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Operação Voo Livre

PF prende três pessoas por tráfico de aves silvestres em Aparecida de Goiânia (GO)

16 de janeiro de 2016 às 20:30

Voo Livre

Divulgação

A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta quinta-feira (14), três pessoas suspeitas de traficar aves silvestres, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Com os detidos, foram encontradas cerca de 100 aves, que foram resgatadas e encaminhadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). A prisão faz parte da Operação Voo Livre, deflagrada, também, em Tocantins e em São Paulo, que procura desarticular uma quadrilha de tráfico de animais.

Segundo o delegado da PF responsável pela operação, Cleyber Malta Lopes, todos os presos já tinham passagem pela polícia pela mesma prática. “Observamos a reincidência dos envolvidos nesse tipo de crime ambiental que, por ter pena branda, acaba por permitir que eles continuem praticando”, afirmou.

Também estão previstos 8 mandados de busca e apreensão e 10 de condução coercitiva em Goiás. Outros dois suspeitos do mesmo crime também eram procurados pela PF no estado, mas não foram encontrados. De acordo com o delegado, a suspeita é que cerca de 35 pessoas fizessem parte do grupo que capturava e comercializava araras, papagaios, e aves de canto.

“Os membros da quadrilha em Goiás eram responsáveis pela comercialização dos animais e até mesmo por enviá-los para serem vendidos em São Paulo”, relatou Lopes.

O delegado afirma que o grupo era dividido em três atividades principais. Os coletores, que, segundo ele, eram pessoas do campo, responsáveis por retirarem os animais do seu habitat. Os comerciantes, que traficavam os animais. Além deles, em paralelo às duas categorias, estavam os financiadores, que disponibilizavam recursos para que os crimes fossem praticados.

“Os coletores, sem dúvida, eram pessoas muito simples. Cometiam o crime por conta de R$ 60 pela ave capturada”, afirmou o delegado. Conforme as investigações, as aves chegavam a ser comercializada por R$ 2 mil. Apesar de nesta quinta-feira terem sido resgatados 100 animais, o investigador afirmou que outras 500 aves já haviam sido resgatadas em outras apreensões no estado.

Condições ruins

O chefe da Delegacia do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico do Tocantins, Hugo Haas de Oliveira, afirmou que o principal financiador do crime estava aqui em Goiás. Ele ressalta as péssimas condições em que os animais foram recuperados.

“É extremamente criminosa a ação destas pessoas, que transportavam os pássaros em caixas fechadas, sem ventilação. Em todas os resgates que fizemos havia animais mortos”, afirmou Haas.

Os envolvidos devem responder pelos crimes de receptação qualificada, associação criminosa, falsificação de selo público federal, caça, maus-tratos, comércio interestadual de animais silvestres e organização criminosa. Se condenados, podem pegar até 15 anos de prisão, segundo o delegado.

Fonte: G1

Nota da Redação: Como nós, os animais nasceram para viver livremente. Manter um animal engaiolado é um dos crimes mais cruéis do ponto de vista ético. Infelizmente as nossas leis ainda permitem que algumas espécies de aves sejam caçadas, comercializadas e aprisionadas apenas para satisfazer a ganância e os desejos inconscientes e cruéis de algumas pessoas. Não podemos mais aceitar calados este tipo de prática como também todas as outras que tratam os animais apenas como mercadoria ou objeto de decoração. As leis precisam avançar e proibir qualquer forma de manutenção de animais em cativeiro.

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