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Trilogia motiva adoção de animais pretos e debilitados

03 de outubro de 2015 às 16:30

Por: Fátima ChuEcco (Da Redação)

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Não é novidade para ninguém que na longa fila da adoção, geralmente, ficam para trás os gatos pretos e os animais com doenças crônicas ou deficientes físicos. Muitos deles passam a vida toda em abrigos ou lares temporários sem jamais pisar na grama de um parque ou se esticar num sofá. Por uma façanha do destino, alguns conseguem uma rápida adoção apenas quando sua triste história vai parar na mídia e comove multidões. Mas isso acontece com uma minoria.

Foi pensando nisso que a jornalista, escritora e roteirista Anda Dantas, de Salvador (BA), resolveu criar uma trilogia literária infanto-juvenil motivando a adoção de animais pretos e com problemas de saúde. Com os livros “Se Bia falasse…”, “Se Bia pudesse protestar…” e “Se Bia fosse…”, Ana descreve situações com as quais muitas protetoras de animais devem se identificar fazendo do livro uma leitura bem agradável também para adultos. Para começo de conversa, a personagem humana das histórias é uma mulher solteira que vive errando na escolha de namorados porque não percebe os sinais de alerta emitidos pelos animais que tem em casa (quatro gatos e uma cachorra).

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A gata Bia, praticamente uma “chefe da família”, além de ter a pelagem negra (o que já poderia dificultar sua adoção), ainda estava grávida quando foi adotada. E a cadela Luli estava num avançado grau de sarna demodécica (também conhecida como sarna negra). E as duas existem de verdade na vida da escritora: “Quando vi Luli na rua ela estava sangrando bastante e eu sabia que se não a resgatasse ela teria pouca chance de sobreviver”. Os marcantes episódios transformaram a vida de Ana e deram margem para que três livros, baseados em fatos reais, fluíssem com a missão de sensibilizar crianças, jovens e adultos para adoções com genuína intenção de ajudar um animal para o qual a maior parte das pessoas nem olha, quanto menos adota.

Com trechos de humor e narrativas que traduzem o estado de espírito dos gatos e cadela da casa, o leitor vai mergulhando, página após página, num universo único, muito perto de todos aqueles que têm animais em casa, mas muito distante de sua compreensão. E além da questão da adoção, outros elementos importantes são abordados como a necessidade de castração, a introdução de um novo bicho na casa onde já há, por exemplo, outro animal dominante como a “Bia”, a comunicação corporal, o comportamento em grupo, os perigos do acesso à rua e o doloroso dilema de ver um animal na rua e ficar com os seguintes pensamentos remoendo: “Levo ou não levo? Vou no mercado e se ele ainda estiver lá é porque é para eu levar. Pensando bem não preciso pegar porque alguém vai ver e ajudar. Por outro lado, se eu não ajudar não vou me perdoar”.

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Ana, que é ainda mentora da Rede Solidária Você Feliz, que divulga fotos de animais para adoção de todo o Brasil, conta que os animais da trilogia continuam vivos e saudáveis. “Bia tem aproximadamente cinco anos e seus filhos Léo, Tina e Kate, que acabei adotando também, estão fazendo quatro anos. Luli deve ter perto de três anos e reagiu muito bem ao tratamento para a sarna, mas ela é muito emocional e se me ausento ela fica tão sentida que a doença volta. Por isso, talvez adote outro cão para que ela tenha uma companhia canina”, comenta.

Ana diz que, para criar os personagens humanos, se inspirou nas manias de amigos que possuem gatos e cachorros. A pitada de romantismo aparece quando a personagem encontra um marido que é um verdadeiro príncipe encantado, um sonho dourado para qualquer protetora de animais: um companheiro capaz de dividir a cama com quantas patas houverem na mesma casa, adorado pelos gatos e a cachorra. E, embora na trilogia não chegue a esse ponto, seria interessante acrescentar: sem alergia a pelos, envolvido com resgates ou, melhor ainda, um veterinário!

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