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Ativistas franceses chocam público com teatro de matadouro

04 de fevereiro de 2016 às 22:00

Por Carole Raphaelle Davis/Examiner (Tradução: Dhamirah Hashim/ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais)

Protesto-vegano-na-franca

Mais de 100 ativistas dos direitos animais da Collectif ILA (Indignés pour la Libération Animale) se reuniram na última semana em Nice, na França para marchar pela abolição da carne. Os ativistas marcharam até a Place Massena, a principal praça da cidade, gritando e brandindo cartazes gráficos de animais sendo mortos. Lá, convidando o público a “se atreverem a assistir”, eles fizeram uma performance ao vivo que incluiu atores disfarçados de animais sendo mortos por um “açougueiro” sádico.

“Venha e assista, se você se atreve!” bradou Joel Cessio, um porta-voz do Collectif ILA, em seu megafone para a multidão reunida em torno dele. “Você ficará chocado ao ver como os animais são torturados para que você possa ter um pedaço de carne! Não há nenhuma razão para comê-los! Você pode ser saudável através da adoção de uma dieta vegana! Nós não somos carnívoros! Nenhum carnívoro já morreu de artérias bloqueadas!,” ele disse.

Centenas de pessoas se aglomeraram ao redor para ver o teatro de rua, que incluiu uma cena de uma mesa de jantar, formalmente arrumada com um candelabro, em que três jovens e elegantes mulheres fingiam festejar com intestinos reais de porcos. A carne estava pingando sangue, que respingava em todo o pano de mesa. Em um ponto, o ator que interpreta o açougueiro veio à mesa e ergueu as partes do porco para o público – o sangue real dos porcos se misturando com o sangue falso em seu traje.

O “açougueiro” arrastou atores vestindo máscaras de animais para o chão e fez que cortava suas gargantas enquanto eles se contorciam na calçada, tremendo e gritando como os animais fazem nos matadouros.

Mais de 56 bilhões de animais de fazenda são mortos todos os anos por seres humanos. Mais de 3 mil animais morrem a cada segundo em matadouros em todo o mundo. Estes números não incluem peixes e outras criaturas do mar cujas mortes são tão grandes que só são medidas em toneladas.

O The Nice March to Abolish Meat foi coordenado com outros eventos para “fechar todos os matadouros,” em Paris e Lyon. O movimento vegano está ganhando terreno na França e questões dos direitos animais são um tema quente na imprensa local. Recentemente, a L214, uma organização líder francesa dos direitos animais conduziu uma investigação secreta em um matadouro em Alès, uma pequena cidade em Provence. As filmagens da investigação, mostrando animais sendo brutalizados por funcionários do matadouro, eram tão sangrentas e violentas que tornaram-se notícias de primeira página e chocaram a nação, como foi publicado pela ANDA. Ativistas locais foram rápidos em apontar que não havia nada fora do comum na filmagem e que por mais revoltante que fosse, aquilo é o que se passa o dia todo, todos os dias, em matadouros para a indústria alimentar.

A investigação no matadouro de Alès tem galvanizado ativistas para intensificar protestos veganos e convencer um número crescente de pessoas a deixar de comer carne em um país profundamente ligado a suas tradições culinárias que são dependentes da tortura e matança de animais em fazendas industriais. Restaurantes veganos estão surgindo em todas as grandes cidades. Paris tem agora um supermercado vegano. Fornecedores on-line de produtos veganos difíceis de encontrar estão entregando mercadorias para o crescente número de vegetarianos que vivem em áreas rurais.

Defensores dos direitos animais são encorajados pelos números mais recentes que apontam para uma tendência na diminuição do consumo de carne na França. Entre 1960 e 1980, o consumo de carne subiu 1,5 por cento ao ano, atingindo um pico de 207 lbs (aproximadamente 94kg) por pessoa, por ano. Desde então, a tendência se inverteu. Em 2014, os consumidores franceses comeram 189 lbs (85kg) de carne por pessoa, por ano. O consumo de carne diminuiu três por cento em dez anos.

Em um recente estudo francês, 35 por cento dos entrevistados afirmaram que estão muito preocupados com o bem-estar de animais de fazenda e 26 por cento afirmaram estar preocupados com “escândalos” de alimentos como na investigação do matadouro Alès.

Uma mulher idosa em um casaco vermelho observava a cena de uma mulher gritando vestida como um bezerro sendo esfaqueado. Ela balançou a cabeça tristemente. “Eu tenho 79 anos de idade”, ela disse a este repórter, “e eu não como carne mais. Desde que meu marido morreu há anos, tudo o que eu como são frutas e legumes e estou em boa saúde! É horrível saber o que se passa.”

*É permitida a reprodução total ou parcial desta matéria desde que citada a fonte ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais com o link. Assim você valoriza o trabalho da equipe ANDA formada por jornalistas e profissionais de diversas áreas engajados na causa animal e contribui para um mundo melhor e mais justo.

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