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Cadela ferida com água quente volta para a igreja

14 de janeiro de 2016 às 6:40

Adelaide ainda está se recuperando, mas já voltou para as missas. Descrição para deficientes visuais: Cadela marrom clara está deitada embaixo dos bancos de uma igreja. Foto: Diário do Sertão

Adelaide ainda está se recuperando, mas já voltou para as missas. Descrição para deficientes visuais: Cadela marrom clara está deitada embaixo dos bancos de uma igreja. Foto: Diário do Sertão

Fátima ChuEcco/Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Adelaide não perde uma só missa na Paróquia São Francisco de Assis da Cidade de Monte Horebe, em Cajazeiras, na Paraíba. Ela também acompanha os eventos da cidade e gosta de ir ao colégio. É muito conhecida e querida pelos moradores da pequena cidade. Mas embora extremamente amável e sociável, no dia 27 de dezembro ela sofreu um ataque, provavelmente com água quente (não se sabe ao certo), e quase morreu. Ela apareceu na missa daquele domingo toda ferida, latindo e chorando de dor. A notícia foi publicada na ANDA e teve mais de 11 mil curtidas.

No entanto, não havia na época informação sobre o estado da cachorra. Inúmeros leitores contataram o Diário do Sertão (jornal local) e pediram apuração dos fatos. Soube-se então que a polícia tinha um suspeito do crime e que Adelaide havia sido socorrida pela vendedora Jéssica Dias que já vinha alimentando e cuidando da cadela há algum tempo. Ela recebeu ajuda de outro morador local para administração de medicamentos, mas não chegou a ir em veterinário. “Ela já está melhor. Está um pouco fraca, mas já está na rua e, por incrível que pareça, está frequentando a igreja de novo”, disse Jéssica Dias ao Diário do Sertão.

É comportamento natural de muitos cachorros de rua frequentar locais onde as pessoas se reúnem. É onde recebem atenção de crianças, ganham guloseimas e afagos. Vários desses cães gostam também de frequentar igrejas e escolas. Talvez se sintam acolhidos nesses locais ou fazendo parte de uma grande família. Lamentavelmente, essa atitude, por vezes, provoca a ira de pessoas que já possuem uma aversão a animais. Na China, em 2014, um cachorrinho conhecido como Casper, que frequentava aulas em uma universidade bastante conceituada, foi brutalmente morto pelos próprios funcionários da escola e jogado no lixo. O cão era bastante comportado, até mais que muitos alunos, e ficava o tempo todo quietinho assistindo as aulas. Ele foi notícia de jornais e TV. O ato revoltou os estudantes, mas nada foi feito a respeito.

Bubba é plenamente aceito nas aulas de duas escolas americanas. Descrição: Gato adulto amarelo e branco está deitado no carpete de uma sala de aula. Atrás dele estão vários estudantes sentados em suas carteiras. Foto: Facebook Bubba Cat

Bubba é plenamente aceito nas aulas de duas escolas americanas. Descrição: Gato adulto amarelo e branco está deitado no carpete de uma sala de aula. Atrás dele estão vários estudantes sentados em suas carteiras. Foto: Facebook Bubba Cat

Num exemplo contrário, o gatinho Bubba frequenta livremente as aulas de duas escolas da Califórnia (EUA). Aliás, fizeram até um crachá de estudante para ele. Bubba não é um gato de rua. Foi adotado em 2009, mas seus tutores deram-lhe a possibilidade de uma vida livre. Sua história já estampou diversos jornais da região e sua página no Facebook tem mais de 50 mil fãs (vide Bubba cat). A tutora, Amber Marienthal, mantenedora da página, agradece os funcionários e alunos pelo carinho e se diz confiante que as futuras gerações tratarão os animais com mais respeito a partir de exemplos como o de Bubba, acolhido pela comunidade.

Bubba já foi inclusive capa da revista de uma das escolas que frequenta. descrição: Capa de uma revista escolar onde Bubba aparece de corpo inteiro, sentado como um bom aluno. Foto: Facebook Bubba Cat

Bubba já foi inclusive capa da revista de uma das escolas que frequenta. descrição: Capa de uma revista escolar onde Bubba aparece de corpo inteiro, sentado como um bom aluno. Foto: Facebook Bubba Cat

*É permitida a reprodução total ou parcial desta matéria desde que citada a fonte ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais com o link. Assim você valoriza o trabalho da equipe ANDA formada por jornalistas e profissionais de diversas áreas engajados na causa animal e contribui para um mundo melhor e mais justo.

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