ÚLTIMAS NOTÍCIAS:
  • Compartilhe

Texto

"Tratados como escravos"

Estudante faz abaixo-assinado em MT contra carroças puxadas por animais

05 de janeiro de 2016 às 15:30

Divulgação

Divulgação

A universitária Thaís Fonseca Figueiredo, de 20 anos, que mora em Cuiabá, está fazendo um abaixo-assinado para tentar sensibilizar os legisladores sobre os maus-tratos sofridos por cavalos que puxam carroças. A única lei municipal em vigor sobre a temática disserta somente sobre o horário em que esses veículos podem circular.

“Uma das vezes o animal levou tantas chicotadas que veio para o outro lado da pista onde quase sofri um acidente, pois dirijo em Cuiabá. Outra vez foi um cavalo fraco, desnutrido cheio de feridas, que carregava um senhor e seus entulhos. Notava-se que o senhor não tinha condições de cuidar de um animal de grande porte e que aquele animal estava ali somente para ser escravo”, diz trecho do texto em que pede apoio das pessoas para a proibição.

Um dos exemplos verificados por ela foi o da prefeitura de Curitiba (PR), que proibiu em outubro do ano passado a circulação de veículos com tração animal na cidade. Ela não pretende apenas alcançar a meta do site – que é de 25 mil assinaturas – e que o objetivo é que o abaixo-assinado consiga o apoio de, pelo menos, 300 mil pessoas.

Thaís, que cursa enfermagem, conta que é uma simpatizante do ativismo digital [também chamado de cyberativismo] já há alguns anos e que decidiu defender a causa dos animais porque sempre gostou muito de animais. O abaixo-assinado tem, atualmente, 19 mil apoiadores, mas ainda está longe da meta, segundo a criadora. Ela defende a internet como ferramenta política para essas mudanças e crê que essa é uma boa forma de se lutar pelas coisas em que se acredita.

“Comecei nesta causa animal quando conheci e comecei a me envolver com as causas veganas [pessoas que não consomem nada de origem animal]. Como já tinha certo interesse pelas lutas políticas pela internet, decidi entrar na luta pelos direitos animais. Acredito que a internet é a melhor ferramenta para se fazer esse tipo de coisa, ela é muito ampla e a mensagem alcança muita gente”, argumenta.

Ela participa de vários grupos de defesa aos direitos animais em redes sociais e que atuou, inclusive, em um caso na capital. “Uma vez vi um cachorro muito debilitado em um casa. Espalhei a história pelos grupos e realizei a denúncia para alguns órgãos. Depois de algum tempo, voltei ao local e vi que o cão estava bem saudável e com uma aparência 100% melhor. Fiquei muito feliz com aquilo”, diz.

Sobre o abaixo-assinado, ela relata que criou após verificar uma notícia em que dizia que a cidade de Curitiba debatia medidas para proibir o uso de veículos com tração animal. Além disso, ela afirma que uma experiência pessoal a fez decidir atuar na questão.

“Passo em uma avenida de Cuiabá e vejo todos os dias um homem em uma carroça sendo puxada por um cavalo. Claramente, o animal está bem debilitado, porque manca e está bem magro. Acho errado isso, é muito peso. Choro todo vez que vejo”, revela.

Ela disse quase ter sofrido um acidente após ter sido fechada por uma carroça. Segundo ela, que costuma trafegar de moto por Cuiabá, ver algum tipo de transporte desse sendo puxado por um animais é frequente.

“É o mínimo de assinaturas para fazer alguma diferença prática. Quando chega nessa valor, as pessoas se mobilizam mais”.

Fonte: Expresso MT

  • Compartilhe

  • Imprimir Imprimir
  • Comunicar Erro

Enviar para um amigo
Comunicar erro

eu apoio a anda

Janine Borba

Janine Borba

Dizem que quem não gosta de samba bom sujeito não é, pois eu acho que quem não gosta de bichos bom sujeito não é! Eu que

Janine Borba
Jornalista e apresentadora

Jornalista e apresentadora

Suprema Mestra Ching Hai

SMCH+3

O prêmio de Compaixão Mundial foi concedido em reconhecimento às brilhantes conquistas da Agência em informar o mundo do

Suprema Mestra Ching Hai
Líder mundial humanitária

Líder mundial humanitária

Veja todos os depoimentos »

Facebook
Você é o repórter
Siga a ANDA: