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Solução é a castração

Saiba reconhecer os sintomas da gravidez psicológica nos animais

12 de março de 2011 às 13:34

A cadelinha Neguinha, de raça indefinida, já é mamãe faz tempo – ela teve cria duas vezes –, mas enfrenta um mesmo problema sempre que sai do cio: a  gravidez psicológica.

“Ela pensa que teve bebê. Fica deitada no tapete e os outros cachorros não podem chegar perto, pois ela pensa que vão pegar o seu bebê”, conta sua tutora, Jaqueline Porpeta Batista.

Além desse comportamento, Neguinha apresenta um sintoma clássico da gravidez psicológica. “Seus mamilos ficam inchados e até já chegou a sair leite”, relata.

Não pense que apenas a Neguinha está sujeita ao comportamento. De acordo com o veterinário Jorge Costa, a gravidez psicológica em cachorras é mais comum do que nós pensamos e pode ocorrer em cadelas que já cruzaram ou não.

“Após o cio, há uma variação hormonal muito grande, que é como se ela estivesse grávida. A maioria apresenta os sintomas da gravidez, mesmo não estando nessa condição.”

Jaqueline mostra um dos sinais da gravidez psicológica de Neguinha (Felipe Barduchi/Agência BOM DIA)

Os sintomas são iguais aos da verdadeira gravidez e incluem falta de apetite e de vontade de brincar ou ficar perto de humanos, posse e proteção exagerada de objetos como sapatos, camisetas, pedaços de pano, almofadas ou bichinhos de pelúcia. Elas podem inclusive apresentar comportamento agressivo e, por incrível que pareça, a agressão por proteção maternal é mais comum em fêmeas que não possuem filhotes do que nas que acabaram de parir.

“Isso dura, em média, dois meses e acontece sempre após o cio. Tem animal que os sintomas são mais perceptíveis”, explica o veterinário.

Só existe uma maneira de acabar com o problema: a castração. “Além da gravidez psicológica, a castração evita a piometra (infecção do útero), tumor de mama e doenças sexualmente transmissíveis”, destaca Jorge.

Então, se você não quer que sua cachorrinha dê cria, castre e evite problemas como a gravidez psicológica.

Principais sintomas

Falta de apetite:  A fêmea pode passar a comer menos ou até chega a recusar a comida durante esse período.

Agressividade: Como uma defesa e uma forma de proteger os filhotes imaginários, o animal se torna mais agressivo.

Carência: Ao mesmo tempo, o animal pode querer brincar mais e aumentar seus  pedidos de atenção ao tutor.

Mamas inchadas: Algumas chegam até a dar leite. O perigo nessa fase é a gata ou a cachorra passar a lamber demais para limpar e deixar a área sensível vulnerável a doenças.

“Enxoval”: Preste atenção se sua  animal anda preparando uma espécie de ninho para receber os filhotes de mentira, além de adotar um objeto, como um bicho de pelúcia, para cuidar e proteger.

Fonte: Rede Bom Dia

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