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Apelo internacional

Conflito armado no Congo chega à creche dos gorilas

13 de julho de 2012 às 14:24

Por Fátima Chuecco (da Redação)
(em contato direto com diretor do Parque de Virunga)

Emmanuel de Merode, diretor do Parque Nacional de Virunga e gorila órfão (Foto: Divulgação)

No domingo, dia 8, a guerra civil na República Democrática do Congo chegou até a estação do Parque de Virunga onde estão os gorilas orfãos. Grande parte do Parque foi invadida por unidades rebeldes e todas as famílias dos guardas florestais (conhecidos como HUGOS) foram evacuadas. No entanto, 40 guardas ficaram para trás para proteger com a própria vida uma família de gorilas orfãos que se encontra no local.

A maioria deles perdeu os pais nas mãos de caçadores ou foram resgatados do tráfico de animais. Um filhote vale uma pequena fortuna no mercado negro. Os orfãos são muito familiarizados com os humanos e não possuem qualquer chance de sobrevivência se forem soltos na floresta, mesmo porque, nesse momento, toda a região florestal destinada às famílias de gorilas está sob intenso conflito armado.

Creche dos gorilas (Foto: Diivulgação)

Na manhã de ontem, dia 12, houve ataque de helicóptero sobre Bukima, local onde fica um posto de patrulha do setor dos gorilas. Três helicópteros de combate da ONU e dois do exército congolês dispararam mísseis. “É a primeira vez que vejo militares da ONU e congoleses em operações conjuntas. Quase fui morto quando tentava transferir um gorila jovem para uma área mais segura. Definitivamente, é o momento mais assustador dos últimos dias”, disse Emmanuel de Merode, diretor do Parque Nacional de Virunga.

Ele conta também que é extremamente difícil saber o que vai acontecer a seguir: “As decisões têm de ser feitas a cada hora sobre onde mover as pessoas, animais e equipamentos. Estamos nos baseando em informações incrivelmente superficiais, de pessoas com poucos recursos para comunicação, mas que mesmo assim tentam nos avisar dos ataques”.

Ajuda internacional

Foto: Divulgação

A situação requer rápida e intensa ajuda internacional. Por isso Emmanuel pede doações em dinheiro para acudir a população e famílias dos guardas, e também pede a dissiminação da situação que se instalou na região desde março desse ano. Três guardas florestais já foram mortos desde então. Os gorilas do Parque de Virunga são bastante habituados ao convívio humano e há risco de procurarem socorrro e aproximação justamente de humanos inimigos.

A crise pode ser melhor entendida em www.virungacrisis.org por meio de um emocionante video que conta toda a história dos gorilas da região até os dias atuais:

Para mais informações e fotos, acesse aqui.

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