninguem e está no erro é mesmo o fim dos tempos. misturar abolicinismo e bem estarismo com resgate de caes e gatos em rua são temas que não se misturam, um não é espécie do genero de nenhum, um nao é subitem do assunto ou tema do outro. gianna, se lhe fiz alguma critica, peço desculpas. acho horrivel que fala que rala (trabalha muito) mas verbalizar é o que faz bem, nomear. um psicologo de freud poderia confirmar isso. não se deve reprrender as pessoas. foi o que eu quis dizer com relação ao que eu disse. deixa pra la. espero que entenda. e se nao entender, deixa pra la. so queria tentar explicar isso. retiro-me porque alem de ser chamado a atenção injustamente, não vou concordar com perversão (bullying entre adultos não é o termo correto, bullying é no ambiente escolar). não me refiro ao prof leon de forma alguma. é um (a) outro autor (a) ou outro participante da anda de nivel. nao importa.
Leon,
acho melhor vc parar de estudar grego clássico e começar a pesquisar na atual grande fonte de conhecimento chamada Google e Wikipedia.
sarah r. se você está de deboche, meus pêssames. vai se informar sobre a precisão dos artigos da wikipedia. você levaria um susto. alias, o que eu estou fazendo me dirigindo a uma adolescente? o cara ja é teu professor, meu jesus voce tem que monopolizar a atenção dele na internet também? ninguem mais pode se dirigir ao leon?
Oi, Sarah, acho que é simplesmente o caso de usar a CABEÇA pra aplicar o filtro certo, no caso, os dicionários.
Relaxa, mateus, continua se cultivando que vc relativiza a sua autoridade e a dos outros rapidinho, e deixa de tomar por pessoal qq meia palavra rs
Eu de deboche Mateus? Imagine. Agora que você falou que os artigos da wiki são tão precisos, é que ele deve mesmo parar de estudar grego clássico. E poxa, olha onde eu uma mera adolescente esteve em setembro desse ano: http://www.rumoatolerancia.fflch.usp.br/ Eu não estou monopolizando nada, não sei se você deu uma olhada direito na ANDA, mas eu também comento em outras colunas, ou vc vai me dizer que eu estou monopolizando a ANDA também.
Oi vitor, concordo com vc, só acho que não devemos colocar 100% de certeza no que alguns sites colocam, não é? Devemos confirmar se as fontes estão realmente certas.
Abraços
Mateus, eu não quero postar mais sobre a discussão porque ainda estou lendo os textos do Luciano. Vai demorar uma semana pelo menos hehe Mas vou continuar sim os meus argumentos (se ao final da leitura ainda os considerar pertinentes) explicando que não é tão pacífico assim que melhorar as condições dos animais agora quando possível, enquanto lutamos por medidas mais drásticas AGORA impossíveis, faz mal para a causa. Quem diz que as condições dos animais 200 anos atrás era melhor do que agora se refere exclusivamente às condições dos animais de fazenda com a revolução verde. O status dos animais hoje é muito melhor. Queria ver se um professor jogando uma galinha por cima de um muro escolar seria notícia de jornal, por exemplo. Ah, e infelizmente ainda existe racismo, sexismo e outros preconceitos e abusos… ainda existe estupro… ainda existe homicídios… mas pelo menos a vasta maioria da população e as leis são contrárias a tais coisas. O objetivo é ao menos chegar ao mesmo patamar com a questão dos animais. E, daí sim pode ser utópico, um dia chegaremos a um mundo onde ninguém quer ou precisa matar, roubar, estuprar, seja pessoas ou animais.
Hum, agradeço muito os votos natalinos para eu e meus cachorrinhos, foram as melhores palavras que eu recebi nesse final de ano! Desejo o mesmo a você e sua família, muitas felicidades e que os animais que porventura você esteja cuidando nesse momento sejam felizes e só te dêem alegria!
Eu agradeço a reprimenda aos termos utilizados por mim contrários ao termo “rachar cérebros”. Você tem razão, da próxima vez posso ser mais polida e explicar melhor a minha opinião. Não precisa voltar atrás. hehe
Já o termo canalha está dando o que falar… não passaria de, como o Mateus gentilmente colocou, uma palavra que passou desapercebida… o que é irônico neste caso é que as pessoas não querem reconhecer um erro, especialmente quando estavam criticando outras pelo mesmo erro.
