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Carol Zerbato

Você está livre, Tilly

14 de março de 2016 às 17:02

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Divulgação

Você, um parente, um amigo. Algum conhecido já levou a família para passar as férias com ele. Afinal, férias é sempre tempo de viajar, rever quem está longe, se divertir com a família. Por ironia, não para ele. Faz muito tempo que ele não vai para casa. Ele não vê a família há mais de 30 anos.

Talvez seus familiares acreditem que ele não foi visitá-los por conta das úlceras estomacais, desenvolvidas ainda na infância. Quando criança, ele só era alimentado se fizesse alguma gracinha. Dessas que os pequenos fazem e a gente ri e aplaude. E, para que todos rissem e aplaudissem, ele era obrigado a fazer truques de hora em hora, 8 vezes por dia, 7 dias por semana.

Podem achar também que ele não foi visitá-los por estar ocupado demais com os filhos – 54% da população de onde ele vive hoje tem seus genes. Mas, na verdade, ele já não tem contato com nenhum deles. Foram todos vendidos.

Ou, então, pensem que ele não apareceu por ter vergonha do seu comportamento repetitivo anormal de mastigar portões de metal e paredes de concreto.

Com certeza, não ficaram sabendo que ele está muito doente. Que ele pouco se move. Que onde ele vive tem, aproximadamente, 0,0001% do tamanho de onde ele vivia com a família. Que, por conta de uma infecção nos pulmões, ele está à beira da morte.

Ele é Tilikum, a maior orca em cativeiro, capturada em 1983 aos dois anos de idade e, tempo depois, vendida como uma mercadoria a um parque de Orlando, na Flórida, EUA, que a explorou como tal até hoje. Onde ele passa seus últimos de vida doente e letárgico, prestes a partir pelo menos 24 anos antes que o tempo médio de vida de uma orca em habitat.

Perdão por tudo e por todos, Tilly. Ao menos, quando você partir, estará finalmente livre.

Com informações de SeaWorld of Hurt/Peta e The Dodo.

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