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Direitos dos Grandes Primatas - Pedro A. Ynterian

937 chimpanzés aguardam a liberdade

04 de setembro de 2012 às 14:00

(Imagem: Reprodução)

Um Grupo de Trabalho do NIH (Instituto de Saúde Norte-Americano) que discute o fim do uso dos chimpanzés em pesquisa médica se reunirá nos Estados Unidos no próximo dia 5 de setembro. Ainda existem 937 chimpanzés em laboratórios norte-americanos, de 10 a 20% deles ainda são torturados absurdamente em procedimentos invasivos, que nunca deram nenhum resultado. Os outros aguardam para serem libertados definitivamente da possibilidade de voltar às mesas cirúrgicas, que já foram seu destino no passado.

A Dra. Theodora Capaldo, Presidente da organização NEAVS (New England Anti-Vivisection Society), que luta através do Projeto R&R para aposentar todos os chimpanzés definitivamente da tortura médica, enviou uma correspondência esclarecedora aos membros do Grupo de Trabalho do NIH.

Resumindo sua clara argumentação, podemos dizer que em mais de 50 anos de uso de chimpanzés na tortura médica, nada substancial foi obtido de resultados científicos que realmente ajudasse a lutar contra o HIV, Hepatite C, Câncer e outras doenças.

É evidente que os chimpanzés não são um modelo útil e ideal para se usar na pesquisa biomédica. Lamentavelmente, depois de trucidar centenas destas vidas, chegamos a essas conclusões e ainda temos dúvidas – não a imensa maioria da sociedade e sim um pequeno grupo que dirige o NIH – de que nossos irmãos primatas podem ser úteis na pesquisa médica.

Segundo revela a Dra. Capaldo, um terço dos chimpanzés em laboratórios já é velho e a maioria está tão estressada pela vida infame que leva que tem reações fisiológicas totalmente patológicas, o que os converte em modelos inválidos como similares aos humanos.

Outra revelação interessante é que a grande maioria dos chimpanzés que ficou anos em laboratórios sendo torturados, e depois foi enviada a Santuários, lá terminou falecendo. Os resultados das autópsias detectaram profundas doenças crônicas em seu organismos, provando que os centros de pesquisa estavam usando seres doentes como se fossem normais.

Se ainda existe algo de sensibilidade e sanidade mental na direção do NIH norte-americano, que por outro lado tem dado altíssima contribuição na luta contra as doenças no Planeta, deve ser o de libertar aqueles 937 irmãos primatas, que aguardam desesperadamente para viver os últimos anos de suas vidas agoniadas em liberdade.

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