Sarah, pra mim não faz diferença se você foi a um congresso de direitos dos animais ou se você é uma adolescente. Para mim, o próprio Tom Regan pode falar algo que eu não concorde e um assassino de animais pode estar correto sobre um aspecto específico de um assunto, e eu vou concordar com ele. Eu avalio cada frase e vejo se faz sentido para mim. Você, obviamente, merece os parabéns por, tão nova, já ter consciência animal e se interessar pelo tema, coisa que muitos de nós desejaríamos ter feito na sua idade. Agora, depois que eu e o Mateus colocamos diversos links, ainda que teoricamente duvidosos (sim, pesquisei no google, e com ele encontrei o texto que citei – um trabalho de pós-doutorado da Universidade de Paris), e o Vitor colocou algo irrefutável, não entendi seu comentário. Que bom que o Prof. Leon estuda grego clássico, é louvável, mas não vi relação com a etimologia da palavra canalha.
Leon, no site da ANDA tem censura? É que faz pouco tempo que eu conheço o site e não conheço todas as regras. Postei um comentário há pouco tempo e agora não aparece… fiquei confusa.
Gianna, não é censura. é consulta jurídica gratuita. imagina escrever algo que só vai te complicar a ponto de alguém te processar? ainda bem que existe avaliação prévia da anda. sei que no seu caso é uma pessoa de nível, mas tem muitos que escrevem e depois veem que escreveram besteira ou coisas sem noção e não vão ter como apagar.
sarah. onde está a palavra mera no meu texto. não disse que você é uma mera adolescente. eu sou um mero adulto. eu só acho que o fato de na sua pouca idade estar tão engajada na causa animal, e que alias antes de ler que voce era aluna do leon, cheguei a achar que você tinha uns 50 ou 60, por causa de seus outros comentários antigos em outros posts. só acho que o fato de você ser tão inteligente não faz de você uma pessoa necessariamente boa. voce continua com seu deboche. ou será que sou tão desprovido que não consigo mais distinguir? acho que foi deboche de novo sim! não vou mais comentar nas colunas, não tenho ensino superior e daí se minha fonte de pesquisa é o google? se acha tão boazinha na causa animal e humilha as pessoas? me dirigi ao site errado! entro aqui pra ler o jornal, não as colunas. e só pra constar, passando dos 18 e com grau de instrução elevado, nem tente achar que menosprezar é praticar bullying sem importancia. tratar as pessoas com deprezo é perversão mesmo. eu que disse? não. os psicologos. qualquer coisa, dirija-se a eles!
Bom, eu desisto da anda então. Tenho certeza absoluta que não seria processada por retribuir os seus votos natalinos e colocar algumas idéias. Demora meia hora para escrever um argumento consistente e educado e, apenas porque é contrário à opinião do autor, é sumariamente deletado sem maiores explicações. E não é a primeira vez que acontece comigo.
Não sei a que comentário se refere. Reecaminhe, se ele foi mesmo deletado.
Mateus,
A palavra “mera” não altera o sentido da frase, é que simplesmente uso algumas figuras de linguagem que aprendo na escola, nesse caso, a ironia (não deboche). Não estou humilhando ninguém, nem menosprezando. O fato é vc usou o recurso a autoridade, perguntando “alias, o que eu estou fazendo me dirigindo a uma adolescente?”, Ao postar o link, só quis mostrar que isso não serve numa argumentação, pois idade biológica, não é critério para dizer a idade mental. Boa, sou depende do momento e da pessoa. Não estou te criticando pelo fato de vc não ter ensino superior, porque faz tanta questão de escrever isso nos seus comentários? A e, por favor, hoje em dia todos usamos o google, só não podemos colocá-lo como a suprema fonte de conhecimento. E por favor, pare de fazer ataques pessoais, porque eles não servem de nada. Eu quando tiver 18, vou ser só mais uma de muitas estudantes, ao contrário do que você deva achar, não saiu por ai achando que sei muito, pois a única coisa que “sei é que nada sei”. Fazer uma analise critica de ideias, etc., não é dizer que sou demais, pois qualquer pessoa pode fazer isso.
Louise (ou devo dizer Gianna?)
Meu comentário 55, não foi endereçado a você, já me expliquei no comentário ao Mateus, a relação o Leon deixou bem clara:
Eu sinceramente não sei como tirar “canalha” de cão.
Cão vem de “kino” no grego clássico, o que dá origem ao “kinismos” (cinismo), no grego moderno manteve para cínico essa grafia, mas para cão, usam “o skilos ou skilí”.
Por isso que os especialistas em cães estudam cinologia.
sarah eu nao queria mais escrever, só que o problema é que eu nao disse nada disso a que voce supostamente respondeu. “não houve deboche, foi ironia” ah, jura? que alívio! isso muda tudo. no meu tempo bullying era “será que o mundo todo está errado, só você está certo?”. uma mentira dita varias vezes vira verdade. quem começou com ataques pessoais foi você. presta atenção. retiro-me em definitivo.
Gianna comentário 49
Você é mesmo sem caráter, heim? Você escreveu que o termo canalha, empregue pelo Leon, era especista, porque derivava de cão. Eu acreditei no que você tinha escrito, fiz até uma referência no meu texto, que depois pedi para a ANDA apagar. Enquanto isso, o Leon foi pesquisar e não encontrou nenhuma etimologia do termo canalha vinculado a cão, algo que você tinha escrito. Agora você escreve que eu dei uma informação errada? Vocè é da pior espécie, mesmo! Dá uma olhadinha no Aurélio, e nos dicionários de Latim-português, para ver se algum deles afirma o que você afirmou.
Sobre a etimologia da palavra canalha, parece que há controvérsia! O aurelião não traz o derivado de cão, conforme foi postado acima, nem o traz o Dicionário Português-Latim, Latim-Português.
Gianna parece estar aqui nessas páginas só para espalhar seu ego! Que feio! A todo momento escreve que vai sair dos comentários, mas volta a escrever. Desiste de uma vez, vai escrever em outro lugar! Cria um blog só para despejar tudo. Mas não espere ser lida por gente que contribui para a luta em defesa dos animais. Saindo da ANDA, seu sonho de consumo, seu nome vai para a concha de ostra.
Mateus,
quando não se têm argumentos é melhor se retirar mesmo.
muita luz para você
Abraços veganos
não se cansou do bullying não? jesus não posso evitar me lembrar duma cena dum filme onde ao japa ser interrogado chega a detetive e ele fala “quem é essa megera?” os pop ups foram abolidos na internet, mas como seriam uteis na vida real. toda vez que afrontado por uma pessoa ruim, um pop up com essa frase apareceria pro cidadão de bem sinalizando que há alguém cavando uma discórdia. esses são os jovens construindo o brasil do futuro. fica com tua luz que cega e teus abraços de deboche pra ti. vou me retirar sim. e isso não é de tua conta.
Mateus,
acho que vou ter que repetir uma frase da Sônia: “Que feio! A todo momento escreve que vai sair dos comentários, mas volta a escrever.”
Só porque não sabe argumentar, eu que estou fazendo bullying. Depois de tudo o que escreveu deveria rever o que é bullying.
Eita ferro, difícil acreditar que o leon e a sônia ainda não encontraram a origem etimológica de “canalha”, está em qualquer dicionário etimológico, inclusive no houaiss, e a referência a cão existe, só procurar no dicionário italiano-latim.
Oi Vitor,
Eu acredito que seria difícil se esse tivesse sido meu propósito, não passei meu dezembro e não vou passar meu janeiro buscando a origem etimológica de “canalha”, isso pouco me importa. Uma pessoa disse que vem de cão, eu apenas disse que a origem de cão não levaria a canalha, depois colocaram que a origem vem de “cane” no italiano. Usei o termo, tenho consciência do que ele significa, foi direcionado aos bem-estaristas. Algumas pessoas se sentiram ofendidas. Se a carapuça serviu… eu não vou adotar depois desse artigo a “filosofia do fofinho”, não faz meu estilo. Não tenho a mínima pretensão de agradar todo mundo, por isso ser simplesmente inviável. Não vou deixar de atacar o bem-estarismo, que é a pior forma de especismo. Não escolherei palavras bonitinhas para me referir a eles. Posso estar parecendo muito ríspido, grosso, até autoritário, mas o meu ambiente de trabalho é um reduto de bem-estaristas, com um forte poder de convencimento, pois são professores, são bons retóricos.
Quanto a Sônia não posso responder por ela.
Abs,
Oi, Leon, eu não acho que vc foi grosso nem autoritário: às vezes, pareceu bobo, outras vezes, articulado, mas é assim mesmo, nada de agressivo nem nada de errado nisso.
Não se trata de fazer filosofia do fofinho, trata-se de distinguir contextos, simples assim.
Bom, finalmente, como participante da conversa, eu me importei, por isso passei alguns minutos do meu dezembro a procurar e encontrar a etimologia.
Abs!
Ah, e realmente não importa se eu discordo disso ou daquilo, sou tremendamente grato pelo seu trabalho do mesmo jeito.
Abs!
Oi Vitor,
tambem sou grato pela sua participação aqui na ANDA.
abs!

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